13 junho 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Amanhã neste diário

A crença

A consequência é a crença de que basta mudar a consciência para mudar a vida, basta substituí-la para mudar as relações sociais. Não surpreende, assim, que haja quem sustente que a pobreza e a riqueza têm a ver não com os determinismos sociais e com um determinado tipo de relações sociais de produção e distribuição, mas com a consciência (outros dizem "espírito") ela-própria, decidida ou preguiçosa, bastando ter força de vontade para - por exemplo - chegar à riqueza material. Aqui.

O problema

O problema, então, não consiste apenas em desarmar as kalashnikov físicas, mas, também, as kalashnikov simbólicas. Aqui.

12 junho 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Lançamento amanhã em Lisboa

Lançamento amanhã, sexta-feira, em Lisboa, do número "O que é racismo?", da Escolar Editora, na "Praça Verde" da Feira do Livro. O antropólogo Paulo Granjo, um dos co-autores, fará uma pequena apresentação da coleção "Cadernos de Ciências Sociais". Seguir-se-ão os comentários ao livro, a cargo do Prof. Jorge Vala (psicólogo social, especialista em racismo e identidades nacionais, até há poucas semanas director do principal instituto português de pesquisa em ciências sociais - ICS-UL) e de Mamadou Ba (activista dos movimentos de imigrantes, dirigente do SOS Racismo e co-redactor do recente "Carta de Lampedusa.") Estarão também expostos os restantes números da coleção já publicados, constantes da imagem abaixo.

A buliçosa corrida aos cargos partidários e estatais

"Toda e qualquer luta entre partidos visa, não só um fim objectivo, mas ainda e acima de tudo o controlo sobre a distribuição de cargos" (Max Weber)
Aproxima-se o tempo das eleições, legislativas e presidenciais em Outubro, caso não haja alterações. O tempo das eleições, em seus múltiplos e sinuosos subtempos, é o buliçoso tempo das ansiedades, enormemente prêenseis, dos pretendentes a cargos partidários e estatais. Várias são as instâncias onde os preocupados candidatos actuam e continuarão a actuar, com intensidade e visibilidade crescentes, suplicando, ajoelhando seus préstimos, tentando fazer valer seus autoproclamados dotes, construindo alianças, fazendo ritualizadas oferendas, insiduando-se nos corredores do prebendialismo, promovendo onerosas festas futuristas, frequentando diariamente sedes partidárias, musculando o policiamento ideológico, enchendo os inimigos com quotas de maldade demoníaca, produzindo palavras engravatadas e sábias nas estradas da escrita ou dizendo - com ar sacerdotal - coisas grandiloquentes e louvaminheiras em rádios, televisões e jornais oficiais. Há todo um imenso campo de pesquisa, vamos a ver se os nossos jovens pesquisadores o aproveitam. (imagem reproduzida daqui)

Feminismo ou feminismos?

Em epígrafe o título de um futuro número da coleção "Cadernos de Ciências Sociais", com autoria (segundo a ordem da foto acima) de Débora Diniz (Brasil), Helena Santos (Portugal), Patrícia Gomes (Guiné-Bissau) e Rosália Diogo (Brasil). 

11 junho 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Fungulamaso iué!

Preocupação e angústia face aos confrontos militares no centro do país são ampliadas na internet por produtores de blogues alarmistas que transformam um morto em cem mortos, dois feridos em 300 feridos e dois confrontos em 20 confrontos. Por outro lado, leitores ansiosos e crédulos citam descarados blogues de copia/cola/mexerica como se o que citam não tivesse sido descaradamente reproduzido de jornais digitais pelos parasitas daqueles blogues. Fungulamaso iué (abre o olho, fica atento)!

Livros

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Homogeneidade familiar

Um outro rosto consiste em converter a realidade conflitual social à homogeneidade familiar, em erradicar as divisões classistas através da criação de conjuntos havidos por harmónicos e naturais, digamos que conjuntos hipostasiados. Assim, somos todos membros da mesma família nacional ou somos todos irmãos ou irmãs, no caixilho de uma espécie de identidade de cruzada. Algumas vezes estes conjuntos agem nas representações sociais em função de uma contraposição racializada. Aqui.

Para a história dos recursos de poder: texto de 2000

No Boletim sobre o Processo de Paz em Moçambique (25), Agosto de 2000, editado por Joseph Hanlon: "Houve negociações secretas mas autorizadas entre o Ministro dos Transportes e Comunicações, Tomás Salomão, e Raul Domingos, rompidas em Maio depois de a Renamo ter revelado a sua existência. A Renamo exigia aquilo que Dhlakama denominava por "partilha do poder entre os dois partidos", incluindo, pelo menos, o direito de designar os governadores das seis províncias onde obteve a maioria nas eleições de Dezembro. Também surgiram rumores persistentes segundo os quais a Renamo exigia benefícios económicos, tanto para os dirigentes (talvez sob a forma de quotas em empresas privatizadas) como para o partido. Com a ruptura das conversações e o crescente descontentamento das embaixadas com o boicote da Renamo, o Presidente Joaquim Chissano aproveitou-se para marginalizar e desestabilizar ainda mais a Renamo. No princípio de Junho, Chissano declarou num discurso que Domingos havia pedido para si próprio 500.000 dólares visando saldar uma dívida de negócios, 1 milhão de dólares por mês para a Renamo e 10.000 dólares mensais para Dhlakama." Aqui.

