Disse-vos, anteriormente, que o comércio do ouro e do marfim trouxe problemas sociais para as comunidades do antigo Moçambique.
Bem mais grave foi o impacto do comércio de escravos, especialmente a partir da segunda metade do século XVIII. Agora não se tratava de obter uma matéria-prima de origem mineral (ouro) ou animal (marfim), mas de comprar ou de capturar aquele que tirava o ouro à terra e a presa do elefante: o homem, o próprio produtor, a matéria-prima humana. Em 1790, um escritor português observou que anualmente saíam pela costa de Moçambique quatro a cinco mil escravos.
(continua)

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