17 novembro 2015

BM aumentou taxas de juro

As taxas de jurou de referência foram aumentadas pelo Banco de Moçambique, confira um comunidade de imprensa datado de ontem, aqui.

Dia 24

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Sobre o fim da ideologia

O que, em última instância, significa proclamar o fim da ideologia? Significa proclamar o fim das diferenças sociais geradoras das lutas de protesto e recomposição, significa proclamar o fim dos mecanismos pelos quais se procura obscurecer a produção e a reprodução das desigualdades sociais, significa proclamar o fim do questionamento de um dado sistema de relações sociais.

16 novembro 2015

No "Savana" 1140 de 13/11/2015, p.19


Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.

O problema central da democracia

Hoje, tenho para mim que o problema central em nossas sociedades não está na democracia em seus usos clássicos (multipartidarismo, eleições, equidade do género, liberdade de expressão, etc.), mas no desafio de pensarmos na democratização da democracia visando a redistribuição planetária de recursos de vida.

A economia, o capitalismo e a guerra

Com o título em epígrafe, um texto do economista Juan Torres López, a conferir aqui.

15 novembro 2015

Octávio Muchanga cria e comercializa o Xikhaba

Ex-mineiro, o moçambicano Octávio Muchanga criou e comercializa o Xikhaba, um composto de amendoim torrado, açúcar e sal. Foto e texto no "Confidencial", aqui. Confira também aqui e aqui.

Democracia e ambivalência

O compromisso com a democracia (no pressuposto de que todos saibamos o que ela representa), é quase sempre, creio, fascinante na sua ambivalência: mantemo-lo só até onde chega o limite das nossas convicções e dos nossos valores, abandonamo-lo lá onde começa o território da intolerância, daquilo que nos faz desembraiar a recusa, lá onde não é possível democratizar a democracia.

O Estado é do DP? Do PSD? Do 中国ad共产党? Da Еди́ная Росси́я? Da Frelimo? [7]

"Toda e qualquer luta entre partidos visa não só um fim objectivo, mas ainda e acima de tudo o controlo sobre a distribuição de cargos." [Max Weber, aqui]
"O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".[Max Weberaqui]
"To the victor belong the spoils" [William L. Marcy, aqui]
"Os nossos homens têm armas em todo o país", Rahil Khan da Renamo [Aqui]
 Sétimo número da série. Escrevi no número inaugural desta série que tinha por objectivo analisar duas crenças sobre o Estado, recorrentes em alguns círculos de opinião nacionais e estrangeiros, explícita a primeira, implícita a segunda, a saber: [1] o Estado é mera extensão do partido Frelimo e [2] o Estado pode ser bicéfalo e possuir dois exércitos [aqui]. Chegou o momento de abordar a segunda crença, aguarde por favor.

14 novembro 2015

Atenção aos rumores

O "Les Décodeurs" do "Le Monde" produziu os seguintes conselhos a propósito da tragédia ontem ocorrida em Paris, cuja utilidade pode ser transnacional em momentos de crise e pânico [tradução livre minha, CS]:
"* Parta do princípio de que uma informação dada na web por um desconhecido é à partida mais falsa do que verdadeira.
* Confie nos mídia reconhecidos, nos jornalistas identificados e conhecidos. E não considere que isso é suficiente para tornar real a sua informação. Em situações de crise como esta, a informação flui muito rapidamente, podendo depois revelar-se errada. É melhor esperar que vários meios de comunicação reportem o mesmo facto para considerá-lo como estabelecido.
* Uma foto nunca é uma prova em si, especialmente quando provém de uma conta desconhecida. Ela pode ser antiga, mostrar algo diferente do que é dito, ou ser manipulada.
* Um princípio básico a fixar: se vários meios de comunicação confiáveis dão a mesma informação, ela tem boas chances de ser provada.
* Cuidado também com as informações de ansiedade (do género “não tome o metrô, um amigo disse a uma amiga que a polícia esperava mais ataques", uma mensagem que circula aparentemente desde sábado de manhã) que pode receber via SMS, mensagens de pessoas ligadas a nós, etc., e que frequentemente mostram ser rumores disseminados gradualmente sem base real." [Aqui]

Kofi Annan sobre terrorismo [2004]

"Afirmemos claramente que qualquer acção que vise causar a morte ou provocar danos corporais graves a civis ou não combatentes, com o objectivo de intimidar uma população ou obrigar um Governo ou uma Organização internacional a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, é uma forma de terrorismo. Esta definição teria uma enorme força moral. Peço insistentemente a todos os dirigentes mundiais que se unam em torno dela." Aqui.

