O problema está quando, numa intensa luta (real ou imaginada) por recursos de poder considerados raros e vitais, as representações passivas, verbais, internas, se tornam activas, físicas, externalizadas, fazendo do aniquilamento do outro o fecho da abóboda da rejeição.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
19 dezembro 2014
18 dezembro 2014
Travar o acesso dos adversários
Quem detém o poder político tudo fará para travar o acesso dos adversários, não importa por que meio, a que nível e onde, tudo fará para convencer sobre a naturalidade do usufruto desse poder, para tornar universais os interesses particulares, evacuando a história da história, procurando anestesiar as mentes, protegendo duramente o seu território de recursos de poder.
Esconder a ideologia
"(...) os grupos ou classes dominantes tendem a esconder sua ideologia (e, portanto, seus interesses) e terão por meta fazer que esta seja, em geral, aceite como um sistema de valores, normas e objectivos "geral" ou "natural" - Dijk, Teun A. van, Discurso e poder. São Paulo: Editora Contexto, 2008, pp. 47-48.
17 dezembro 2014
Nem o diabo os quer
Em nome de um deus, de um credo e de uma cartilha, assassinam o futuro e as suas sementes, as crianças. Nem o diabo os quer, a estes terroristas.
A história repete-se com Renamo e Dhlakama
Não há nada de absolutamente novo na linguagem da Renamo em geral e do seu presidente, Afonso Dhlakama, em particular, em relação às eleições. Por exemplo, eis um extracto de uma postagem deste diário datada de 07 de Janeiro de 2009, alusiva às eleições autárquicas de 2008: "[...] o "Magazine Independente" apresenta, hoje também, em grande manchete, o presidente do partido, Afonso Dhlakama [...], afirmando que não vai reconhecer os resultados, podendo "não entregar as autarquias sob sua gestão". De acordo ainda com o semanário, Dhlakama ameaça "desencadear uma desobediência civil, caso as suas reivindicações não sejam acatadas", sugerindo que "a Frelimo encete negociações políticas com a Renamo com vista a evitar uma situação política incontrolável no País" (p. 2)." Aqui.
Adenda: a 08 deste mês, escrevi numa postagem o seguinte: "[...] Pode acontecer (mera hipótese) que, desta vez, a elite pretoriana desse partido [Renamo, CS] ponha efectivamente em funcionamento um governo alternativo (em anos anteriores tentou, sem êxito, o chamado governo sombra) que, pelo desgaste provocado por uma programada campanha de desobediência civil, obrigue o Estado a fazer concessões mais profundas e rápidas em termos de redistribuição de recursos de poder e prestígio." Aqui.
Adenda: a 08 deste mês, escrevi numa postagem o seguinte: "[...] Pode acontecer (mera hipótese) que, desta vez, a elite pretoriana desse partido [Renamo, CS] ponha efectivamente em funcionamento um governo alternativo (em anos anteriores tentou, sem êxito, o chamado governo sombra) que, pelo desgaste provocado por uma programada campanha de desobediência civil, obrigue o Estado a fazer concessões mais profundas e rápidas em termos de redistribuição de recursos de poder e prestígio." Aqui.
Busca do sagrado pronto-a-vestir
Uma pedra angular do culto da personalidade é a busca do sagrado, do sagrado terreno, do sagrado profano, do sagrado pronto-a-usar.
Assim, seres humanos como nós são idolatrados como se deuses fossem, são ritualmente colocados em pedestais sacralizados, reverenciados como se de entidades supra-humanas fossem, cumprimos cegamente - e, quantas vezes, alegremente - as suas ordens, reproduzimos mimeticamente os seus dizeres. Seus escritórios, seus carros, seus adereços: tudo isso é matéria de culto ferveroso e permanente. Um mercedes último modelo, por exemplo, torna-se um altar em nossas almas sequiosas; o seu utente, um pequeno deus adorado.
Em múltiplas oportunidades da nossa vida diária, seja no contacto físico, seja através dos órgãos de informação, estamos confrontados com o incessante culto sacro-chefal. Esse culto tanto é produto dos mecanismos ideológicos (entre os quais está compreendida a produção do medo social) postos em acção pelas hostes burocráticas dos chefes, quanto das nossas necessidades e dos nossos interesses.
Por hipótese, quanto mais fraco é o coeficiente de crítica social, mais forte e indiscutível é esse culto, mais reverencial, mais idolatrante é a sociedade.
