22 março 2012

China vive encruzilhada entre dois modelos económicos

Com o título em epígrafe: "Após 30 anos de reformas pró-capitalistas, a China está numa encruzilhada a poucos meses da eleição do sucessor do presidente Hu Jintao." Aqui.

21 março 2012

Postagens na forja


Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (4); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (9); Para ganhar as eleições em Inhambane (17); Modos de navegação social (13); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (39); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)

Três

Permito-me sugerir confira mais três diários, o Diário de um fotógrafo, o Diário de um poeta e o Diário de um amante das palavras, respectivamente aqui, aqui e aqui.

Contacto+retorno

Na margem esquerda do diário está um botão chamado Contacto e, na direita, outro chamado Feedback. Com o primeiro podem escrever-me, com o segundo responder a um questionário sobre o blogue. Muito obrigado a todas e a todos que, contribuindo em grande número, me têm ajudado a melhorar o conteúdo deste espaço e a dar-lhe, cada vez mais, o  perfil que o geral dos leitores, nacionais e estrangeiros, deseja.

Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (3)

O terceiro número da série.
Vamos lá, então, ao início do primeiro ponto do sumário que ontem vos propus, com algumas hipóteses.
Criticar significa discordar de alguém ou de algo, significa ter uma outra visão de alguém ou de algo, significa pôr em causa a coerência de alguém ou de algo, significa situar-me ou situar-nos no prisma do nosso grupo social, dos nossos valores, da nossa cultura.
Se essas vertentes forem aceites, o que significa criticar a economia informal, o comércio informal, os comerciantes informais, os mercadores ambulantes?
Adenda: sugiro recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

Para ganhar as eleições em Inhambane (16)

Prossigo a série, no segundo leque de questões proposto no número seis, ainda no ponto 4, sempre com hipóteses.
4. O papel das autoridades comunitárias.  O disputador de eleições perde ou ganha consoante não o que diz ou propõe ou promete, mas consoante o que no rés-do-chão político se passa, se faz e se espera. O que significa isso? Significa, por exemplo, ao nível do miocropoder, que todo o candidato a edil deve saber fazer face a esse rés-do-chão, a esse patamar - quantas vezes labiríntico, do género castelo de Kafka - onde os cidadãos interagem com os chefes pequenos de vários tipos, com accionadores permanentes de decisões, com chefes de quarteirão, com chefes políticos, com juízes comunitários ou distritais, com polícias, etc., enfim, com microinstâncias diárias de poder, dialogantes ou tiranas.
Prossigo mais tarde. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

Trabalho decente e dignidade para as empregadas domésticas

Com o título em epígrafe, um trabalho no The African Executive, aqui.

Ditos (38)

Trigésimo oitavo dito.
Muito raramente temos do tempo o tempo de o pensar como processo e transformação. Em todo o mundo existem hoje situações que são produto de séculos de luta pela dignidade, pelo respeito. Achamo-las naturais, mas são iminentemente sociais, são iminentemente consequência de luta permanente.
(continua)

20 março 2012

Buracos+lanternas

Os buracos começaram a ser tapados na Avenida Marginal da cidade de Maputo (recorde aqui). Por outro lado, na zona da Polana, vi polícias circularem há momentos equipados com lanternas especiais para operarem à noite, o que nunca antes tinha visto.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (3); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (9); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (13); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)

649ª foto (A senhora e a sacola)

"Diário de um fotógrafo", aqui

Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (2)

Eis o segundo número desta nova série.
Prometi-vos apresentar um sumário, o que cumpro e exibo já de seguida:
1. Criticar, compreender e analisar
2. Posições pessoais
3. No vasto mundo sem recibo
4. A invenção do quotidiano
5. As decisões
Adenda: sugiro recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

Modos de navegação social (12)

Décimo segundo número da série.
Prossigo esta série dedicada a uma modesta galeria de hipóteses sobre certos perfis sociais. Chegou a altura de abordar mais um, refiro-me ao opinador público cuja base de conhecimentos reside solidamente nas páginas de certos jornais, especialmente nos títulos.
Com a vossa permissão, prossigo mais tarde.
                                                              (continua)

Despesa pública 2011: distrito de Mandimba

O Centro de Integridade Pública divulga no seu portal o quinto relatório distrital de rastreio da despesa pública de 2011, desta feita concernente ao distrito de Mandimba. Aqui. Recorde relatórios anteriores aqui.

Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8)

Prossigo a série, sempre trabalhando com hipóteses.
A pouco e pouco, timidamente ao princípio, sem rebuços depois, agora francamente às claras, a peremptória palavra patrão reinstalou-se no nosso quotidiano, nos nossos hábitos, nas coisas naturalizadas da vida, nas coisas definitivas da vida. É como se tivessemos recebido de Carl Jung a recordação imperiosa de um arquétipo inscrutado no inconsciente colectivo do país, reavivado após o buliçoso parêntesis revolucionário.
Com a vossa permissão, prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

Ruth First (1925/1982)

Directora científica do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane (1977/1982), Ruth First foi assassinada num gabinete dessa instituição em 1982 - dossier no Mozambique History Net de Colin Darch, aqui.

A centralidade da água na disputa global por recursos estratégicos

Com o título em epígrafe, um trabalho aqui.

19 março 2012

Microscópio

Esta tarde, numa cafeteria da cidade de Maputo, 17:15: a criança que empunhava um microscópio (brinquedo certamente raro) em meio a várias e alegres outras crianças com balões, iniciou a brincadeira da festa transformando o microscópio em espingarda com os sons veementes "pumpumpumpum". 

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (2); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (12); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)

648ª foto (A criança do tchova)

"Diário de um fotógrafo", aqui

Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (1)

Quero acreditar que achareis o título desta nova série demasiado pícaro, demasiado bizarro. Talvez fosse mais simples e natural usar um título do género "Sobre os comerciantes informais". Porém, tentarei mostar por que uso o título em causa e qual a lógica social que habita a retaguarda do fenómeno. Enquanto não prossigo esta nova série (no próximo número proporei um sumário), permitam sugerir-vos recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

Que fazer?

Com o título em epígrafe, um trabalho de Bernardo Pérez Andreo aqui.

18 março 2012

Que raiva samoreana!

Provavelmente muitos estarão de acordo comigo sobre a seguinte frase: a Avenida Marginal da cidade de Maputo nunca esteve tão péssima e perigosa como agora. Na verdade, os buracos são tantos e crescentemente grandes que mais parece ter caído por aquelas índicas bandas uma bomba nuclear. E, permitam-me a desmesura, se chove e a situação persiste, num destes dias só de barco - e eventualmente de ferry boat - se poderá circular pelos buracos. Que raiva samoreana sinto!
Adenda às 6:32 de19/03/2012: e contra tão gigantesca e vergonhosa buracagem luta, vejam lá, Estêvão Lucas Xilambo, leia a extraordinária saga contada pelo @Verdade, aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (12); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)

647ª foto (Social na praia)

"Diário de um fotógrafo", aqui

Este ano

Nota: manter-vos-ei informados sobre o evento. Para a primeira conferência, recorde neste diário aqui.

João Carlos Schwalbach (2)

Um pouco mais desta série.
Escrevi no número anterior que lera algures, faz já muitos anos, algo como "Paganini começa onde deixamos de pensar". Tenho para mim que JCSchwalbach, ele também, começa lá onde deixamos de pensar. Música não se pensa, sente-se. E sente-se tão mais agudamente quanto é bela e cria raízes na nossa alma. Permitam-me prosseguir no próximo número, no qual abordarei o seu cd intitulado Despertar.
(continua)

Construção social

A realidade é independente de nós e por isso não é em si falsa, má ou falha de sentido. Os problemas começam quando a submetemos à análise e à avaliação ética. Aqui, então, moldamo-la aos nossos valores, aos nossos símbolos, aos nossos juízos, aos nossos grupos sociais. É neste sentido que a construímos socialmente. Toda a construção social é uma reconstrução simbólica da realidade.

"À hora do fecho"/"Savana"/16-03-2012

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:
* As casas da ex-vila olímpica no Zimpeto, arredores da capital, já começaram a ser oferecidas para aluguer pelos novos proprietários (...).

4x4

Fantástica a apetência de muitas pessoas pelos 4x4. E quanto maiores, melhor, lotando estradas e passeios. A cidade de Maputo está cada vez mais 4x4. Talvez nem seja apenas um exercício vigoroso de estatuto social, talvez seja também, em alguns casos, um mecanismo de compensação simbólica de alguma coisa, de alguma carência. Enfim, provavelmente um dia teremos um refrão do género: não ter 4x4 é não ser gente.