Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
24 dezembro 2013
Ditos (73)
(continua)
Questão
Suponhamos que no Bairro da Incógnita, algures numa cidade, habitam um mercador de escravos e um escravo. Têm ambos a mesma concepção de história?
23 dezembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (10); Propaganda eleitoral pelo vestuário (7); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (73); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Propaganda eleitoral pelo vestuário (6)
Sexto número da série. Escrevi no número anterior que importa ter em conta dois tipos de candidatos partidários: aqueles que são a linguagem textual do partido e aqueles que a inventam. No primeiro caso estamos perante seguidismo doutrinário, perante a reprodução mecânica e sem criatividade dos programas partidários, perante a cautela metodológica, perante a aplicação cuidadosa da cartilha herdada da história; no segundo, estamos perante a inovação, perante a invenção permanente, perante a subversão metodológica, perante a ausência de uma experiência assente na história e na rotina. É a este nível que desejo colocar o problema do vestuário de campanha, é a este nível que desejo mostrar quanto uma certa fotogenia de propaganda diferente tende a restaurar, a resgastar a contiguidade calórica entre eleitores e candidatos, a criar uma cumplicidade descontraída entre jovens. Se não se importam prossigo mais tarde (na imagem, aqueles que foram candidatos à presidência do município de Quelimane, respectivamente Abel Henriques da Frelimo e Manuel de Araújo do MDM, arranjo meu a partir de fotos do jornalista António Zefanias).
(continua)
Ungulani excepcional
O último romance de Ungulani Ba Ka Khosa, Entre as memórias silenciadas, é simplesmente excepcional. Entrem na e sintam a tessitura das personagens. É como se elas quisessem desesperadamente passar da criação simbólica à realidade corpórea. Um livro absolutamente merecedor de prémios em qualquer parte do mundo. Em Agosto, o romancista escreveu para este diário as seguintes palavras: "Mais do que retratar as pequenas e grandes misérias da primeira república, o livro, no meu entender, revela os desencontros de uma geração que já não se exalta com os feitos de uma revolução que não consegue renovar o seu discurso. Uma pátria é feita de identidades, de discursos múltiplos. Os meus personagens procuram um chão sólido." No "Savana" 1041 de 20/12/2013, p. 19
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do semanário "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também agora na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.22 dezembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (10); Propaganda eleitoral pelo vestuário (6); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (73); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Faz doer
Faz doer a conclusão preliminar do relatório sobre a causa da queda, a 29 de Novembro, na Namíbia, do avião TM 470 das LAM. Aqui e aqui.
Adenda às 06:56: se se confirmar a conclusão preliminar, um enorme esforço deverá ser feito para evitar a estigmatização.
Adenda 2 às 06:59: mas as dúvidas subsistem. Por exemplo, eis o comentário de Tomás Queface: "Um suicídio implicaria um embate frontal, o que não coincide com a imagem, que dá a entender a intenção de uma aterragem forçada. Porque a LAM não divulga o teor da conversa com o comandante antes da queda?"
Adenda 3 às 08:10: a conclusão preliminar do relatório (caso esteja certa) e a dúvida do Tomás (caso seja lícita) podem não excluir-se. Na verdade, a "clara intenção" mencionada pelo "@Verdade" pode ter sido anulada quando o avião estava já próximo do solo, tentando o piloto retomar desesperadamente a altitude perdida, daí a hipótese da "aterragem forçada".
Adenda 4 às 08:14: várias perguntas podem e devem ser feitas. Por exemplo: (1) Qual a prova ou quais as provas de que era o comandante que estava dentro do cockpit?; (2) Qual a prova ou quais as provas de que o comandante se encontrava sozinho no cockpit?; (3) Qual a prova ou quais as provas de que o comandante teve a clara intenção de dirigir o avião contra o solo?; (4) Qual a prova ou quais as provas de que o comandante não se encontrava em boas condições psíquicas, a ponto de tomar uma decisão tão trágica?
Adenda 5 às 08:24: confira aqui e aqui.
Adenda 6 às 19:36: "A razão para todas estas operações é desconhecida, a investigação prossegue" - comandante João Abreu das LAM, a propósito da "clara intenção" de fazer o aparelho cair, registo há momentos no jornal das 19:30 da "Rádio Moçambique".