Assim, seres humanos como nós são idolatrados como se deuses fossem, são ritualmente colocados em pedestais sacralizados, reverenciados como se de entidades supra-humanas fossem, cumprimos cegamente - e, quantas vezes, alegremente - as suas ordens, reproduzimos mimeticamente os seus dizeres. Seus escritórios, seus carros, seus adereços: tudo isso é matéria de culto ferveroso e permanente. Um mercedes último modelo, por exemplo, torna-se um altar em nossas almas sequiosas; o seu utente, um pequeno deus adorado.
Em múltiplas oportunidades da nossa vida diária, seja no contacto físico, seja através dos órgãos de informação, estamos confrontados com o incessante culto sacro-chefal. Esse culto tanto é produto dos mecanismos ideológicos (entre os quais está compreendida a produção do medo social) postos em acção pelas hostes burocráticas dos chefes, quanto das nossas necessidades e dos nossos interesses.
Por hipótese, quanto mais fraco é o coeficiente de crítica social, mais forte e indiscutível é esse culto, mais reverencial, mais idolatrante é a sociedade.
História da modernidade
"A história da modernidade é a história da afirmação crescente da consciência contra a lei do príncipe, do costume, do interesse, da ignorância e do medo." - Touraine, Alain, O retorno do actor, Ensaio sobre sociologia. Lisboa: Instituto Piaget, 1996, p.28.
16 dezembro 2014
A festa do Centro de Estudos Africanos ontem
Ontem à tarde, no restaurante do rés-do-chão do seu edifício, campus universitário principal da Universidade Eduardo Mondlane, o Centro de Estudos Africanos realizou a sua festa agrupada e antecipada de Natal e de fim-de-ano. Abaixo, algumas imagens alusivas.
Acima, o Director do Centro, Professor Armindo Ngunga, no acto de distribuição de certificados de mérito a funcionários da Universidade Eduardo Mondlane pelo trabalho realizado quando da III Conferência Internacional do CEA, ocorrida nos dias 19 e 20 de Novembro. Do seu lado esquerdo está Susana Maleiane, directora-adjunta para Administração e do lado direito, Olívia Chiziane.
Acima, D. Sária Algy recebendo o seu certificado.
Acima, D.Verónica, funcionária reformada da Direcção de Finanças, após receber o seu certificado.
Acima, o autor deste blogue recebendo o seu certicado da mãos do Professor Ngunga.
Acima, o autor deste blogue e o designer Sérgio Tique da Imprensa Universitária.
Acima, o autor deste blogue, Ana Laura do centro de marketing da Universidade Eduardo Mondlane e Sérgio Tique.
Junto ao monumento do Centro de Estudos Africanos, da esquerda para a direita: Ilda Jotamo, o autor deste blogue, Sérgio Tique e Olívia Chiziane.
Idem, com a seguinte ordem: Olívia Chiziane, o autor deste blogue, Sérgio Tique e Ilda Jotamo.
15 dezembro 2014
Uma profunda admiração
Permitam-me um tom confessional, como segue. É cada vez mais fascinante para mim ser convidado a participar em debates sobre temas sobre os quais não tenho pesquisa feita e para os quais apenas me resta um rol de opiniões inseguras. E por isso recuso, regra geral. Tenho uma profunda admiração por aqueles que, fortes de suco gástrico, não hesitam em falar sobre o que não investigaram, que sabem mesmo sem saber não importa o quê nem quando, das alforrecas aos cometas. Uma profunda admiração, repito.
Metical deprecia face à tensão pós-eleitoral
Segundo o “O País”
digital de hoje, citando
o Banco de Moçambique, o metical está a depreciar-se face à tensão pós-eleitoral. Aqui.
No "Savana" 1092 de 12/12/2014, p.19
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.Resultados eleitorais e teses preguiçosas (20)
Vigésimo número da série. Trabalhando sempre com hipóteses, permaneço no quarto ponto dos seis pontos sugeridos aqui, a saber: 4. A concepção elitista do eleitor mata-borrão. Termino o quinto e último exemplo referido aqui: A tese do eleitor-estatística. Ciência fundamental, ciência que disciplina o espírito, a pesquisa e seus resultados, tem, porém, alguns riscos. Um dos riscos consiste em extrair os grupos-alvo das relações sociais concretas e da sua conflitualidade, atribuindo-lhes o estatuto de grupos homogéneos, quando muito diferenciados por parâmetros secundários como género, idade, local de nascimento, etc. Daí a origem de expressões do tipo "70% dos Moçambicanos acreditam que...". Mas não só. No nosso país, é frequente utilizar a estatística eleitoral para associar etnias (ou grupos "etno-linguísticos") e/ou regiões a áreas de suposta influência vitalícia de determinados partidos políticos. Este feiticismo etno-regional procura transmitir a ideia de um trabalho de pesquisa definitivo alicerçado em teses indiscutíveis, duplicadas da realidade e vestidas de números inflexíveis, como se a verdade estivesse nos números em si e não na concepção do investigador sobre os fenómenos sociais. Não há números que sejam estrangeiros às concepções que temos da vida em sociedade.
