26 março 2010

No CM


A conferir no "Canal de Moçambique" online de hoje, aqui.

"E os outros irmãos???"

Por terras de Inhambane e no seu blogue, Joaquim Chau tem um texto intitulado "Dentro da realidade e mais distante da verdade", o qual termina com a pergunta "E os outros irmãos???". Aqui.

Questionários: ponto de situação


Confira e participe nos questionários situados no lado direito deste diário, aqui, aqui e aqui.

A "hora do fecho" no "Savana"

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "A hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:
* Também complicado está o bom do nosso ministro refresco. Finalmente chegaram os aumentos dos combustíveis, mas o pior ainda está para vir. Os escovas reproduziram acriticamente a lista de mercearia do que ficou por comprar com os 114 milhões pagos em subsídios às gasolineiras. Faltou fazer as contas a quantos “5 de Fevereiros” foram evitados com o montante debitado com lágrimas de crocodilo ...

Editado por Joseph Hanlon


Informação e análise no Mozambique160, editado por Joseph Hanlon, aqui e aqui.Free Translation

No WF


A conferir no "Wamphula Fax" de hoje, aqui.

No DZ


No "Diário da Zambézia" de hoje, aqui.

25 março 2010

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
*
Novidades do governo provincial da Zambézia ("Diário da Zambézia"); mortos e vivos habitam os mesmos espaços no centro de saúde de Mossuril, província de Nampula ("Wamphula Fax"); a "hora do fecho" ("Savana")
* Quem é o dono do mosquito? (5) (
série)
* Inspecção de viaturas não dá para Africanos? (8) (série)
* Fractura social (3) (
série)
* Três na AR (4) (
série)
* Já nos descolonizámos? (9) (
série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (
série)

Zé Carlos treinador de hóquei no Egipto

Um dos leitores deste blogue, o moçambicano José Carlos Lopes Pereira, está no Egipto, mais concretamente no Cairo, para treinar a equipa de hóquei em patins do Al-Dakhlia Roller Hockey Club, a principal equipa egipcia na modalidade, que pretende participar no Campeonato Africano de Clubes a ter lugar na África do Sul, primeira semana de Maio/2010. Confiram no blogue do Zé Carlos, aqui. Parabéns e força!

Diploma


Primeiro começou a inspecção e depois saiu o diploma ministerial conjunto que estabelece os preços. Aqui. Obrigado ao MM pelo envio via email do diploma.

Efeito dominó

O aumento dos preços dos combustíveis anunciado pelo ministro da Energia pode ser apenas o primeiro de uma série - escreveu na sua edição online de hoje o "Canal de Moçambique". Entretanton no jornal da manhã das 6 horas de hoje da Rádio Moçambique, proprietários de transportes semi-colectivos de Quelimane puseram a hipótese de subida dos preços de transporte. O efeito dominó não pode ser afastado e uma grande atenção deve ser dada aos custos e aos riscos sociais.

Inspecção de viaturas não dá para Africanos? (7)


Mais um pouco desta série.
Vista pelo meu prisma, a inspecção é absolutamente necessária, imperativa, é independente do grau de desenvolvimento de um país.
Mas, como pesquisador, tenho de me interrogar sobre o que pensam outros cidadãos em seus prismas. Por exemplo:
1. Aqueles que não têm possibilidade de comprar carros novos, aqueles que têm carros anda-à-maneira-resolve-com-martelo
2. Aqueles que podem comprar viaturas novas mas que usam as velhas
Como pesquisador, tenho ainda de me interrogar sobre aqueles que vivem das pequenas rendas diárias cobradas aos condutores de viaturas em mau estado técnico, designadamente de chapas.
E, já agora, sobre os pequenos e numerosos mecânicos do remenda-cura-rápido.
(continua)

Principais


A conferir aqui.