Adenda 7 às 19:39: "A pessoa é um mistério", "No desespero a pessoa pode não querer morrer sozinha" - padre Agostinho, psicólogo de serviço no Hospital Central de Maputo, ouvido pela "Rádio Moçambique" a propósito do possível "suicídio" provocado pelo comandante da aeronave. Minha observação: este psicólogo devia ser mais psicologicamente cauteloso.
Adenda 8 às 20:07: ouvido pela estação televisiva "STV" no jornal da noite das 20 horas, o advogado Abdul Gani afirmou que pode ter havido negligência na escala do comandante do avião, pois corria à boca cheia na cidade [sic] que lhe tinha morrido um filho. Minha observação: confira aqui.
Adenda às 06:56: se se confirmar a conclusão preliminar, um enorme esforço deverá ser feito para evitar a estigmatização.
Adenda 2 às 06:59: mas as dúvidas subsistem. Por exemplo, eis o comentário de Tomás Queface: "Um suicídio implicaria um embate frontal, o que não coincide com a imagem, que dá a entender a intenção de uma aterragem forçada. Porque a LAM não divulga o teor da conversa com o comandante antes da queda?"
Adenda 3 às 08:10: a conclusão preliminar do relatório (caso esteja certa) e a dúvida do Tomás (caso seja lícita) podem não excluir-se. Na verdade, a "clara intenção" mencionada pelo "@Verdade" pode ter sido anulada quando o avião estava já próximo do solo, tentando o piloto retomar desesperadamente a altitude perdida, daí a hipótese da "aterragem forçada".
Adenda 4 às 08:14: várias perguntas podem e devem ser feitas. Por exemplo: (1) Qual a prova ou quais as provas de que era o comandante que estava dentro do cockpit?; (2) Qual a prova ou quais as provas de que o comandante se encontrava sozinho no cockpit?; (3) Qual a prova ou quais as provas de que o comandante teve a clara intenção de dirigir o avião contra o solo?; (4) Qual a prova ou quais as provas de que o comandante não se encontrava em boas condições psíquicas, a ponto de tomar uma decisão tão trágica?
Adenda 5 às 08:24: confira aqui e aqui.
Adenda 6 às 19:36: "A razão para todas estas operações é desconhecida, a investigação prossegue" - comandante João Abreu das LAM, a propósito da "clara intenção" de fazer o aparelho cair, registo há momentos no jornal das 19:30 da "Rádio Moçambique".
Adenda 7 às 19:39: "A pessoa é um mistério", "No desespero a pessoa pode não querer morrer sozinha" - padre Agostinho, psicólogo de serviço no Hospital Central de Maputo, ouvido pela "Rádio Moçambique" a propósito do possível "suicídio" provocado pelo comandante da aeronave. Minha observação: este psicólogo devia ser mais psicologicamente cauteloso.
Adenda 8 às 20:07: ouvido pela estação televisiva "STV" no jornal da noite das 20 horas, o advogado Abdul Gani afirmou que pode ter havido negligência na escala do comandante do avião, pois corria à boca cheia na cidade [sic] que lhe tinha morrido um filho. Minha observação: confira aqui.
A parte nocturna das boas vontades
Ante a síndrome de Muxúnguè, perante o soar das metralhadoras, multiplicam-se os apelos ao diálogo (ao diálogo político, acrescentam alguns), sucedem-se os discursos sobre a inclusão, implicitamente há quem apele ao pacto social. A ideia central consiste em substituir o estado natural do conflito pelo estado social do acordo. Por outras palavras, a ideia central consiste em evacuar o tribunal da emoção a favor do tribunal da razão.
Quem faz tais apelos? Muitos, dos políticos gestores do Estado e a ele aspirantes aos académicos e outros intervenientes da chamada sociedade "civil", passando pelos porta-vozes de confissões religiosas.
No fim, é como se estivessemos perante ume enorme missa humanista. Esta é a parte diurna do conjunto de boas-vontades.
Porém, poucos parecem dispostos a enunciar quais devem ser as regras e os conteúdos do diálogo, para além das piedosas e nefelibatas fórmulas do género "vamos sentar e conversar" e da festa dos seminários de reflexão em locais de luxo. A dificuldade para colocar de frente - na medula do diálogo - o problema da redistribuição de recursos de vida, poder e prestígio é a parte nocturna das boas vontades.
Quem faz tais apelos? Muitos, dos políticos gestores do Estado e a ele aspirantes aos académicos e outros intervenientes da chamada sociedade "civil", passando pelos porta-vozes de confissões religiosas.
