Na Carta Maior: "Vinte e seis anos após o fim da ditadura militar, o Senado aprovou, por unanimidade, na noite desta quarta-feira (26), projeto que cria uma Comissão da Verdade para investigar violações dos direitos humanos cometidas por razões políticas no país entre 1946 e 1988." Aqui.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
27 outubro 2011
Contacto sem contacto (6)
O sexto número da série.
Prossigo no "meu" instituto feminino de beleza, algures na cidade de maputo. Escrevi no número anterior que as humildes jovens que ministram os cuidados ganham subitamente um poder imenso, ainda que temporalmente limitado, o poder de mexer e de orientar partes de corpos de outrem. São elas quem dá ao corpo de outrem a forma e a estética desejadas. Mas não só, essas humildes jovens têm um segundo poder, o poder confessional.
Com a vossa autorização, prossigo este conjunto de ideias e hipóteses mais tarde.
Prossigo no "meu" instituto feminino de beleza, algures na cidade de maputo. Escrevi no número anterior que as humildes jovens que ministram os cuidados ganham subitamente um poder imenso, ainda que temporalmente limitado, o poder de mexer e de orientar partes de corpos de outrem. São elas quem dá ao corpo de outrem a forma e a estética desejadas. Mas não só, essas humildes jovens têm um segundo poder, o poder confessional.
Com a vossa autorização, prossigo este conjunto de ideias e hipóteses mais tarde.
(continua)
Uma certa Luanda em fotografia (7)
Prosseguindo a série sobre uma certa Luanda, sobre um certo microsocial de Luanda fotograficamente captado por Carlos Serra Jr, jurista e ambientalista, que lá esteve recentemente. Nesta imagem: crianças brincando num musseque. Se quiser ampliá-la, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)
Fio de Ariadne das manifestações mundiais (7)
"Todas as relações fixas e enferrujadas, com o seu cortejo de vetustas representações e intuições, são dissolvidas, todas as recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo o que era das ordens sociais e estável se volatiliza, tudo o que era sagrado é dessagrado, e os homens são por fim obrigados a encarar com olhos prosaicos a sua posição na vida, as suas ligações recíprocas."O sétimo número da série.
Perguntei no número anterior se as cidades e as ruas podiam ser tomadas como entidades exteriores às relações de produção. Convireis que parece uma questão pueril e desprepositada. Mas tenho para mim que não é, há gente que acha que cidades e ruas são meros conjuntos de pessoas diferentes. Cidades e ruas são ocupadas por pessoas permanentemente inscritas em relações assimétricas de produção e distribuição, relações que nada têm a ver com os postulados abstractos de "unidade", "universalidade", "globalização" e "diferença cultural". Não ter em conta o sóciometabolismo (para usar um termo de István Mészáros) dessas relações é não compreender ao mesmo tempo a unidade e a diversidade das manifestações mundiais de protesto e aspiração a novos tipos de vida.
Com a vossa autorização, prossigo mais tarde.
(continua)
Ocupa Wall Street : águas com os falsos amigos
A propósito de Ocupa Wall Street - movimento permanentemente dado a conhecer neste diário -, o periodista polaco Maciek Wisniewsk ataca duramente Lech Walesa, ex-líder sindical, premio Nobel de la Paz. Saiba por quê aqui. Um livro sobre o movimento sairá breve, confira aqui. Portal do movimento+comentários aqui. No Seven days, Judith Levone escreveu que o movimento é feminista, aqui. Para traduzir, aqui. Recorde neste diário aqui. Imagem reproduzida daqui.
Adenda às 5:32: saiba do que passou e se passa em Oakland e Atlanta, segundo CNN hoje e aqui.
Adenda às 5:47: um texto intitulado "Globalização da revolta", aqui.
Adenda às 5:32: saiba do que passou e se passa em Oakland e Atlanta, segundo CNN hoje e aqui.
Adenda às 5:47: um texto intitulado "Globalização da revolta", aqui.
Para ganhar as eleições em Quelimane (11)
Prossigo a série, ainda no primeiro dos três pontos que propus aqui.
1. Pontos discursivos. No número anterior perguntei se os candidatos a edil de Quelimane deviam inscrever nos seus discursos o mesmo padrão discursivo de bens de consumo. A resposta é sim e não. Sim, no quadro geral da propaganda; não, no quadro particular. A cidade de Quelimane possui espaços habitacionais diferentes, esses espaços têm relação com relações assimétricas de produção e distribuição. Sem dúvida que há Machuabo e quelimanenses. Mas sem dúvida, também, que são socialmente diferentes.