(vide Serra, Carlos [dir], Eleitorado incapturável, Eleições municipais de 1998 em Manica, Chimoio, Beira, Dondo, Nampula e Angoche. Maputo: Livraria Universitária, 1999, pp.43-243)
(vide Serra, Carlos [dir], Eleitorado incapturável, Eleições municipais de 1998 em Manica, Chimoio, Beira, Dondo, Nampula e Angoche. Maputo: Livraria Universitária, 1999, pp.43-243)
14 dezembro 2014
O mundo dos negócios em Moçambique
Cabeçalho da mais recente notícia sobre o mundo dos negócios em Moçambique, aqui.
O que é poder político?
O que é poder político? Numa definição bastante abstracta, poder político é a possibilidade relacional de o Estado induzir condutas integradoras permanentes por parte dos cidadãos, empregando dois tipos de capital: de dominação (conjunto de procedimentos destinados à coerção física directa) e directivo (conjunto de procedimentos destinados a obter adesão, reverência e/ou amorfismo). Aqui.
Acórdãos do CC
Confira no portal do Conselho Constitucional os mais recentes acórdãos referentes às eleições gerais de Outubro, aqui.
Adenda às 04:52: entretanto, segundo o "Canal de Moçambique", o Conselho Constitucional exigiu à Comissão Nacional de Eleições o envio dos "editais da centralização e apuramento dos resultados das eleições elaborados pelas comissões províncias de eleições e pela própria CNE." Aqui.
Adenda 2 às 04:56: enquanto isso, a Frelimo regozija-se com os resultados eleitorais obtidos, aqui.
Adenda 3 às 05:54: recorde o que decidiu o Tribunal Supremo em 2000 face ao recurso interposto pela coligação Renamo-União Eleitoral e Afonso Macacho Marceta Dhlakama contra os resultados das eleições legislativas e presidenciais de 1999, aqui.
Adenda 4 às 06:11: o portal conjunto da Comissão Nacional de Eleições e do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral está extremamente desactualizado. Veja aqui.
Adenda às 04:52: entretanto, segundo o "Canal de Moçambique", o Conselho Constitucional exigiu à Comissão Nacional de Eleições o envio dos "editais da centralização e apuramento dos resultados das eleições elaborados pelas comissões províncias de eleições e pela própria CNE." Aqui.
Adenda 2 às 04:56: enquanto isso, a Frelimo regozija-se com os resultados eleitorais obtidos, aqui.
Adenda 3 às 05:54: recorde o que decidiu o Tribunal Supremo em 2000 face ao recurso interposto pela coligação Renamo-União Eleitoral e Afonso Macacho Marceta Dhlakama contra os resultados das eleições legislativas e presidenciais de 1999, aqui.
Adenda 4 às 06:11: o portal conjunto da Comissão Nacional de Eleições e do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral está extremamente desactualizado. Veja aqui.
13 dezembro 2014
"À hora do fecho" no "Savana"

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1092, de 12/12/2014, disponível na íntegra aqui:
12 dezembro 2014
Dhlakama e a sedução sudanesa
Adenda: a propósito desta sedução sudanesa, eis a parte final de uma postagem que escrevi neste diário no dia 08: Pode acontecer (mera hipótese) que, desta vez, a elite pretoriana desse partido [Renamo, CS] ponha efectivamente em funcionamento um governo alternativo (em anos anteriores tentou, sem êxito, o chamado governo sombra) que, pelo desgaste provocado por uma programada campanha de desobediência civil, obrigue o Estado a fazer concessões mais profundas e rápidas em termos de redistribuição de recursos de poder e prestígio. Aqui.
Adenda 2 às 06:50: "A Comissão Política [da Frelimo, CS] condena e repudia veementemente a postura da Renamo e do seu líder de uso de linguagem hostil e de incitamento à violência, facto que é contrário ao princípio e à letra do Acordo de Cessação de Hostilidades Militares", lê-se num comunicado daquele órgão da Frelimo." Aqui.