No fim, é como se estivessemos perante ume enorme missa humanista. Esta é a parte diurna do conjunto de boas-vontades.
Porém, poucos parecem dispostos a enunciar quais devem ser as regras e os conteúdos do diálogo, para além das piedosas e nefelibatas fórmulas do género "vamos sentar e conversar" e da festa dos seminários de reflexão em locais de luxo. A dificuldade para colocar de frente - na medula do diálogo - o problema da redistribuição de recursos de vida, poder e prestígio é a parte nocturna das boas vontades.
Ar profundo
Um sério problema normativo que evacua a análise e a compreensão dos fenómenos sociais consiste em atribuir ao social um fundo imutável de bondade e de maldade. Aquilo que frequentemente passa na praça por análise mais não é do que um exercício pleno de normatividade posto em acto com ar profundo pelos intelectuais da rotina costumeira.
21 dezembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (10); Propaganda eleitoral pelo vestuário (6); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (73); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Já à venda em Maputo
Já está à venda na cidade de Maputo o livro com a capa abaixo, segundo número da coleção "Cadernos de Ciências Sociais":
Recorde abaixo a capa do primeiro número, à venda faz algum tempo:
20 dezembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (10); Propaganda eleitoral pelo vestuário (6); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (72); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Sobre o estado analítico do estado da nação
Como sucede anualmente, o informe do chefe de Estado ontem na Assembleia da República suscitou a polarização habitual: o estado da nação é mau para uns, é bom para outros, a saúde da nação é má ou péssima para uns, a saúde é boa ou óptima para outros. A posição de cada trincheira produtora de opinião pública é transformada em opinião de todas as trincheiras, em opinião uniforme, independente de grupos sociais e dos seus antagonismos. Mas nunca no país foi feita uma pesquisa sobre o que e como os grupos sociais (porque, na verdade, não existem Moçambicanos em geral, ideal tão do agrado de certos círculos e dos seus intelectuais de serviço) avaliam a saúde social do país.
Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (9)
Nono número da série. Permaneço no segundo ponto do sumário proposto aqui. 2. Dois paradigmas de propaganda eleitoral. Deixei no número anterior duas perguntas, a saber: como se explica a grande aceitação que teve e tem um partido cujo nascimento data de 2009? A grande aceitação tem a ver com erros da campanha eleitoral da Frelimo? Confrontados com essas perguntas, nada custa fazermos uso de explicações generalizadoras e imediatas do género o povo está cansado e o povo quer mudança. Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Ditos (71)
(continua)
19 dezembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (9); Propaganda eleitoral pelo vestuário (6); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (71); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Ontem: festa do CEA da UEM
O Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, a mais antiga instituição de pesquisa do país, criada em 1976 (há 37 anos), promoveu ontem a sua festa de fim-de ano. Seguem-se algumas imagens alusivas:
Quatro reformados do centro foram homenageados. Na foto abaixo, três deles (o dr. Calisto Pacheleque não pôde estar presente), enquadrados à esquerda pelo Prof. Carlos Arnaldo (director-adjunto para a investigação) e à direita pela Prof.ª Ana Monteiro (directora-adjunta para a Administação): Professora Teresa Cruz e Silva (Catedrática), Hilário Diuty (documentalista) e eu (no que me concerne, continuo a trabalhar normalmente).
18 dezembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (9); Propaganda eleitoral pelo vestuário (6); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (71); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Cibermilitantismo e ciberpropaganda
Já vos dei a conhecer que prováveis militantes da Frelimo sob anonimato criaram páginas no Facebook de apoio às candidaturas à presidência da República de Eneas Comiche, Eduardo Mulémbwè e Luísa Diogo (aqui), procurando fazer face aos pré-candidatos apresentados pela Comissão Política do partido, designamente José Pacheco, Alberto Vaquina e Filipe Nyussi (aqui). Há momentos verifiquei que destes três últimos apenas Alberto Vaquina exibe uma página no Facebook, criada o ano passado, mas sem entradas. Ora, hoje, em qualquer parte do mundo, descurar o cibermilitantismo e a ciberpropaganda política é um erro que pode ser fatal. A história está bem mais à frente do que pensamos. A este respeito, Armando Guebuza (aqui), Afonso Dhlakama (aqui; há mais páginas sobre ele no Facebook) e Daviz Simango (aqui) aprenderam depressa. Imagem reproduzida daqui.
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