Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
21 dezembro 2016
Como será a sociedade do futuro?
20 dezembro 2016
O apelo messiânico
Na verdade, confrontados com os problemas do dia-a-dia, as pessoas apelam à intervenção de uma espécie de messias de primeiros socorros, imploram os milagres cura-tudo, as soluções decisivas, definitivas, convencidas de que os defeitos estruturais de sistema podem ser resolvidos com intervenções fortes e pessoais de ocasião.
Assim, por exemplo, em certos círculos espera-se que o Presidente da nação consiga com a varinha mágica eliminar todos os males e implantar o bem total. Ele apenas, só por si. O que se deseja nesses círculos é o papel único do demiurgo e não o das instituições do Estado, é o indivíduo e não o colectivo. E se as instituições não funcionam ou funcionam mal, a cura é suposta depender infalivelmente da generosidade e da disposição do demiurgo.
Com a alma ajoelhada no altar da esperança, as pessoas buscam, afinal, um deus pessoalizado e permanente.
19 dezembro 2016
As metas do BM para 2017
Saiba sobre Moçambique
No "Savana" 1197 de 16/12/2016, p.19
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.18 dezembro 2016
O machismo mata
Sem quê nem porquê
Sobre as mechas em Maputo
A arte de imbecilizar crianças
17 dezembro 2016
Uma coluna semanal
A delinquência académica segundo Maurício Tragtenberg

16 dezembro 2016
Cadernos de Ciências Sociais: ponto de situação
2. O 29.º número da coleção, intitulado "O que é colonialismo?", tem a data de entrega à editora aprazada para o dia 13 de Janeiro de 2017, com autoria de Heloisa Toller Gomes do Brasil, Pedro Pombo e Rosa Maria Perez de Portugal e Jorge Márcio Andrade do Brasil, segundo a sequência de fotos abaixo:
3. Recebi ontem da editora as primeiras provas tipográficas (foto abaixo) dos números 22 (O que é democracia?), 23 (O que é masculinidade?) e 24 (O que são patronagem e clientelismo?) e entrego as correções na segunda-feira, dia 19.
15 dezembro 2016
A propósito do assassinato de Valentina Guebuza
Adenda às 11:49 de 16/12/2016: um ou outro jornal digital, bem como um ou outro blogue do copia/cola/mexerica, tentam transformar a especulação em realidade.
Sociedades mais descolonizadas do medo
A conquista da liberdade é, fundamentalmente, a conquista da vitória sobre o medo.
Três Colegas aceitaram o desafio de responder à pergunta deste número: Sergio F. C. Graziano Sobrinho do Brasil, Bóia Efraime Júnior de Moçambique e Ricardo Henrique Arruda de Paula do Brasil.
Com brilho e profundidade, os três dão-nos a conhecer as múltiplas, e quantas vezes trágicas (tenha-se em conta, por exemplo, o texto de Bóia Efraime Júnior), facetas do medo e da sua produção social.
Conhecer e disseminar as facetas do medo e da sua produção social é contribuir para termos sociedades mais livres, mais emancipadas, mais sadias, mais firmes, mais descolonizadas do medo. Quanto mais conscientes estivermos de como se produz o medo mais livres poderemos ser. O presente livro é uma contribuição admirável nesse sentido. Reproduzido daqui.
Acções-aspirina
Saiba sobre Moçambique
14 dezembro 2016
Comunicado do CPMO do BM
Capital e futebol
A única coisa eterna no social é a mudança
Os "pensamentos sociais", os pensamentos colectivamente produzidos, estruturados e reproduzidos, não são diferentes em si, não são diferentes porque à partida uns são mais inteligentes ou eficazes do que outros, mas são diferentes porque são diferentes as condições sociais nas quais se vive. E estas condições não são eternas, mudam. Culturas também mudam. A única coisa eterna no social é a mudança.
13 dezembro 2016
Comissão de Inquérito da AR sobre as dívidas
O que é colonialismo?
Conjuntura económica segundo o INE
12 dezembro 2016
No "Savana" 1196 de 09/12/2016, p.19
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.11 dezembro 2016
Saiba sobre Moçambique
África subsariana: por que aumenta a inquietação
Mentalidade de mata-borrão [9]
Os duros e os moles na luta política [4]
10 dezembro 2016
Uma coluna semanal
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