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1140, de 13/11/2015, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

Discriminação em relação aos albinos em África

Adaptação de um mapa reproduzido de um texto divulgado neste portal aqui.

13 novembro 2015

15.º e 16.º números da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora"

Contracapas, biografias e sinopses brevemente aqui

Amanhã neste diário

O Estado é do DP? Do PSD? Do 中国ad共产党? Da Еди́ная Росси́я? Da Frelimo? [6]

"Toda e qualquer luta entre partidos visa não só um fim objectivo, mas ainda e acima de tudo o controlo sobre a distribuição de cargos." [Max Weber, aqui]
"O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".[Max Weberaqui]
"To the victor belong the spoils" [William L. Marcy, aqui]
"Os nossos homens têm armas em todo o país", Rahil Khan da Renamo [Aqui]
 Sexto número da série. Termino o segundo eixo da dialéctica que tento desenvolver. Escrevi no texto anterior que sejam quais forem as infiltrações a partir do topo [designadamente distribuição clientelar de cargos por membros e seus familiares do partido vencedor das eleições], o Estado rege-se por princípios e regras específicas. Esses princípios e essas regras são tão mais impessoais e determinantes quão mais antigos são os Estados. No exército, por exemplo, não são as filiações partidárias que contam, mas atributos como a capacidade motora e a robustez. Os exércitos nacionais são em sua orgânica e em seu funcionamento independentes da orgânica e do funcionamento dos partidos que gerem o poder de Estado e o monopólio de uso legítimo da força física. Neste sentido, o exército americano não é do Partido Democrata ou o exército russo do Partido Rússia Unida ou, ainda, o exército moçambicano do Partido Frelimo.

Xenofobia e shangaanfobia: história e estereótipos na África do Sul e em Moçambique [31]

"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem. " [Bertolt Brecht]
Trigésimo primeiro número da série. Termino o oitavo e último ponto do sumário proposto aqui, a saber: 8. O imperativo regional de um Estado social. Disse há dias o Presidente Filipe Nyusi que "Enquanto existirem pessoas que não têm comida, gente que não tem saúde, gente que não tem educação, a estabilidade vai faltar." [aqui] A posição do Presidente surge como que a bandeira do Estado social, não de um Estado social preenchido por um redistribuição social moderada da riqueza social, mas de uma redistribuição justa e permanente a nível regional. O que implica a invenção de um novo tipo de gestores do Estado ao serviço dos povos.
Sugestão: leia um trabalho de Xolela Mangcu, no Rand Daily Mailaqui e uma intervenção de Graça Machel, aqui.

12 novembro 2015

Três perguntas

Três perguntas: "Por que o Governo precisa dum programa com o FMI? • Quais são as implicações dum programa para as políticas económicas do Governo? • Como se executa um programa com o FMI?" Leia as respostas aqui

Diversos temas sobre Moçambique

Diversos temas sobre Moçambique a começar pela tentativa de desarmamento da Renamo, a conferir aqui.

8/9 de Março de 2016

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11 novembro 2015

O Estado é do DP? Do PSD? Do 中国ad共产党? Da Еди́ная Росси́я? Da Frelimo? [5]

"Toda e qualquer luta entre partidos visa não só um fim objectivo, mas ainda e acima de tudo o controlo sobre a distribuição de cargos." [Max Weber, aqui]
"O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".[Max Weberaqui]
"To the victor belong the spoils" [William L. Marcy, aqui]
"Os nossos homens têm armas em todo o país", Rahil Khan da Renamo [Aqui]
 Quinto número da série. Entrando no segundo eixo da dialéctica que tento desenvolver, escrevi no texto anterior que o Estado não é de nenhum dos partidos mencionados, não é uma sua mera extensão. Na verdade, sejam quais forem as infiltrações a partir do topo [designadamente distribuição clientelar de cargos por membros e seus familiares do partido vencedor das eleições], o Estado rege-se por princípios e regras específicas.