2. Actores-alvo. Então, o ponto central tem a ver com a gestão dos actores-alvo. Que tipo de actores-alvo? Esta pergunta remete para uma outra: que tipo de candidatos a edis fazem propaganda eleitoral?
Deixem-me prosseguir mais tarde. Foto reproduzida daqui.
1. Pontos discursivos. No número anterior perguntei se os candidatos a edil de Quelimane deviam inscrever nos seus discursos o mesmo padrão discursivo de bens de consumo. A resposta é sim e não. Sim, no quadro geral da propaganda; não, no quadro particular. A cidade de Quelimane possui espaços habitacionais diferentes, esses espaços têm relação com relações assimétricas de produção e distribuição. Sem dúvida que há Machuabo e quelimanenses. Mas sem dúvida, também, que são socialmente diferentes.
2. Actores-alvo. Então, o ponto central tem a ver com a gestão dos actores-alvo. Que tipo de actores-alvo? Esta pergunta remete para uma outra: que tipo de candidatos a edis fazem propaganda eleitoral?
Deixem-me prosseguir mais tarde. Foto reproduzida daqui.
(continua)
Adenda: abordo múltiplos aspectos da engenharia eleitoral no seguinte livro: Serra, Carlos (dir), Eleitorado incapturável, Eleições municipais de 1998 em Manica, Chimoio, Beira, Dondo, Nampula e Angoche. Maputo: Livraria Universitária, 1999, 354 pp., confira especialmente as pp. 43-243.
Estado, pluralismo jurídico e recursos naturais (23)
Continuidade da série, a partir de um trabalho de 2010 com o título em epígrafe, da autoria de Carlos Manuel Serra, jurista e ambientalista, numa subunidade do Capítulo 3 (O reconhecimento e a abertura para o papel do Direito Costumeiro no domínio dos recursos naturais) intitulada "A “captura jurídica” das autoridades tradicionais", ponto 3.5., aqui.
(continua)
26 outubro 2011
Ainda os desmobilizados: Expresso+mediaFAX
Jornais digitais "Expresso" e "mediaFAX", edições de hoje, respectivamente aqui e aqui. Recorde mais abaixo neste diário, aqui. Se quiser ampliar as imagens, clique sobre elas com o lado esquerdo do rato.
Adenda às 19:31: segundo a "Rádio Moçambique" no seu noticiário das 19:30, os desmobilizados abandonaram o Recinto António Repinga, prometendo regressar na próxima quarta-feira caso não haja resposta às suas exigências.
Adenda às 19:31: segundo a "Rádio Moçambique" no seu noticiário das 19:30, os desmobilizados abandonaram o Recinto António Repinga, prometendo regressar na próxima quarta-feira caso não haja resposta às suas exigências.
Postagens na forja
* Genéricos: Uma certa Luanda em fotografia (7); Estado, pluralismo jurídico e recursos naturais (23)
* Séries pessoais: Contacto sem contacto (6); Para ganhar as eleições em Quelimane (11); Contestação global e novas solidariedades (1); Teoria do conhecimento de Samora Machel (11); Consumidores machos, cervejas pretas fêmeas (15); Sobre a qualidade do ensino em Moçambique (23); E se os Moçambicanos fossem Chineses? (18); Fio de Ariadne das manifestações mundiais (7); Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (24); Por que brilha o capitalismo? (5); Ditos (23); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (63); África enquanto produção cognitiva (34)
* Séries pessoais: Contacto sem contacto (6); Para ganhar as eleições em Quelimane (11); Contestação global e novas solidariedades (1); Teoria do conhecimento de Samora Machel (11); Consumidores machos, cervejas pretas fêmeas (15); Sobre a qualidade do ensino em Moçambique (23); E se os Moçambicanos fossem Chineses? (18); Fio de Ariadne das manifestações mundiais (7); Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (24); Por que brilha o capitalismo? (5); Ditos (23); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (63); África enquanto produção cognitiva (34)
Manifestação e descrições
Ainda sobre a manifestação dos desmobilizados de guerra ontem reportada neste diário: o "Notícias" digital, que ontem citou uma fonte não identificada a dizer que Hermínio dos Santos, presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, procurava criar desordem no país com o aval de uma "chancelaria ocidental" também não identificada, abandonou hoje a teoria do complô e refere a presença de centenas de desmobilizados da "ala de Hermínio dos Santos" na manifestação, em "ambiente ordeiro" e "atentamente acompanhada por um contingente policial despachado para o local". Aqui. Por sua vez, o "O País" digital de hoje resgasta um termo das manifestações europeias e refere-se a desmobilizados "indignados" em "manifestação pacífica", ao mesmo tempo que dá conta de que "o governo mobilizou um contingente impressionante de forças de defesa e segurança - Força de Intervenção Rápida, Polícia de Protecção, Polícia de trânsito, Força de Protecção de altas individualidades, além de elementos da PIC e do SISE vestidos a civil. Refira-se que a FIR se fez presente no local com uma mega-viatura anti-motim até aqui desconhecida pelo público." Aqui. Finalmente, o "Diário de Moçambique" digital reporta a presença na manifestação de "mais de mil pessoas, entre homens e mulheres, na sua maioria desmobilizados de guerra ou seus supostos familiares", enquanto "um forte contingente policial patrulhava a capital moçambicana", sem que, porém, tivesse havido "quaisquer contactos entre agentes e manifestantes". Aqui.
