De um artigo de Leonilda Sanveca Muatiacale e João Miguel: "O artigo analisa a propaganda político-eleitoral na televisão para as eleições presidenciais de 2009, como também discute a relação entre os meios de comunicação e a política, no contexto multipartidário moçambicano. (...) O corpus da pesquisa é constituído por programas eleitorais dos candidatos à Presidência da República: Armando Guebuza da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique); Afonso Dhlakama da RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique); e Daviz Simango do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) transmitidos no horário gratuito de propaganda eleitoral, designado Tempo de Antena, na Televisão de Moçambique (TVM)." Aqui.Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
24 novembro 2012
Estratégias da propaganda política nas eleições presidenciais de 2009
De um artigo de Leonilda Sanveca Muatiacale e João Miguel: "O artigo analisa a propaganda político-eleitoral na televisão para as eleições presidenciais de 2009, como também discute a relação entre os meios de comunicação e a política, no contexto multipartidário moçambicano. (...) O corpus da pesquisa é constituído por programas eleitorais dos candidatos à Presidência da República: Armando Guebuza da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique); Afonso Dhlakama da RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique); e Daviz Simango do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) transmitidos no horário gratuito de propaganda eleitoral, designado Tempo de Antena, na Televisão de Moçambique (TVM)." Aqui.Mudanças climáticas e saúde pública: Uma reflexão com enfoque para Moçambique
Do resumo de um artigo de Mohsin Sidat e Alfredo Vergara: "As mudanças climáticas são uma realidade inegável e resultam, sobretudo, das acções humanas (antropogénicas). Estas mudanças colocam em sério perigo a saúde humana e de outros seres vivos existentes no planeta Terra. (...) Alguns dos efeitos das mudanças climáticas já se fazem sentir em Moçambique, incluindo a ocorrência com relativa frequência de eventos climáticos, como vagas de calor e de frio, secas e cheias". Aqui.Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (14)
(continua)
Revista científica da UEM
A Universidade Eduardo Mondlane lançou ontem à tarde no seu Complexo Pedagógico três séries da sua revista científica, designadamente Ciências Biomédicas e Saúde Pública, Ciências da Educação e Letras e Ciências Sociais. Os meus especiais parabéns à editora-chefe e ao sub-editor, respectivamente Aidate Mussagy e Manuel Mangue. Confira o portal da revista aqui.
23 novembro 2012
Postagens na forja
* Genéricos: À busca do ouro (17); Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (14)
* Séries pessoais: O poder de nomear desviantes e vândalos (3); Sobre o 15 de Novembro (7); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (3); Como suster os linchamentos? (8); Legitimidade política: o problema de Graça Machel (14); O que é um intelectual? (9); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (13); Morte dos blogues moçambicanos? (32); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (21); O casamento das famílias (22); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (19); Ditos (51); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)
Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (13)
(continua)
Legitimidade política: o problema de Graça Machel (13)
Décimo terceiro e penúltimo número da série. Deixei no último número a seguinte pergunta: qual a relação entre o que escrevi e o que disseram Graça Machel e Lourenço do Rosário? Antes de responder, deixem-me recordar o problema de Graça: a distância social (fosso, foi a palavra que usou) entre Frelimo e povo. E, também, o problema de Lourenço do Rosário: falta de apoio votal significativo à Frelimo. Prossigo mais tarde. Crédito da imagem aqui.
Desenvolvimento
Quase tudo se privatiza no país, quase tudo é havido por certos círculos como desenvolvimento, respeitáveis seminários engravatados são organizados para demonstrações cheias de números impressionantes.
Sobre o 15 de Novembro (6)
"Nada é menos do que o momento presente, se entendermos por isso o indizível instante que separa o passado do futuro." - Henri Bergson
Sexto número de uma série destinada a propor-vos algumas ideias e algumas hipóteses sobre o 15 de Novembro, através do sumário sugerido aqui. Entro no terceiro número do sumário: 3. A tese do medo (efeito retroactivo). Em vários jornais do país, em redes sociais e nos blogues do copia/cola, esta foi uma tese de grande consumo e efeito psicológico imediato: muitas pessoas não foram trabalhar e os chapeiros não se fizeram à rua porque tiveram medo que se repetisse a violência ocorrida em 2008 e 2010. Por outras palavras: as pessoas boas não quiseram ser maltratadas pelas pessoas más na retroactiva estrada da história, os cidadãos responsáveis temeram os irresponsáveis. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia da edição física do jornal "Notícias" de 17/11/2012, primeira página.