Resultados eleitorais e teses preguiçosas (19)
Décimo nono número da série. Trabalhando sempre com hipóteses, permaneço no quarto ponto dos seis pontos sugeridos aqui, a saber: 4. A concepção elitista do eleitor mata-borrão. Mantenho-me no quinto exemplo referido aqui: A tese do eleitor-estatística. Escrevi no número anterior que o eleitor-estatística é um dos mais paradigmáticos exemplos da morte dos eleitores reais. Antes de prosseguir, permitam um pequeno parêntesis sobre a origem da estatística. Ela nasce com as cidades europeias cheias de operários reivindicando melhores condições de vida. O objectivo último da estatística é o de contribuir para domesticar a ordem social nascente, controlar a mudança social, vigiar os operários, domar as “classes perigosas” (expressão cunhada entre os séculos XVIII e XIX). Casando-se intimamente com a sociologia e com as preocupações das burguesias nacionais europeias, a estatística cumpre o seu papel de parteira científica da ordem pública. Com efeito, especialmente no século XIX, os inquéritos aos “pobres” multiplicam-se. Tudo se pretende saber deles: o que comem, o que bebem (especialmente o que e quanto bebem), o que fazem, como se divertem, quais os seus hábitos sexuais, etc. E o momento nuclear aqui é a estatística criminal. Mais tarde, em 1925, nos Estados Unidos, lá onde a estatística se tornou quase, em certas correntes sociológicas, a sociologia por excelência, Park e Burgess, na sua "Introdução à ciência da sociologia", escreveram: “Todos os problemas sociais são problemas de controlo social”.
(vide Serra, Carlos [dir], Eleitorado incapturável, Eleições municipais de 1998 em Manica, Chimoio, Beira, Dondo, Nampula e Angoche. Maputo: Livraria Universitária, 1999, pp.43-243)
(vide Serra, Carlos [dir], Eleitorado incapturável, Eleições municipais de 1998 em Manica, Chimoio, Beira, Dondo, Nampula e Angoche. Maputo: Livraria Universitária, 1999, pp.43-243)
11 dezembro 2014
Elas e eles
Há gente que se especializou numa oratória tipo ong, sempre igual, sempre pronta a intervir, sempre fluida, sempre líquida. São elas e eles, as mestras e os mestres dos discursos da moda e dos clichés remuneradores, atravessando rádios, televisões e redes sociais digitais. (imagem reproduzida daqui)
Entrevista a propósito das eleições de 15 de Outubro
- Primeiro do que tudo, permita-me dizer duas coisas de precaução. A primeira: não tenho vocação para a prática quer da ciência infusa quer dos exercícios à nhamessoro, para cada pergunta que me for feita deverei colocar a ressalva de que não possuo trabalho de pesquisa para me sentir confortável com a resposta. A segunda coisa: por isso, tudo o que se segue pertence rigorosamente ao campo das hipóteses, a um vaivém, a um fio condutor, a uma charneira entre uma reflexão teórica por acabar e uma pesquisa empírica por realizar. E, especialmente, nada do que disser tem a ver com a leitura política, de acento moral, da luta entre o lobo mauzão e os porquinhos inocentes.
Um único caminho
Uma das exigências de Afonso Dhlakama e da Renamo é a despartidarização do Estado. Mas no preciso momento em que reclamam isso, exigem a repartidarização através da inclusão de membros seus nas forças de defesa e segurança e na governação de certas províncias.
Observação: teorizador da unidade dos contrários, Heráclito disse um dia, faz já muitos séculos, que "O caminho para cima e o caminho para baixo são um único caminho."
Observação: teorizador da unidade dos contrários, Heráclito disse um dia, faz já muitos séculos, que "O caminho para cima e o caminho para baixo são um único caminho."
10 dezembro 2014
Dhlakama
Leia na "Folha de Maputo" - que cita a "Lusa" - o que Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, promete, aqui.
Adenda: recorde este meu texto intitulado "O que faz correr Dhlakama?", aqui.
Adenda 2 às 19:39: leia amanhã neste diário uma entrevista no "Magazine Independente", aqui.
Adenda 3 às 20:04: "Chamaria a atenção da Frelimo [...] para não tentar formar governo à força. Porque o que é que vai acontecer? Posso explicar. Vai haver violência e desobediência. E a Frelimo vai querer mandar disparar, usar polícia e tudo aquilo e a Renamo [...] não vai deixar as populações serem massacradas. Nessa batalha iremos voluntariamente entrar" [...]. Aqui.
Adenda: recorde este meu texto intitulado "O que faz correr Dhlakama?", aqui.
Adenda 2 às 19:39: leia amanhã neste diário uma entrevista no "Magazine Independente", aqui.
Adenda 3 às 20:04: "Chamaria a atenção da Frelimo [...] para não tentar formar governo à força. Porque o que é que vai acontecer? Posso explicar. Vai haver violência e desobediência. E a Frelimo vai querer mandar disparar, usar polícia e tudo aquilo e a Renamo [...] não vai deixar as populações serem massacradas. Nessa batalha iremos voluntariamente entrar" [...]. Aqui.
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