Tráfico de mulheres em Maputo

Em epígrafe, o tema da manchete do semanário “Savana” desta semana, com a indicação da rota usada para a África do Sul e reportando a prisão dos vendedores.
Adenda: recorde esta postagem recente, aqui. Se quiser ampliar a imagem à esquerda clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Fractura social (2)

Continuidade da série.
Bairros de lata: vulcões prestes a explodir - esse o título de um trabalho divulgado em 2008, da autoria de F. Floris Moschettia, que faz referência a Maputo: "A taxa mais elevada de habitantes de bairros-de-lata regista-se na Etiópia e no Chade, com 99,4 por cento da população urbana. Seguem-se o Afeganistão, com 98,5 por cento, e o Nepal, com 92 por cento. Todavia, as populações urbanas que mais se encontram na miséria são certamente as de Maputo (Moçambique) e Kinshasa (R. D. Congo), onde o rendimento de dois terços dos habitantes é inferior ao mínimo vital diário. Em Nova Deli, os urbanistas deploram a existência de «bairros-de-lata dentro de bairros-de-lata»: nos espaços periféricos, à histórica classe pobre da cidade expulsa em meados dos anos 70 acrescentam-se recém-chegados, que colonizam os últimos espaços livres. No Cairo, Egipto, os que chegam agora ocupam e arrendam partes de habitações sobre os tectos, gerando novos bairros-de-lata «suspensos no ar».
(continua)

Quem é o dono do mosquito? 4)



Mais um pouco da série.
Um segundo protocolo de pesquisa teria de ser introduzido no estudo do fenómeno, do género a seguir:
1. Qual a qualidade técnica do produto fumigador? Foi previamente testado?
2. Que tipo de publicidade prévia foi feita?
3. Que processos têm sido utilizados para assegurar a entrada na casa dos moradores?
4. Foi efectuada uma sondagem de opinião após a fumigação? Se sim, quais os resultados?
(continua)

Prisão por sugerir transferência de administrador

Por alegadamente ter em público proposto a transferência de um administrador, o cidadão Aiuba Assana foi condenado a quatro meses de prisão pelo tribunal judicial distrital de Muecate, província de Nampula, que considerou a atitude de Aiuba como desonrosa para o administrador. Aqui.

No WF


No "Wamphula Fax" de hoje, aqui.

No DZ


Confira no "Diário da Zambézia" de hoje, aqui.

24 março 2010

Nervoso, altaneiro, vaidoso



Nervoso, altaneiro, vaidoso, passou esta tarde por mim o pavão das duas imagens em epígrafe, vindo da presidência da República, cidade de Maputo, bebia eu um belo café com o Índico na retina. Infelizmente não me deu tempo para o fotografar bem. Recorde aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
*
Assassinato de idosos em Chinde e Inhassunge, província da Zambézia, acusados de feitiçaria ("Diário da Zambézia"); sumiram para parte incerta cerca de 700 supostos refugiados de guerra somalianos que se encontravam no Centro de Marratane, em Nampula ("Wamphula Fax")
* Quem é o dono do mosquito? (4) (
série)
* Inspecção de viaturas não dá para Africanos? (7) (série)
* Fractura social (2) (
série)
* Três na AR (3) (
série)
* Já nos descolonizámos? (9) (
série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (
série)

Quem é o dono do mosquito? (3)


Mais um pouco da série.
Somos, muitas vezes, preguiçosos (forma útil de evitar o desgaste neuronal). Por isso e por exemplo, entendemos que os outros são culturalmente atrasados por não compreenderem as nossas mensagens racionais e científicas. E é nesse contexto que surgem, de imediato, certos mosqueteiros prontos a disparar para todos os lados contra os agitadores, contra os desinformadores, prontos a linchá-los.
Entretanto, no prosseguimento do tema desta série e antes de me debruçar sobre os dilemas digamos que técnicos da desinfestação anti-mosquito, permitam-me recordar-vos uma postagem minha do ano passado:
"O texto foi escrito há vários anos pelo brasileiro Marcio D’Olne Campos, mas mantém - creio - a actualidade como exemplo de precaução cultural: "Há vários anos, implantava-se uma campanha anti-mosquitos em Moçambique sem a devida pesquisa etnográfica local para que ao menos, se entenda os códigos locais para utilizá-los nas linguagens da campanha. Cartazes continham desenhos com práticas não recomendadas tais como latas abertas recebendo águas da chuva e armazenando água parada. Todas as práticas não recomendadas eram indicadas nos cartazes como proibidas por um grande “X” vermelho sobre cada desenho. Alguns meses depois, ao proceder-se a uma pesquisa sobre os efeitos da campanha, descobriu-se que as práticas proibidas vinham sendo intensificadas ultimamente e após a campanha. A pesquisa sobre esse fato revelou então que o “X” vermelho fora lido por aquela sociedade com um alerta para que a opção sobre o “X” vermelho fosse a recomendação correta a ser praticada."
Adenda: Márcio leu o início desta série e escreveu-me há momentos via email.