Adenda às 9:51: por sua vez, o "@Verdade", em texto de Hermínio José, reporta que os governantes entraram e saíram pela porta traseira do edifício onde se localiza o gabinete do primeiro-ministro e dá conta de que numa carta "submetida à Presidência da República a 29 de Setembro passado e espalhada pelas embaixadas sedeadas na capital do país, o Fórum dos Desmobilizados de Guerra pretende ver construído um edifício de 15 pisos imediatamente, para albergar todos os combatentes, alocação pelo governo de 30 viaturas de cinco em cinco anos para garantir o transporte de diversas actividades e escoamento de bens, entre outros." Aqui.
Adenda às 9:51: por sua vez, o "@Verdade", em texto de Hermínio José, reporta que os governantes entraram e saíram pela porta traseira do edifício onde se localiza o gabinete do primeiro-ministro e dá conta de que numa carta "submetida à Presidência da República a 29 de Setembro passado e espalhada pelas embaixadas sedeadas na capital do país, o Fórum dos Desmobilizados de Guerra pretende ver construído um edifício de 15 pisos imediatamente, para albergar todos os combatentes, alocação pelo governo de 30 viaturas de cinco em cinco anos para garantir o transporte de diversas actividades e escoamento de bens, entre outros." Aqui.
Uma certa Luanda em fotografia (6)
Prosseguindo a série sobre uma certa Luanda, sobre um certo microsocial de Luanda fotograficamente captado por Carlos Serra Jr, jurista e ambientalista, que lá esteve recentemente. Nesta imagem: crianças numa lixeira, vendo-se ao longe o rosto da Luanda do cimento e da construção civil acelerada. Se quiser ampliá-la, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)
Contacto sem contacto (5)
O quinto número da série.
O instituto feminino de beleza de que vos tenho falado é bem mais do que um conjunto de técnicas e de cuidados corporais, é uma interface entre ministradoras de cuidados e carentes de cuidados. As humildes jovens que ministram os cuidados ganham subitamente um poder imenso, ainda que temporalmente limitado, o poder se mexer e de orientar partes de corpos de outrem. Mas não só.
Com a vossa autorização, prossigo este conjunto de ideias e hipóteses mais tarde.
O instituto feminino de beleza de que vos tenho falado é bem mais do que um conjunto de técnicas e de cuidados corporais, é uma interface entre ministradoras de cuidados e carentes de cuidados. As humildes jovens que ministram os cuidados ganham subitamente um poder imenso, ainda que temporalmente limitado, o poder se mexer e de orientar partes de corpos de outrem. Mas não só.
Com a vossa autorização, prossigo este conjunto de ideias e hipóteses mais tarde.
(continua)
Consumidores machos, cervejas pretas fêmeas (14)
7. Mulher na propaganda da cerveja. Escreveu Carla de Paula um trabalho sobre o que entende ser a estigmatização da mulher pela imprensa brasileira, cujo primeiro parágrafo é o seguinte: "O estabelecimento do lugar da mulher na sociedade vem sendo empreendido misoginamente pelas mídias, sendo a mulher retratada segundo paradigmas masculinos de representação. No exemplo deste estudo, notamos que grande parte das marcas de cerveja no país faz uso de imagens femininas em suas campanhas e coopera para a estigmatização da mulher na sociedade." Aqui.
O problema é que a feminização da cerveja tem uma história antiga.
Prossigo mais tarde.
(continua)
Um livro
"O protagonista de O Carrasco, filme de Luis García Berlanga, não estava nem a favor nem contra a pena de morte, limitava-se a cumprir o trabalho para dar de comer à família."
