Deixem-me falar de uma coisa que todos sabem e não sabem tentando saber.
Hoje, em tarde estival - calor intenso, calor procriador - nesta bela cidade de Maputo, algures, olhava centenas de jovens em seus doces jogos de busca e contacto, tão mais intensos quanto, estando o ano a terminar num determinado calendário, sabem as intuições que isso é, sempre, outro começar.Há muitas formas de amor. Aqui apenas vos falarei dos jogos entre rapazes e raparigas.
Eles têm seus requebros de masculinidade, cada gesto é uma seta apontada para a vitória da força, do heroísmo das adrenalinas conquistadoras. Seus corações são bícipes.
Elas têm seus requebros para o escondido que pode ser mostrado sem mostrar, para as delícias da doçura, do esguio das plenitudes calmas. Seus corações são casas.
E no diz e faz, no promete e avança, no suspende e aguarda, no clímax ansiado, doces meandros de afecto e promessa ficam encaixilhados neste descrição.
Nota: sabem, no dia em que o amor for descrito, absolutamente deixará de existir.