23 fevereiro 2013

A difícil fórmula da distribuição de consensos (47)

Quadragésimo sétimo número da série, baseada neste trabalho de "O País" aqui. Prossigo no primeiro ponto do sumário que vos propus aqui1. História da ciência, cientistas sociais e algumas ambições Entretanto, década após década, as faculdades e os departamentos foram-se organizando nas universidades segundo um triângulo ainda hoje inalterável: ciências naturais, ciências sociais e humanidades (ou letras). Todo um espectacular esforço e todo um imenso ritual foram colocados na organização dos cursos, nas regras de pesquisa, nas normas para elaboração de teses (basta ter em conta os limites de páginas para as teses, para os artigos de revistas, etc.), enfim, todo um aparato exigente e sagrado.
Problema que deu origem a esta série aqui.
(continua)

22 fevereiro 2013

Proximamente

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (33)
Séries pessoais: Por que os médicos venceram? (10); Teorias da conspiração (11); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (10); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (22); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (5); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (16); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (4); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (11); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (17); Morte dos blogues moçambicanos? (41); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (47); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (54); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

No "mediaFAX" de hoje

Contacto+retorno

Na margem esquerda deste diário está um botão chamado Contacto e, na direita, outro chamado Feedback. Com o primeiro podem escrever-me, com o segundo responder a um questionário sobre o blogue, ajudando a melhorá-lo. Muito obrigado a todas e a todos pelas contribuições.

ADECRU diz que não vai ao almoço do BM

A Associação Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais diz não ir hoje a um almoço, para o qual afirma ter sido convidada, com nove directores executivos do Banco Mundial de visita a Moçambique. Conheça o contexto e a razão neste texto aqui.
Adenda: a autenticidade do texto da ADECRU foi por mim confirmada ontem à tarde.
Adenda 2 às 12:38: por comunicado e através de Salomão Muchanga, o Parlamento Juvenil fez chegar via email a seguinte mensagem: "O Parlamento Juvenil serve da presente para comunicar que, dada a incoerência da missão do Banco Mundial em Maputo, falta de transparência na comunicação e interferência de agendas estranhas, o encontro de dialogo com os Directores Executivos do Banco Mundial agendado para hoje as 14 horas que o PJ anunciou esta cancelado. Pelos transtornos causados, aceite as nossas sinceras desculpas."

Energia@Indústria extractiva em Moçambique

Sobre o tema em epígrafe, confira este boletim aqui.

Ditos (53)

Quinquagésimo terceiro dito. O sentido da história não está no silêncio, mas na veemência do eco das palavras frontais. Não são as portas fechadas que falam, mas as pontes.
(continua)

21 fevereiro 2013

Sindicância

Segundo a estação televisiva STV no noticiário das 20 horas de hoje, o primeiro-ministro Alberto Vaquina ordenou uma sindicância à Televisão de Moçambique, à Rádio Moçambique e à Agência de Informação de Moçambique, na sequência de queixas diversas dos trabalhadores.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (33)
Séries pessoais: Por que os médicos venceram? (10); Teorias da conspiração (11); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (10); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (22); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (5); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (16); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (4); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (11); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (17); Morte dos blogues moçambicanos? (41); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (47); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (53); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (32)

Trigésimo segundo número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos a partir da estrada Mucumbura/Chinthopo - posto administrativo de Chinthopo, distrito de Mágoè, província de Tete, junto à fronteira com o Zimbábuèda autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

A difícil fórmula da distribuição de consensos (46)

Quadragésimo sexto número da série, baseada neste trabalho de "O País" aqui. Prossigo no primeiro ponto do sumário que vos propus aqui1. História da ciência, cientistas sociais e algumas ambições Os cientistas são, como indivíduos, livres de criar, livres de opor um não às verdades oficiais e ao senso-comum, mas não são livres de o fazer fora das condições sociais que são as suas e, portanto, dos limites que lhes são impostos, especialmente em épocas e em países onde a liberdade é um bem raro e custoso de obter. Problema que deu origem a esta série aqui.
(continua)

Modos de navegação social (20)

Vigésimo número da série. Escrevi no número anterior que são cada vez mais os gestores da chamada sociedade civil. Se formos aos bancos de dados, verificaremos que são em número infinito as células dessa sociedade civil. Mas o que é, afinal, sociedade civil, essa expressão pau para toda a colher? Com a vossa permissão, prossigo mais tarde.
(continua)

20 fevereiro 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (32)
Séries pessoais: Por que os médicos venceram? (10); Teorias da conspiração (11); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (10); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (22); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (5); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (16); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (4); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (11); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (17); Morte dos blogues moçambicanos? (41); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (46); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (20); Ditos (53); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Hoje/STV/Opinião pública/Cólera

Hoje, em directo, estação televisiva STV, programa "Opinião pública", 12 às 13, o tema centra-se na chamada desinformação em torno da cólera. Recorde neste diário aqui.

Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (9)

(continua)
Nota: recorde, também, neste diário, com o título Tem xicuembo lá em Moatize, uma postagem (mais os comentários) de 2008 sobre um avião que, nesse ano, é suposto ter aterrado junto à terminal de chapas da vila, aqui.

Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (21)

Vigésimo primeiro número da série. Entretanto, calcula-se que no próximo século, no qual é suposto que a divisa será “to have lunch or to be lunch”, bastarão dois décimos da população mundial para manter a economia mundial. A modernidade “prevertida” e excludente do capitalismo deste fim de século está bem patente no facto de Moçambique, considerado um dos países mais pobres do mundo e no qual existem, já, milhares de trabalhadores despedidos desde 1987 no quadro das chamadas “privatizações” impostas pelo reajustamento estrutural do FMI, possuir agora um sector universitário privado. Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Nota: esta série é baseada num texto que apresentei em 1998 na Faculdade de Medicina, por ocasião do Dia da Universidade Africana e com base no tema “Revitalizando Universidades em África: Estratégias para o Século XXI”.

