20 maio 2016

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das três mais recentes notícias do mundo de negócios em Moçambique a conferir aqui. [se quiser ampliar a imagem clique sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Entregue 21.º número da coleção + tema do 22.º

1. Entreguei hoje à editora o 21.º número da coleção "Cadernos de Ciências Sociais", intitulado "O que é poder político?", com autoria de Márcia da Silva do Brasil, Manuel Fontaine Campos de Portugal e Antonio Ozaí da Silva do Brasil, fotos abaixo.
2. Em data a indicar oportunamente, entregarei o 22.º número intitulado "O que são rituais funerários?", com autoria de Clara Saraiva de Portugal, Narciso Mahumana de Moçambique e Lilian Brum Ribeiro do Brasil, fotos abaixo.

O grande desafio da humanidade

Se admitimos que as pessoas são boas ou más em si, à partida, independentemente dos sistemas e das relações sociais, como que dependendo de um autogerado trajecto genético, então nenhum sistema social será mais do que a formulação redundante dessa crença.
Mas se admitirmos que as pessoas são boas ou más em função dos sistemas sociais nos quais são socializadas desde que nascem, então temos possibilidades de introduzir a esperança em todos os mecanismos sociais, a começar pela educação. Nessa esperança, sempre em processo, não pode, porém, habitar a deriva autoritária que consiste em acreditar que é pela força que os seres humanos se tornam socialmente melhores.
Então, o grande desafio da humanidade talvez consista em saber como ter a força de criar sistemas sociais melhorados sem recurso à força, mas, também, sem recurso à ingenuidade nefelibata.

19 maio 2016

Faleceu Firmino Mucavel

Faleceu hoje o economista moçambicano e Colega na Universidade Eduardo Mondlane, Prof. Firmino Mucavel. Paz à sua alma.

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número deste boletim aqui.

A ausência é uma presença

Anos atrás dirigi uma pesquisa tendente a estudar o comportamento eleitoral nas primeiras eleições autárquicas realizadas em Junho de 1998, com equipas de investigadores em três províncias. Na capital de uma dessas províncias, fui confrontado com o desespero da equipa local. Foi-me dito que tinham fracassado todos os seus esforços para falar com membros de um determinado partido político, pois estes recusavam-se sistematicamente a fazê-lo. Por isso os investigadores estavam tristes e não sabiam como proceder.
Um dia, no "Grundrisse", Marx escreveu uma coisa lapidar: é preciso saber se a impossibilidade de solução de uma questão não está contida nas premissas da questão. Frequentemente – acrescentou ele – a única possível resposta é a crítica da questão e a única solução é negar a questão.
Efectivamente e por erro inicial meu, os investigadores trabalhavam sobre premissas clássicas: a chave para eles residia em fazer com que membros do tal partido falassem, que respondessem a perguntas.
Ora, a questão tinha de ser negada. Negada a questão, tínhamos a resposta, a saber: recusar responder é responder de uma certa maneira. Tinha faltado, portanto, a noção da presença da ausência e a capacidade para a analisar.

Sobre jornalismo histérico

A propósito do tema em epígrafe, dois textos brasileiros que podem ser consultados aqui e aqui.

18 maio 2016

Parceria estratégica global

Cabeçalho de um despacho a partir de Beijing do jornalista Paul Fauvet da "Agência de Informação de Moçambique": "Os governos de Moçambique e da China acordaram hoje, em Beijing, o estabelecimento de uma 'parceria estratégica global', anunciou o vice-ministro chinês dos negócios estrangeiros, Zhang Ming." Aqui.

Jeito perverso

Acontece, muitas vezes, que quanto mais viajados e mais permeados pelo mundo e pelo bem-estar somos, mais tendência temos para defender a aldeia que já não habitamos (se é que algum dia a habitámos mesmo) e para tentar convencer os outros de que existem tradições rígidas, com fronteiras nítidas, impermeáveis às mediações. É o jeito perverso do poliglota viajado que tenta convencer os camponeses da sua aldeia natal (que já esqueceu ou que nunca habitou) de que não devem desaprender a língua local e que devem manter uma postura campesina íntegra e imaculada.

17 maio 2016

Um editorial

"Um país cheio de ódios e invejas" - eis o título de um editorial do semanário "Magazine Independente" disponível digitalmente aqui.

Inscrições: 01 de Junho a 01 de Novembro

Confira aqui e aqui

Uma crónica

Uma crónica com várias frentes de ataque a conferir aqui.

Três tipos criminais em Moçambique [9]

Número anterior aqui, sumário aqui. Entro no terceiro e último ponto do sumário proposto, a saber: 3. Pistolagem urbana por encomenda. Estamos perante um tipo criminal que, há vários anos, provoca muita comoção e ocupa uma parte significativa dos relatos e das preocupações da imprensa. Em cena está o braço armado da pistolagem urbana por encomenda.