Conjuntura económica e perspectivas de inflação

Com o título em epígrafe, confira o relatório de Outubro deste ano do Banco de Moçambique aqui.

Logo à tarde às 17:30 na cidade de Maputo

Um relatório

Um relatório desde ano com 55 páginas da consultora Cushman&Wakefield a conferir aqui. Se quiser ampliar o mapa clique sobre ele com o lado esquerdo do rato.

10 novembro 2015

Um incêndio e dois prismas

Houve um incêndio na Mafalala, arredores da cidade de Maputo, que provocou estragos diversos. Em reportagem o "Notícias" digital de hoje privilegia um estabelecimento de venda de pneus usados, que terá sofrido estragos consideráveis. Aqui. Por sua vez, o "Confidencial", também digital, dá realce aos estragos em estabelecimentos comerciais e casas e destaca haver uma "onda de xenofobia" [sic], com "alguns moradores" [sic] preparando um baixo-assinado para expulsar comerciantes estrangeiros. Aqui.

O Estado é do DP? Do PSD? Do 中国ad共产党? Da Еди́ная Росси́я? Da Frelimo? [4]

"Toda e qualquer luta entre partidos visa não só um fim objectivo, mas ainda e acima de tudo o controlo sobre a distribuição de cargos." [Max Weber, aqui]
"O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".[Max Weberaqui]
"To the victor belong the spoils" [William L. Marcy, aqui]
"Os nossos homens têm armas em todo o país", Rahil Khan da Renamo [Aqui]
 Quarto número da série. Terminei o texto anterior assim: o controlo político do Estado pode abrigar fenómenos como o spoils system americano, a patronagem e o clientelismo. Para estes temas, sugiro leia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Chegou agora a vez de de escrever um  pouco sobre a negativa, no sentido de que o Estado não é de nenhum dos partidos mencionados, não é uma sua mera extensão.

De novo da cólera nosológica à cólera social [10]

Décimo e último número da sérieAnualmente activistas explicam no norte do país a origem e a prevenção da cólera. Mas surgida a doença, corre célere o rumor – de conteúdo objectivamente falso mas subjectivamente havido por verdadeiro - de que ela é intencionalmente introduzida para matar os habitantes locais.
Tal como sucedeu na Inglaterra e na França em 1832, no Haiti em 2011-2013 e sucede ciclicamente na Índia, também no nosso país temos o dedo popular apontado aos poderosos rurais e urbanos, considerados promotores da doença.
É como se a pobreza precisasse de uma linguagem errada para transmitir um problema real.
A cólera afecta especialmente as pessoas que não dispõem de água corrente, em cujo padrão de vida não entram os lavabos, o javel e, por regra, o sabão.
Então, o problema real é, afinal, o questionamento da pobreza e das desigualdades sociais.
[texto da imagem em epígrafe extraído do "Diário de Moçambique" digital de 27/10/2015; amplie-o clicando sobre ele com o lado esquerdo do rato]

Um prisma recorrente

"Seguiu-se uma crise política que tem sido marcada pelo registo de confrontos armados entre o Partido no poder, a FRELIMO, e o maior partido da oposição, a RENAMO." Aqui.
Adenda: repare-se que se escreveu "Partido no poder, a Frelimo" e não "exército governamental". Um prisma recorrente em certos círculos.

Senhores da guerra na China antiga

Sobre a China das primeiras décadas do século XX: "O país deixara de ser uno. Os senhores da guerra, detentores do poder nas províncias, viviam das exacções, com o apoio do gangsterismo, das seitas e das alianças que iam fazendo e desfazendo com companhias ocidentais." Aqui.

09 novembro 2015

Uma decisão tumultuosa em Pangane

Líderes religiosos muçulmanos da localidade de Pangane na província de Cabo Delgado decidiram banir a venda de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos comerciais e hoteleiros locais. Surgiram tumultos, com o saldo de um morto, dois feridos e parte dos habitantes refugiada no mato. Leia aqui.