19 fevereiro 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (32)
Séries pessoais: Por que os médicos venceram? (10); Teorias da conspiração (11); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (9); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (5); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (16); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (4); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (11); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (17); Morte dos blogues moçambicanos? (41); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (46); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (20); Ditos (53); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (31)

Trigésimo primeiro número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos a partir da estrada Mucumbura/Chinthopo - posto administrativo de Chinthopo, distrito de Mágoè, província de Tete, junto à fronteira com o Zimbábuèda autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (8)

Oitavo número da série. Após algumas hipóteses sobre a racionalidade popular, chegou agora a vez de abordar um outro tipo de racionalidade, a racionalidade estatal, exemplificada pela polícia face ao fenómeno aqui em causa. Antes de avançar, parece-me bom sugerir-vos recordem nesta série aqui e aqui.
Se não se importam, prossigo mais tarde. Notícia inicial aqui.
(continua)
Nota: recorde, também, neste diário, com o título Tem xicuembo lá em Moatize, uma postagem (mais os comentários) de 2008 sobre um avião que, nesse ano, é suposto ter aterrado junto à terminal de chapas da vila, aqui.

O que é um intelectual? (10)

Décimo número da série. Passo ao sexto número do sumário proposto aqui. 6. O ocioso. Uma outra crença sólida no imaginário popular tem a ver com o que se entende ser a ociosidade do intelectual. Ele não trabalha, só fica a pensar por aí, não faz nada - sustenta-se. A este nível, pensar é, em si, em sua imaterialidade, uma ofensa à cultura do trabalho feita da coisas havidas por robustas e sérias como músculos, suor e nervos. Prossigo mais tarde.
(continua)

18 fevereiro 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (31)
Séries pessoais: Por que os médicos venceram? (10); Teorias da conspiração (11); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (8); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (5); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (16); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (4); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (10); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (17); Morte dos blogues moçambicanos? (41); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (46); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (20); Ditos (53); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (7)

Sétimo número da série. Escrevi no número anterior que a crença é subjectivamente sentida como legítima, como verdadeira, quer como intenção, quer como causa. Como intenção, na medida em que se acredita que o avião foi prepositada e mágicamente construído para provocar efeitos maléficos. E acrescento agora: como causa, na medida em que não importa que fenómeno desagradável ou dramático ocorra no período de aterragem do avião, será imediatamente havido como consequência natural da força maléfica. Estamos, então, perante uma relação intencional e causal, sistematicamente estabelecida, havida como racional, fazendo sentido colectivo.
Se não se importam, prossigo mais tarde. Notícia inicial aqui.
(continua)
Nota: recorde, também, neste diário, com o título Tem xicuembo lá em Moatize, uma postagem (mais os comentários) de 2008 sobre um avião que, nesse ano, é suposto ter aterrado junto à terminal de chapas da vila, aqui.

Por que os médicos venceram? (9)

Nono número da série. Permaneço no segundo número do sumário proposto aqui. 2. A construção mediática do conflito. Escrevi no número anterior entender por construção mediática do conflito o conjunto de percepções e de interpretações a cargo dos órgãos de informação para dar conta da greve dos médicos. Essa construção teve dois níveis: o favorável e o desfavorável. No primeiro nível, alguns órgãos de informação apoiaram a greve, salientando a justeza das posições da Associação Médica de Moçambique. Mas, provavelmente, o maior caudal de informação, análise e crítica esteve a cargo dos órgãos que condenaram a greve.
Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)

Como suster os linchamentos? (14)

Décimo quarto número da série. Prossigo no terceiro ponto do sumário proposto aqui. 3. Que processos têm sido adoptados para suster os linchamentos? Em meu entender e adiantando um pouco pontos a tratar ulteriormente, é a montante que devemos incidir o principal e o sistemático dos nossos esforços. Como, quando e porquê: é o que devemos estudar. Porque, imperativamente, temos de aprender a desarmar as nossas mentes linchatórias, porque devemos ter consciência de que em cada um de nós existe um potencial linchatório, de que na nossa cultura é, por exemplo, legítimo aniquilar supostos feiticeiros. Devemos absolutamente aprender a recusar linchar pessoas, a termos vergonha de figurar internacionalmente como país linchatório.
Recorde o mais recente caso de linchamento oficialmente reportado, ocorrido no bairro da Manga, cidade da Beira, aqui.
(continua)
Adenda: este diário tem muitas postagens dedicadas aos linchamentos. Leia, por exemplo, esta, de 2008, aqui. E, se possível, tente ler os livros com as capas mostradas a seguir (clique sobre as imagens com o lado esquerdo do rato para as ampliar):
Adenda às 10:41 de 15/01/2013: mais um linchamento na periferia da cidade da Beira, confira aqui.

Na íntegra

17 fevereiro 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (31)
Séries pessoais: Por que os médicos venceram? (9); Teorias da conspiração (11); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (7); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (5); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (16); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (4); Como suster os linchamentos? (14); O que é um intelectual? (10); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (17); Morte dos blogues moçambicanos? (41); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (46); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (20); Ditos (53); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (30)

Trigésimo número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos a partir da estrada Mucumbura/Chinthopo - posto administrativo de Chinthopo, distrito de Mágoè, província de Tete, junto à fronteira com o Zimbábuèda autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Sobre abate de tubarões

Sobre o abate de tubarões na costa moçambicana, um trabalho do The Guardian, aqui.

Negócios em Moçambique

Resumo da mais recente notícia sobre negócios em Moçambique inserta aqui.