16 maio 2016

No "Savana" 1166 de 13/05/2016, p.19


Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.

Comunicado do CPM do BM

Confira o mais recente comunicado do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, com data de 13 do corrente mês, aqui.

15 maio 2016

Restaurante Mbala Madoda: a 30 km de Maputo

Restaurante Mbala Madoda, Parque Mucapana, a cerca de 30 quilómetros da cidade de Maputo, tudo obra do médico Phillipe Gagnaux. Pode comer galinha à zambeziana e mucapata com um piripiri delicioso. Também tem acomodações. E outras coisas mais. O restaurante está situado num magnífico parque no qual vivem livremente búfalos de água, avestruzes, girafas, zebras, bois-cavalos, impalas, etc. Experimente ir lá, vai amar.

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número deste boletim aqui.

Sobre o pensamento

"Não há atividade mais subversiva do que o pensamento. Nem mais temida, nem mais difamada, e isto não se deve ao acaso: o pensamento é político...Daí a luta insidiosa, cada vez mais eficaz, hoje mais do que nunca, contra o pensamento. Contra a capacidade de pensar." - Viviane Forrestier, L'horreur économique.

14 maio 2016

O que é poder político?

Próxima sexta-feira, dia 20, às 08 horas locais, entrego à "Escolar Editora" o 21.º número da coleção "Cadernos de Ciências sociais", intitulado "O que é poder político?", com autoria de Márcia da Silva (Brasil), Manuel Fontaine (Portugal) e Antonio Ozaí da Silva (Brasil).

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1166, de 13/05/2016, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

A grande invasão

No "Expresso" português: "Com a abertura, pela China, das multimilionárias linhas de crédito a Angola, não foi só dinheiro que chegou ao país africano. Chegou de tudo: executivos, homens de negócios, trabalhadores, agentes dos serviços secretos, desempregados, prostitutas, criminosos. Entre imigrantes legais e ilegais, haverá hoje entre 250 e 300 mil chineses em Angola." Aqui.

13 maio 2016

EMATUM

Uma história narrada pelo "Zitamar News" a propósito dos negócios da EMATUM, aqui.

Atenção à água

No "Notícias" de hoje, p.11

O maior massacre de elefantes no país

No "O País" digital: "Em 2010, eram 20 mil. Re­duziram para 12 mil em 2012 e, de lá para cá, só restam 4.400. Em cerca de cinco anos, foram abatidos 16 mil ele­fantes, uma média de 3200 ani­mais por ano. É o maior massa­cre da espécie em Moçambique. A chacina ocorre na maior área de conservação do país: Reserva Nacional do Niassa." Aqui.
Adenda à 11:48: tenha uma ideia da actividade dos caçadores furtivos no Parque Nacional da Gorongosa, nesta págima do Facebook aqui.

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das seis mais recentes notícias do mundo de negócios em Moçambique a conferir aqui. [se quiser ampliar a imagem clique sobre ela com o lado esquerdo do rato]

12 maio 2016

Problema de saúde

Um problema de saúde impede-me de escrever aqui com a regularidade que me é característica. As minhas desculpas. Espero voltar ao vosso contacto o mais breve possível. Entretanto, desejo-vos um óptimo fim-de-semana habitado pela saúde.

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número deste boletim aqui.

11 maio 2016

O futuro exige o futuro

Os perigos do futuro: crescentes arbitrariedades físicas e simbólicas cometidas à sombra de deuses, de espíritos, de escrituras, de caciques de sertão, de arcontes da história unívoca, de pontífices de ocasião, de morais e de moralistas de conveniência, de acordos desumanos, de mandarins do Capital e de suas guerras de mais-valia, com a assessoria de intelectuais professorais e oficiosos. O futuro exige especial atenção aos apologistas de tradições imutáveis, de teocracias eternas, de capitalismos de piranha, de socialismos senta-abaixo e de neutralidades rendeiras. O futuro exige fazer colectivamente face à desumanidade, às injustiças e às desigualdades sociais. O futuro exige o futuro.

Inscrições: 01 de Junho a 01 de Novembro

Confira aqui e aqui

10 maio 2016

Violência normalizada

Uma Colega dizia-me há tempos que as pessoas na cidade de Maputo vivem diariamente um clima de violência, que começa logo manhã cedo com a busca de um chapa. Eis uma excelente hipótese de pesquisa.
O mais difícil na vida não está em estudar a violência súbita (um tiro, uma explosão, uma emboscada, o embate entre manifestantes e polícia, um choque de viaturas) mas a violência normalizada (apanhar chapas ou myloves, sofrer vexames lá dentro, chegar tarde ao serviço, passar privações, etc.).