
O jornalista Arune Valy mandou-me a foto em epígrafe com a indicação de que a recebera de um sofalense via email. Trata-se de uma família moçambicana, segundo o Arune.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Por ocasião do 25 de Maio - dia de África - a versão online de "O País" exibe um texto muito sombrio sobre o nosso continente. Confira aqui. Mas confira também dois outros textos, aqui e aqui.
Confira no portal do Instituto Nacional de Estatística o impacto do HIV/SIDA em Moçambique para os anos 2008/2010, aqui.
O título em epígrafe não é meu, mas do Africa Confidential de 15 do corrente. Se quer ler o que o jornal diz a propósito do título, faça-o aqui. Infelizmente não posso disponibilizar todo o artigo pois não sou subscritor.
Pequena ronda pelos portais dos únicos quatro partidos políticos que os têm no nosso país:
Com o título em epígrafe, confira um pequeno vídeo neste meu outro blogue, o VídeotemasDeMoçambique, aqui.


A referência aparece deslocada no "Notícias" de hoje: "No distrito de Ile, onde aterrou a meio da tarde, já sem a companhia do diplomata norte-americano, Todd Chapman, que abandonou a delegação presidencial alegando falta de segurança, Armando Guebuza agradeceu as mensagens da população e das organizações sociais, afirmando que as mesmas reflectem as realizações já feitas e "aquilo que ainda há por fazer"."
No decorrer da visita do presidente Guebuza à Zambézia, uma cidadã colocou num comício o problema de, localmente, qualquer crítica ser imediatamente assumida pelas estruturas como sendo da oposição em geral e da Renamo em particular, quando - disse - as pessoas de facto não são da Renamo (Rádio Moçambique, 22/05/09, noticiário das 19:30). Mas o que a cidadã disse ao presidente é um fenómeno generalizado, forma politicamente útil e diabolizante de tentar inutilizar os argumentos de quem pensa de forma diferente e crítica.
Encerrou ontem o prazo de votação nos quesitos do questionário intitulado "Eleições legislativas e presidenciais em Moçambique 2009", o mais votado questionário desde diário, com 243 votos durante um mês. Como podeis rapidamente verificar, o aspecto mais saliente diz respeito ao vigor com que se quis mostrar que (1) o MDM e Deviz Simango serão segundos classificados e que (2) Deviz fará séria concorrência a Guebuza (46 votos para cada um dos dois quesitos). Mas não podemos fazer qualquer extrapolação. O questionário estará ainda para consulta durante mais algum tempo, após o que será substituído.
Mais rapidamente do que pensamos, os políticos vão aprendendo as virtudes da internet e, especialmente, a empatia criável em programas interactivos como Twitter, MySpace, Hi5 ou Facebook. Na França, por exemplo, o presidente Nicolas Sarkozy faz uso do Facebook, vejam lá o ar jovial, sinérgico, de cidadão comum, que ostenta, reparem que há lá quase 104 mil apoiantes. Em Moçambique, a descontrução da imagem clássica, convencional, pesada, severa, puritana, envelhecida, do dirigente balalaica-estrutura ou casaco-e-gravata, apenas está em prática do lado de Deviz Simango, que se apresenta de jeans e em camisa de manga curta em comícios e encontros com o povo (já agora, vejam o seu Hi5). Corrijam-me se eu estiver enganado. Obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, pelo envio da referência desta portal em francês, aqui.
Avancemos na série.

Eu sei, muitos de vocês sabem, quanto o mundo está cheio de plagiadores de todos os azimutes. Nas universidades, na blogosfera. Por exemplo, sei que sou muitas vezes plagiado, a vários níveis. Teses, ideias, palavras, frases, neologismos, nuances, tudo pode ser (e é) plagiado. Então, agora surgiu o Approbo para ajudar a combater o flagelo. Entre no portal, inscreva-se e faça depois o teste. Obrigado ao Thomas Selemane pelo envio da referência.
No "Savana" desta semana: "Há um ano os moçambicanos viram horrorizados como hordas coléricas na África do Sul se lançaram sobre trabalhadores emigrantes na maior economia africana, uma mancha irreparável num país que se libertou das grilhetas do apartheid com o apoio e solidariedade de milhões de africanos. Ernesto Nhamuave, um moçambicano que estava no local errado à hora errada, foi queimado vivo e tornou-se no símbolo do horror da onda xenófoba na África do Sul. A sua foto em chamas (the flaming man) é um ícone perturbador, como o foi a foto do corpo inanimado de Hector Pietersen em 1976, nos levantamentos estudantis do Soweto."


Vai surgir um novo semanário em Moçambique, chamado Canal de Moçambique, propriedade da Imprel, actual proprietária do jornal online com o mesmo nome. A Imprel termina no dia 28 uma joint venture com a empresa Novomedia, proprietária do semanário Zambeze, cujo último número sairá próxima semana. A Imprel tenciona manter a versão online em pdf, com distribuição via email (dados fornecidos por um dos sócios dessa empresa).
A empresa canadiana Arthumas, registada na Noruega e com escritório em Maputo, parece decidida a abandonar a exploração de petróleo em Cabo Delgado. Leia aqui e recorde aqui.
O José Viana disse ter criado um partido para lutar pelos injustiçados, assegurou ser Deus quem guia o partido que vai concorrer nas eleições de Outubro, garantiu que será o presidente do país governado pelas leis de Deus nos próximos cinco anos, queixou-se da falta de dinheiro, asseverou ter já 20 milhões de membros e a sede do partido no coração de todos os moçambicanos injustiçados pela Frelimo, partido ao qual afirmou pertencer.
Empreiteiros do KwaZulu-Natal ofereceram ao novo ministro dos transportes da África do Sul uma viatura Mercedes Benz S500 de cerca de um milhão de randes e duas cabeças de gado como prémio pelo que fez quando premier daquela província - esse o tema do editorial do "Savana" desta semana, com o título em epígrafe: "(...) Na África do Sul a sociedade civil, a imprensa e os partidos da oposição estão sempre atentos a situações como estas, sendo por isso que o caso tornou-se do domínio público. Mas quantos casos destes ocorrem todos os dias do ano em tantos outros países, incluindo o nosso, onde os dirigentes governamentais, tirando vantagem de uma sociedade civil adormecida, uma oposição inócua e uma imprensa acrítica consideram-se acima de qualquer escrutínio público?"