Sexto número de uma série destinada a propor-vos algumas ideias e algumas hipóteses sobre o 15 de Novembro, através do sumário sugerido aqui. Entro no terceiro número do sumário: 3. A tese do medo (efeito retroactivo). Em vários jornais do país, em redes sociais e nos blogues do copia/cola, esta foi uma tese de grande consumo e efeito psicológico imediato: muitas pessoas não foram trabalhar e os chapeiros não se fizeram à rua porque tiveram medo que se repetisse a violência ocorrida em 2008 e 2010. Por outras palavras: as pessoas boas não quiseram ser maltratadas pelas pessoas más na retroactiva estrada da história, os cidadãos responsáveis temeram os irresponsáveis. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia da edição física do jornal "Notícias" de 17/11/2012, primeira página.
(continua)
22 novembro 2012
Postagens na forja
* Genéricos: À busca do ouro (17); Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (13)
* Séries pessoais: O poder de nomear desviantes e vândalos (3); Sobre o 15 de Novembro (6); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (3); Como suster os linchamentos? (8); Legitimidade política: o problema de Graça Machel (13); O que é um intelectual? (9); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (13); Morte dos blogues moçambicanos? (32); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (21); O casamento das famílias (22); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (19); Ditos (51); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)
Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (12)
(continua)
O poder de nomear desviantes e vândalos (2)
Este é o segundo número da série, entro no primeiro número do sumário: 1. Representações do mundo social. A vida em sociedade é uma actividade múltipla na qual a identificação, a avaliação e a catalogação de outrem jogam um papel fundamental. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia daqui.
Produção de humilhação
Observei ontem, demoradamente, algures na cidade de Maputo, o processo generalizado de carregamento, andamento e descarregamento de pessoas nos chapas do tipo carrinha de caixa aberta. Doeu e dói ver, doeu e dói imaginar o sofrimento dos utentes transformados em gado descartável. Dói duplamente: por intuir que, remetidas à impotência contínua, as pessoas parecem conformar-se com este horrível processo de humilhação; por saber que semelhante processo tem curso sem impedimento estatal. Um dia pode acontecer que as pessoas tragam para fora, violenta e catárquica, a raiva tanto tempo contida. Certamente já a trouxeram em 2008, 2010 e este ano, por essa e por outras razões. E poderá voltar a acontecer. Antes e depois, são os tempos dos augustos arcontes da terra, dos pontífices da moral impoluta em suas entusiásticas, punitivas e públicas preleções morais - abaixo os vândalos!, vociferam -, condenando com veemência os excessos de múltiplas situações degradantes que não vivem, nem viverão.
Como suster os linchamentos? (7)
Sétimo número da série. Prossigo no segundo ponto do sumário proposto aqui. 2. Que tipos de linchamentos existem no país? Passo ao quarto tipo: linchamento rural por morte social. Neste caso, as vítimas, regra geral mulheres, não são mortas, mas são expulsas das famílias, algumas vezes marcadas fisicamente (uma orelha arrancada, por exemplo), passando a viver em albergues para idosos. Não morrem fisicamente, mas socialmente, pelo isolamento. Este é um crime frequente, por exemplo, nas províncias da Zambézia e Inhambane. Prossigo mais tarde. Recorde o mais recente caso de linchamento oficialmente reportado, ocorrido na cidade da Beira, aqui.