Produzir

Da crónica de Edwin Hounnou, com o título "Moçambique é improdutivo", inserta no semanário "Magazine Independente" datado de 24/09/2009, p. 7: "Um povo que não produz alimentos para si, não tem que se orgulhar. O orgulho de qualquer povo reside no estômago. Um povo faminto não pode ser soberano. Um governo que não serve bem o povo, de nada vale. Deveríamos saber tão bem produzir alimentos e outros bens assim como sabemos dançar marrabenta, xingombela, marimba, xikwinimbira, makwaia, makwaela, nhau e mapiko". Confira a totalidade do trabalho aqui.

Infidelidade partidária e a perda de mandato

No título em epígrafe, o tema de um trabalho da jurista brasileira Leyla Yurtsever, tendo o Brasil como referência, mas fazendo também uma excursão comparativa aos Estados Unidos e à Alemanha. Tema que poderá ser útil para o nosso país. Aqui. Charge reproduzida daqui.

Principais


A conferir aqui.

Anonimato

Sabem a regularidade com que peço que se identifiquem. Acontece que certas pessoas continuam a escrever comentários anónimos sobre outras, estando estas, muitas vezes, identificadas, postura que é, no mínimo, deselegante. Tanta firmeza nas condenações (por exemplo) devia ser acompanhada de firmeza identitária, firmeza que - acresce - nada tem a ver com "assinaturas" do género “Pancho” ou “João”. Este diário tem regras para comentar e fazer publicar, ao fundo da coluna direita, continuo a insistir nelas. E na janela dos comentários, a parte final do que lá escrevi tem a seguinte redacção: "E fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser como anónima ou como anónimo, eu sou livre de recusar a publicação. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão."

Quem é o dono do mosquito? (2)


Mais um pouco desta série.
Se eu tivesse de pesquisar no terreno a razão ou as razões da recusa popular em aceitar que os agentes da pulverização entrem nas casas e executem o seu trabalho, poria em campo um protocolo de apuramento de dados do qual apresento o seguinte e pequeno exemplo:
1. Dados sobre escolaridade

2.Distribuição, eficácia e proximidade de fontes de água, postos de saúde e escolas
3. Rendimento agrícola, escoamento dos produtos, fontes de emprego, calamidades naturais e impacto
4. Percepções populares sobre a actuação dos agentes do Estado
5. Antecedentes criminais no distrito, assaltos a residências, morfologia, autores, frequência e períodos do (s) dia (s) de execução, alvo ou alvos, consequências
6. Existência ou não da crença de que seres vivos e inanimados podem ser magicamente comandados, terem donos e causar feitiçaria, matriz da crença, alvos, consequências
7. Existência ou não da crença de que o combate à malária e à cólera pode visar o mal de certas pessoas a favor de outras, matriz da crença, perfil de quem nela acredita
(continua)
Quer o leitor comentar, sugerir?

Zimbabwe: casino em meio à miséria

Em meio à miséria no Zimbabwe, surgiu um casino em Bulawayo, financiado pelo ministro das Minas, Obert Mpofu – reportou a SW Radio Africa news, aqui.Free Translation
Adenda: enquanto isso e segundo a mesma fonte, foram detidos 15 membros do MDC e, por algumas horas, um proeminente activista dos direitos humanos. Confira aqui e aqui.

Três na AR (2)

Mais um pouco desta curta série.
Vamos, então, ter três bancadas. E ainda que deva ser muito pequeno o tempo de intervenção de que vai dispor o MDM, creio que será interessante assistir (e analisar os) aos empenhos oratórios de cada bancada. Que empenhos podemos prever?
(continua)

No WF


A conferir na edição de hoje do "Wamphula Fax", aqui.