Com o título em epígrafe e tendo o jornalismo como referência, o jornalista Pascual Serrano desmistifica conceitos como neutralidade, objectividade e equidistância e analisa fenómenos como simplificação e frivolização. Um livro que pode perfeitamente abranger outras áreas sociais e do qual é possível ler o primeiro capítulo aqui. Para traduzir, aqui.
No falecido tanque
Um tanque que pertenceu à guerra de muitos anos no nosso país (recorde as consequências aqui). Hoje parece ser uma razoável hipótese a de que o cabrito do lado esquerdo nada sabe disso, o mesmo sucedendo a quem usa a rede mosquiteira que está na cabeça da falecida máquina de guerra. Foto do Fernando Raposo com a devida vénia reproduzida daqui. Se quiser ampliá-la, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Póscoloniais?
Com o título em epígrafe, um trabalho de Rossana Rossanda, em italiano aqui, em espanhol aqui. Para traduzir, aqui.
25 outubro 2011
Postagens na forja
* Genéricos: Uma certa Luanda em fotografia (6); Estado, pluralismo jurídico e recursos naturais (23)
* Séries pessoais: Contacto sem contacto (5); Para ganhar as eleições em Quelimane (11); Contestação global e novas solidariedades (1); Teoria do conhecimento de Samora Machel (11); Consumidores machos, cervejas pretas fêmeas (14); Sobre a qualidade do ensino em Moçambique (23); E se os Moçambicanos fossem Chineses? (18); Fio de Ariadne das manifestações mundiais (7); Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (24); Por que brilha o capitalismo? (5); Ditos (23); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (63); África enquanto produção cognitiva (34)
* Séries pessoais: Contacto sem contacto (5); Para ganhar as eleições em Quelimane (11); Contestação global e novas solidariedades (1); Teoria do conhecimento de Samora Machel (11); Consumidores machos, cervejas pretas fêmeas (14); Sobre a qualidade do ensino em Moçambique (23); E se os Moçambicanos fossem Chineses? (18); Fio de Ariadne das manifestações mundiais (7); Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (24); Por que brilha o capitalismo? (5); Ditos (23); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (63); África enquanto produção cognitiva (34)
Desmobilizados de guerra manifestam-se
Segundo o jornal digital "@Verdade" na sua edição de hoje: "Cerca de cinco centenas de pessoas, entre desmobilizados de guerra, viúvas de desmobilizados e seus filhos, estão a manifestar-se desde as primeiras horas desta terça-feira em Maputo, nas proximidades do Gabinete do Primeiro Ministro de Moçambique onde decorre mais uma sessão do Conselho de Ministros." Aqui.
Adenda às 16:02: de acordo com a "Rádio Moçambique" (RM) no seu noticiário das 16 horas, os desmobilizados estão concentrados no Circuito António Repinga, cidade de Maputo, tendo Hermínio dos Santos, presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, dito que não sairiam dali sem uma resposta às suas pretensões, desejando uma pensão mensal de 12 mil meticais e o enquadramento dos antigos milicianos e Naparamas. O vice-ministro dos Combatentes, Marcelino Liphola, afirmou à RM que o governo estava disposto a negociar face ao que disse serem novas formulações nas exigências dos desmobilizados.
Adenda 2 às 17:38: leia o "Notícias" digital de hoje aqui.
Adenda às 16:02: de acordo com a "Rádio Moçambique" (RM) no seu noticiário das 16 horas, os desmobilizados estão concentrados no Circuito António Repinga, cidade de Maputo, tendo Hermínio dos Santos, presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, dito que não sairiam dali sem uma resposta às suas pretensões, desejando uma pensão mensal de 12 mil meticais e o enquadramento dos antigos milicianos e Naparamas. O vice-ministro dos Combatentes, Marcelino Liphola, afirmou à RM que o governo estava disposto a negociar face ao que disse serem novas formulações nas exigências dos desmobilizados.
Adenda 2 às 17:38: leia o "Notícias" digital de hoje aqui.
30 toneladas+missa
Segundo o "Diário de Moçambique" digital de hoje, 30 toneladas de açúcar foram roubadas em Agosto na Companhia de Sena. A peça, cujo título é locomotor ("30 toneladas de açúcar saem da Companhia de Sena") está acompanhada de uma fotografia do que parece ser uma missa rezada no interior de fábrica, com data de 28/04/2011. Aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