10 junho 2014

Economia+Política+Ataques+Comentário de Hanlon

Confira o Moçambique 261, com data de hoje e com os temas em epígrafe, aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Mistério da obediência civil

A obediência civil é um mistério. Foi provavelmente em linha com esse mistério que, numa formulação rude e impressionista, Immanuel Kant escreveu no século XVIII, num dos seus livros, que “o homem é um animal que, a partir do momento em que vive entre outros indivíduos da mesma espécie, tem necessidade de um senhor”. Mas, como se desnudando o mistério, Maurice Godelier observou, numa fórmula provocadora, que sendo todo o poder de dominação composto da violência e do consentimento, “a força determinante não é a violência dos dominantes, mas o consentimento dos dominados à dominação”. Talvez não seja descabido encontrar nas pessoas, sobretudo quando empobrecidas – ou em risco disso -, uma especial propensão a compensar ou a sobrecompensar a inferioridade social com a aceitação da ordem dos fortes e/ou com a busca reverencial de um salvador.

As mulheres do sector informal. Experiências da Guiné-Bissau

Com o título em epígrafe, confira este trabalho da historiadora guinense Patrícia Gomes, aqui.

09 junho 2014

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Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

No "Savana" 1065 de 06/06/2014, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do semanário "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

Subversões vestimentárias

O chapéu, em toda a sua histórica variedade, tinha uma missão: proteger o couro cabeludo dos raios solares ou da humidade. Hoje, em certos círculos, em certos países, tem outra: a de outorgar uma identidade, uma diferença estética. Os óculos de sol destinavam-se a proteger os olhos da virulência do sol. Hoje, em certos círculos, em certos países, tem outra: a outorga de uma identidade viril, especialmente nos jovens. As gravatas eram um ornamento integrador do fato. Hoje, em certos círculos, em certos países, tem outra função: a de subverter o traje formal, o nó deixou de existir.

08 junho 2014

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Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Lançamento dia 13 em Lisboa

O livro com a capa em epígrafe (amplie a imagem com o lado esquerdo do rato) - um dos números da coleção "Cadernos de Ciências Sociais", da Escolar Editora - será lançado em Lisboa no dia 13 deste mês, às 16 horas, na "Praça Verde" da Feira do Livro. O antropólogo Paulo Granjo fará a apresentação da coleção e os comentários sobre o livro estarão a cargo do Professor Jorge Vala (psicólogo social e especialista em racismo e identidades nacionais) e de Mamadou Ba (activista dos movimentos de imigrantes, dirigente do "SOS Racismo" e co-redactor da recente "Carta de Lampedusa"). Recorde a coleção aqui.

Críticos nem-nem

Abundam os críticos nem-nem, para dizer como Roland Barthes, aqueles que tudo fazem para mostrar que não tomam partido, que são portadores de uma neutralidade impoluta e extra-humana. Os neutraliteiros da Terceiça Força Nem-Nem estão sempre prontos a mostrar, com soberba e cardinalícia ênfase, quanto abominam termos e expressões como conflito, esquerda, luta de classes, marxismo, militantes, ideologia, etc. Auto-proclamados juízes e justiceiros, os críticos nem-nem defendem, afinal, que os anjos não têm sexo. "Pesam-se os métodos com uma balança, carregando os pratos à vontade, de forma a poder-se aparecer como um árbitro imponderável, dotado de uma espiritualidade ideal, e por isso mesmo justo, como o ponteiro que julga o peso" - escreveu Barthes num dos seus livros. Aqui.

07 junho 2014

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Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Dhlakama e a Coreia

Segundo o "O País" digital: "O presidente da Renamo diz que se o governo não aceitar a paridade nas forças de defesa e segurança vai dividir o país, "nós estamos cansados porque a frelimo não nos quer, perguntem a Guebuza se tem uma ilha onde vai colocar os da Renamo. Só podemos dividir o país como aconteceu na Coreia". Aqui.

O desalmado saque da nossa madeira

Prossegue o desalmado saque da nossa madeira, confira este trabalho no "Verdade", aqui. Este diário contém centenas de entradas mostrando a delapidação das nossas florestas. Confira, por exemplo, aqui. Recorde três cartas que neste diário escrevi ao Presidente da República, aqui, aqui e aqui. Finalmente: veja o Moçambique que sai do chão, surgido em 2008com letra de Mia Couto, música dos Gorwane, Xtaca Zero e Gprofam e vídeo de Pipas Forjaz:

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1065, de 06/06/2014, disponível na íntegra aqui:
Notas: de vez em quando um leitor queixa-se de não conseguir baixar o semanário "Savana" neste diário. Só tem de executar os seguintes três passos: clicar no "Disponível na íntegra aqui" da postagem, a seguir no "Baixar" do programa 4Shared e, a terminar, no "Baixar grátis" também do programa. Por outro lado, de vez em quando também me perguntam por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

Texto de Carlos Cardoso de 1998


De um texto do jornalista Carlos Cardoso, assassinado a 22 de Novembro de 2000, publicado num livro saído sob minha direcção (Serra, Carlos, Estigmatizar e desqualificar/Casos, análises, encontros. Maputo: Livraria Universitária, 1998, pp. 27-44): "Hoje, em Moçambique, o Estado está em processo acelerado de privatização por dentro. Centenas dos seus funcionários, com salários miseráveis, cobram taxas paralelas, vendem exames e notas de fim de ano, exigem somas avultadas para fazer andar a papelada, etc. Por outras palavras, o aparelho de Estado - salvo honrosas excepções - já não representa o Bem Comum. Fatias cada vez maiores deste aparelho são clandestinas nos seus actos e privadas nos seus objectivos. O Bem Comum, hoje, um pouco em todo o mundo, está melhor representado pela imprensa, por igrejas, ONGs, clubes desportivos, em suma, pela chamada sociedade civil. Aqui e um pouco por todo o mundo (a transição é global). Até no Benfica, essa capital da frescura financeira e futebolística dos anos 60, há uma profunda crise económica e de valores." Também neste diário, aqui.

06 junho 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoaisCulto aos presidentes (9); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (81); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Amanhã neste diário