(continua)
Adenda: este diário tem muitas postagens dedicadas aos linchamentos. Leia, por exemplo, esta, de 2008, aqui. E, se possível, tente ler os livros com as capas mostradas a seguir (clique sobre as imagens com o lado esquerdo do rato para as ampliar):Produção de pobreza teórica (6)
Sexto número da série. Prossigo no segundo número do sumário apresentado aqui, a saber: 2. Era do Estado social. O Estado social, eixo da social-democracia, foi uma resposta do Capital e das burguesias governantes às lutas dos trabalhadores. Aceitando implicitamente que a pobreza era um estado social e não natural, essa resposta assentou numa redistribuição social moderada, assente em três eixos: renda mínima, providências para a doença e a velhice e serviços sociais básicos permanentes. Esse conjunto de medidas visava assegurar a reprodução do modo capitalista de produção, reduzindo o questionamento e o conflito sociais. Prossigo mais tarde.
(continua)
21 novembro 2012
Postagens na forja
* Genéricos: À busca do ouro (17); Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (12)
* Séries pessoais: O poder de nomear desviantes e vândalos (2); Sobre o 15 de Novembro (6); Produção de pobreza teórica (6); O discurso da identidade nacional (3); Como suster os linchamentos? (7); Legitimidade política: o problema de Graça Machel (13); O que é um intelectual? (9); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (13); Morte dos blogues moçambicanos? (32); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (21); O casamento das famílias (22); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (19); Ditos (51); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)
Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (11)
(continua)
O poder de nomear desviantes e vândalos (1)
Em epígrafe, o título de uma nova série. Permitam-me sugerir-vos o seguinte sumário: 1. Representações do mundo social; 2. A emissão natural de representações sociais; 3. Recursos de poder e o poder de nomear desviantes e vândalos; 4. Controlo dos meios de produção de definições e de etiquetas; 5. A morada dos desviantes e vândalos; 6. Conclusões. Imagem reproduzida com a devida vénia daqui.
Sobre o 15 de Novembro (5)
"Nada é menos do que o momento presente, se entendermos por isso o indizível instante que separa o passado do futuro." - Henri Bergson
Quinto número de uma série destinada a propor-vos algumas ideias e algumas hipóteses sobre o 15 de Novembro, através do sumário sugerido aqui. Termino o segundo número do sumário: 2. Panorama do fenómeno em jornais, blogues e redes sociais. Escrevi no número anterior que jornais digitais (especialmente estrangeiros), blogues (especialmente os do copia/cola) e redes sociais (muito agressivas em certos círculos) criaram um ruidoso mundo de notícias do género faits divers sem análise. Saliento dois aspectos desse ruidoso mundo sem análise: descrever, opinar e prescrever separando pessoas e fenómenos de relações sociais concretas e da sua historicidade; fazer uso abundante das categorias analíticas oficiais. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia da edição física do jornal "Notícias" de 17/11/2012, primeira página.
Quinto número de uma série destinada a propor-vos algumas ideias e algumas hipóteses sobre o 15 de Novembro, através do sumário sugerido aqui. Termino o segundo número do sumário: 2. Panorama do fenómeno em jornais, blogues e redes sociais. Escrevi no número anterior que jornais digitais (especialmente estrangeiros), blogues (especialmente os do copia/cola) e redes sociais (muito agressivas em certos círculos) criaram um ruidoso mundo de notícias do género faits divers sem análise. Saliento dois aspectos desse ruidoso mundo sem análise: descrever, opinar e prescrever separando pessoas e fenómenos de relações sociais concretas e da sua historicidade; fazer uso abundante das categorias analíticas oficiais. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia da edição física do jornal "Notícias" de 17/11/2012, primeira página.
(continua)
20 novembro 2012
Postagens na forja
* Genéricos: À busca do ouro (17); Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (11)
* Séries pessoais: O poder de nomear desviantes e vândalos (1); Sobre o 15 de Novembro (5); Produção de pobreza teórica (6); O discurso da identidade nacional (3); Como suster os linchamentos? (7); Legitimidade política: o problema de Graça Machel (13); O que é um intelectual? (9); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (13); Morte dos blogues moçambicanos? (32); A carne dos outros (19); A difícil fórmula da distribuição de consensos (21); O casamento das famílias (22); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (19); Ditos (51); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)
Uma viagem a Namau (Pemba-Metuge) (10)
(continua)
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