Outros elos pessoais

19 janeiro 2010

Salomão Moyana

"Magazine Independente" com data de amanhã, a conferir aqui.

2 comentários:

  1. Salomao Moyana em primeiro plano!!!

    Nao tenho adjectivos p/ este Editorial! Sensacional

    Fijamo - Quelimane

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  2. (As trivialidades ao serviço das massas...)

    "Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    De vinho tinto de sangue...(2x)
    Como beber
    Dessa bebida amarga
    Tragar a dor
    Engolir a labuta
    Mesmo calada a boca
    Resta o peito
    Silêncio na cidade
    Não se escuta
    De que me vale
    Ser filho da santa
    Melhor seria
    Ser filho da outra
    Outra realidade
    Menos morta
    Tanta mentira
    Tanta força bruta...
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    De vinho tinto de sangue...
    Como é difícil
    Acordar calado
    Se na calada da noite
    Eu me dano
    Quero lançar
    Um grito desumano
    Que é uma maneira
    De ser escutado
    Esse silêncio todo
    Me atordoa
    Atordoado
    Eu permaneço atento
    Na arquibancada
    Prá a qualquer momento
    Ver emergir
    O monstro da lagoa...
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    De vinho tinto de sangue...
    De muito gorda
    A porca já não anda
    (Cálice!)
    De muito usada
    A faca já não corta
    Como é difícil
    Pai, abrir a porta
    (Cálice!)
    Essa palavra
    Presa na garganta
    Esse pileque
    Homérico no mundo
    De que adianta
    Ter boa vontade
    Mesmo calado o peito
    Resta a cuca
    Dos bêbados
    Do centro da cidade...
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    Pai! Afasta de mim esse cálice
    De vinho tinto de sangue...
    Talvez o mundo
    Não seja pequeno
    (Cálice!)
    Nem seja a vida
    Um fato consumado
    (Cálice!)
    Quero inventar
    O meu próprio pecado
    (Cálice!)
    Quero morrer
    Do meu próprio veneno
    (Pai! Cálice!)
    Quero perder de vez
    Tua cabeça
    (Cálice!)
    Minha cabeça
    Perder teu juízo
    (Cálice!)
    Quero cheirar fumaça
    De óleo diesel
    (Cálice!)
    Me embriagar
    Até que alguém me esqueça
    (Cálice!)

    Chico Buarque e Gilberto Gil"

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