22 abril 2017

21 abril 2017

Vencedores

Vencedores do Prémio Escolar Editora de Ciências Sociais, edição 2016, confira aqui.
Adenda às 18:02: em breve estará disponível o regulamento para a edição 2017, agora dedicada a todo o mundo académico de língua portuguesa.

Existem valores universais? O que é opinião pública?

Entreguei anteontem à Escolar Editora o 32.º livro da coleção Cadernos de Ciências Sociais intitulado "Existem valores universais?", com autoria de Desidério Murcho (Portugal), Sergio Lessa (Brasil), João Borges de Assunção (Portugal) e Vicente Paulino (Timor-Leste), fotos abaixo.
​O 33.º livro chamar-se-á "O que é opinião pública?", tem data de entrega aprazada para 19/05/2017 e co-autoria de Susana Borges de Portugal e, do Brasil, Rudimar Baldissera, Emerson Cervi e Gabriel Herkenhoff Moura, fotos abaixo.

20 abril 2017

Notas sobre a normalização política do corpo [14]

14. Número anterior aqui. Se o corpo da mulher já é um problema, o seu corpo desnudo é uma catástrofe social - assim se sente e se faz pulsar na crítica. Se o corpo do homem é natureza, o corpo da mulher é sociedade: natureza aceita-se, sociedade discute-se e critica-se. É normal um homem a correr de tronco nu na 24 de Julho da cidade de Maputo; é inconcebível e perigoso uma mulher fazer o mesmo.

Uma coluna de humor

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1214, de 14/04/2017, página 27, disponível na íntegra aqui.

19 abril 2017

Um prisma sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui e aqui.

Recordando um livro com Ungulani Ba Ka Khosa [5]

Número anterior aqui. Finalizo a apresentação que o escritor Ungulani Ba Ka Khosa fez do livro publicado em 2012 com a capa abaixo e que faz parte do seu mais recente livro intitulado Cartas de Inhaminga[amplie as duas imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato]

Notas sobre a normalização política do corpo [13]

13. Número anterior aqui. Se está em causa uma avaliação dos costumes considerados hoje dissolutos, se está em causa ponderar sobre os riscos sociais dos corpos emancipados, se está em causa discutir a independência perigosa dos corpos, só há um corpo a ter em conta na crítica: o da mulher. É sobre esse corpo que a quase esmagadora maioria dos protestos sociais incide.

O que Ungulani Ba Ka Khosa disse no dia 13 de Abril de 2017

O que o escritor Ungulani Ba Ka Khosa disse no lançamento do seu livro "Cartas de Inhaminga" no Auditório do BCI, cidade de Maputo, dia 13 de Abril, leia na íntegra aqui.

18 abril 2017

Este diário faz hoje 11 anos

Este diário faz hoje onze anos de vida ininterrupta, tendo nascido às 13:26 de 18 de Abril de 2006, através desta postagem aqui. Esta é a 25.063.ª postagem. Muito obrigado a todas aquelas e a todos aqueles que, um bocado por todo o mundo, fizeram e fazem do "Diário de um sociólogo" o mais visitado blogue moçambicano e uma referência nacional e internacional. Daqui têm saído (e continuarão a sair) ideias e textos para livros, para as introduções aos números da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora" que dirijo, para a minha crónica semanal no semanário "Savana" e para as minhas páginas no Facebook, no Twitter, na Academia.edu e no Google+. O Diário de um sociólogo é (1) diariamente actualizado, (2) não se esconde no anonimato, (3) não pratica o panfletarismo e o diz-que-diz e (4) não vive da mediocridade parasitária do copia/cola/mexerica. Face à hegemonia de redes sociais como Facebook e Twitter, é o único blogue moçambicano [sustento que a blogosfera moçambicana morreu há muito] que se mantém vivo com base nas quatro características apontadas. Finalmente, dizer que foi finalista em 2007 e 2008 na modalidade Melhor Weblog em Português no concurso The Bobs da Deutsche Welle - para 2008, recorde aqui. A imagem aniversariante desta postagem foi reproduzida com a devida vénia daqui.

O que Ungulani Ba Ka Khosa disse no dia 13 de Abril de 2017

17 abril 2017

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.
Nota: o presente fungula pertence à edição física n.º 1214 do semanário citado, com data de 14/04/2017.

Notas sobre a normalização política do corpo [12]

12. Número anterior aqui. Na imprensa, no bula-bula da terra, dificilmente o corpo do homem aflora como objecto de estudo ou de crítica. O corpo do homem, do macho, não se discute: assume-se. Se o tronco masculino está à vista, se a nudez masculina surge à luz do sol, isso é considerado natural. Corpo de macho é natureza.
O objecto de estudo e de crítica é, invariavelmente, a mulher em geral e o seu corpo em particular.

Recordando um livro com Ungulani Ba Ka Khosa [4]

Número anterior aqui. Com muito prazer e muita honra, continuo a divulgar a apresentação que o escritor Ungulani Ba Ka Khosa fez do livro publicado em 2012 com a capa abaixo e que faz parte do seu mais recente livro intitulado Cartas de Inhaminga[amplie as duas imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato]

Pergunta sobre os cabelos femininos

Permitam-me fazer uma pergunta sem lhe dar uma resposta, assim: por que razão muitas mulheres de Maputo substituem os seus belos cabelos naturais por cabelos importados?

Um prisma sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

16 abril 2017

Notas sobre a normalização política do corpo [11]

11. Número anterior aquiCartas de leitores publicadas nos jornais e intervenções na rádio e na televisão do nosso país apresentam, de forma sistemática, dois fenómenos, a saber:
1. A sublimação do passado enquanto repositório da moral, dos costumes regrados, do respeito. A ideia é esta: "Nos tempos havia moral e disciplina".
2. Como decorrência, a marcação do corpo feminino enquanto área domesticada, disciplinada, escondida em roupa decente. "Nos tempos as nossas raparigas eram respeitadoras e não vestiam como agora, com tudo à mostra".
A roupa decente, a roupa disciplinadora, surge, invariavelmente, como um termómetro social imperativo. E essa roupa decente é invocada por homens e por mulheres com os olhos de um passado que foi o seu ou do qual ouviram falar.

Recordando um livro com Ungulani Ba Ka Khosa [3]

Número anterior aqui. Com muito prazer e muita honra, continuo a divulgar a apresentação que o escritor Ungulani Ba Ka Khosa fez do livro publicado em 2012 com a capa abaixo e que faz parte do seu mais recente livro intitulado Cartas de Inhaminga[amplie as duas imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato]

15 abril 2017

Talvez seja a mãe da terceira guerra mundial

Ao lançar no Afeganistão a sua mais poderosa bomba, a mãe de todas as bombas, como é conhecida - confira aqui -, os Estados Unidos talvez tenham lançado a mãe da terceira guerra mundial, a maior de sempre.

Recordando um livro com Ungulani Ba Ka Khosa [2]

Número anterior aqui. Com muito prazer e muita honra, começo a divulgar a apresentação que o escritor Ungulani Ba Ka Khosa fez do livro publicado em 2012 com a capa abaixo e que faz parte do seu mais recente livro intitulado Cartas de Inhaminga[amplie as duas imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato]

Notas sobre a normalização política do corpo [10]

10. Número anterior aquiE se estivermos atentos, verificaremos que o corpo da mulher joga nessa avaliação um papel fundamental. Corpo havido por perigoso, corpo desnudo, corpo criminalizado, sexualidade provocante, eixo do mal, êmbolo de reacções agressivas por parte dos homens. Corpo que deveria - pedem os críticos - andar vestido ou, melhor, completamente vestido.