21 março 2017

Não existe qualidade de ensino em si [3]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
Número anterior aqui. É possível continuar a variar a questão de partida no tocante ao ensino de qualidade. Por exemplo, admitamos que está em vista algo como a qualidade científica e/ou literária dos formandos. Naturalmente que os parâmetros de avaliação serão no sentido de avaliar isso e não a qualidade de ensino em si.

20 março 2017

Não existe qualidade de ensino em si [2]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
Número inaugural aqui. Suponhamos - fazendo uso de uma formulação técnica corrente - que está em vista na educação o conjunto de princípios, de métodos e de artefactos que permite um domínio pleno dos conteúdos vigentes nos planos curriculares. Neste caso, um ensino de qualidade é a adequação entre objectivos traçados, técnicas adoptadas e resultados obtidos por comparação entre vários estabelecimentos escolares.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.
Nota: o presente fungula pertence à edição física n.º 1210 do semanário "Savana" com data de 17/03/2017.

19 março 2017

Poder e grupo

Como um dia afirmou Hannah Arendt, o poder é sempre pertença de um grupo, apenas existindo enquanto o grupo estiver unido. Eis a sua posição no livro "Da violência": "Quando dizemos que alguém está “no poder” estamos na realidade nos referindo ao fato de encontrar-se esta pessoa investida de poder, por um certo número de pessoas, para atuar em seu nome. No momento em que o grupo, de onde se originara o poder (potestas in populo, sem um povo ou um grupo não há poder), desaparece, “o seu poder” também desaparece."

Não existe qualidade de ensino em si [1]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
A qualidade do ensino é um dos temas que mais preocupa os cidadãos. Porém, é preciso fazer face a vários problemas, desde a delimitação semântica do termo qualidade às interpretações diversas sobre ensino. Existe uma qualidade em si, uma qualidade de ensino em si? Não, não existe. A qualidade não é unidimensional, dependendo dos prismas e dos objectivos que traçarmos.

18 março 2017

Genética social

Quando entramos em contacto com o Outro, apresentamo-nos como o coágulo instintivo de milhares de percepções social, cultural e historicamente trabalhadas e armazenadas como hábitos. O que julgamos ser natural, é, afinal, socialmente trabalhado e construído, como se em nós houvesse uma espécie de "genética social".

17 março 2017

Poder político

O comum de nós encara o poder político como fenómeno tão natural quanto comer ou respirar. Quanto muito pode achar que há excesso ou pequenez de poder ou inscrevê-lo nas categorias de justo e injusto, de bom e mau, mas o poder em si, o puro poder político, esse não o recusa, consente nele, aceita-o quotidianamente, é sagrado. O protesto, quando o há, passivo ou activo, inofensivo ou violento, não é contra o poder político, mas contra o tipo de gestão.

16 março 2017

Inflação e preços

Confira no portal do Instituto Nacional de Estatística o quadro de inflação e preços em Janeiro do corrente ano, aqui.

Nomofobia

A nomofobia é galopante. Gente há que, do amor à refeição, passando pela condução automóvel, é incapaz de tirar os dedos do teclado do celular.

15 março 2017

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das seis mais recentes notícias do mundo dos negócios em Moçambique segundo o Africa Intelligence, a conferir aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Cólera

De um despacho da "Agência de Informação de Moçambique": "Ministério da Saúde (MISAU) alerta que o país inteiro está em risco de contaminação pela epidemia da cólera, pelo que apela aos moçambicanos a adoptarem melhores hábitos de higiene colectiva e individual para impedir a propagação da doença." Aqui.

Comícios

Nos comícios o fundamental não é o que está a ser dito, o que está a ser proposto, mas o espectáculo em si, a actuação espectacular do líder hipnotizante e carismático falando durante horas seguidas num culto profano. Em momentos eleitorais, o comício pode casar-se com o espectáculo musical, ampliando-se, desta maneira, o poder deste tipo de anestesiantes sociais.

14 março 2017

Capas e contracapas de três livros no prelo [3]

Número anterior da série aqui. Em epígrafe, capa e contracapa do 24.º livro da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", no prelo. O primeiro livro da coleção surgiu em 2013 com o título "O que é investigar?" [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Cadernos de Ciências Sociais: ponto de situação

Entreguei ontem à "Escolar Editora", mais cedo do que previra, o 31.º volume da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" intitulado "O que é tradição?", com co-autoria de Teresa Manjate (Moçambique), Valda Colares (Brasil), Carmeliza Rosário (Moçambique) e Vicente Paulino (Timor-Leste), pela ordem de entrada das fotos abaixo:
O 32.º volume intitula-se "Existem valores universais?", tem co-autoria de Desidério Murcho (Brasil), Sergio Lessa (Brasil), João Borges de Assunção (Portugal) e Vicente Paulino (Timor-Leste) - pela ordem de entrada das fotos abaixo - e entrega aprazada para 21 de Abril deste ano.

13 março 2017

Capas e contracapas de três livros no prelo [2]

Número anterior da série aqui. Em epígrafe, capa e contracapa do 23.º livro da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", no prelo. O primeiro livro da coleção surgiu em 2013 com o título "O que é investigar?" [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.
Nota: o presente fungula pertence à edição física n.º 1209 do semanário "Savana" com data de 10/03/2017. 

O futuro novo Jardim dos Namorados na cidade de Maputo [9]

Número anterior aqui. Relva nova está a ser colocada, a rega será automática. Finalmente, o lago da terceira foto terá água bombada do mar.

Um prisma sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

12 março 2017

Capas e contracapas de três livros no prelo [1]

Em epígrafe, capa e contracapa do 22.º livro da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", no prelo. O primeiro livro da coleção surgiu em 2013 com o título "O que é investigar?" [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

O futuro novo Jardim dos Namorados na cidade de Maputo [8]

Número anterior aqui. As fotos e imagens de maquete logo abaixo mostram o futuro do Jardim dos Namorados, com foco na cafeteria e no jardim infantil.

11 março 2017

O futuro novo Jardim dos Namorados na cidade de Maputo [7]

Número anterior aqui. Continuamos nas chamadas barreiras, onde, em determinados locais, haverá bancos e cadeiras de encosto, o Índico lá em baixo. Empregados estarão prontos para servir gelados, sorvetes, sumos, etc. Proximamente veremos onde ficará a cafeteria/sorveteria.
A partir do próximo número da série passaremos para o jardim propriamente dito.