Reparem como a cabeça desta notícia do "Notícias" está escrita, parece completamente saída de um livro de Clauselitz ou de Michel de Certeau: "A rivalidade só pode ser mesmo comparada a de gato e rato. Vendedores informais de um lado e os policiais municipais, de outro, concorrendo para disputar o mesmo espaço. Ontem os que concorreram e ganharam, à força, o espaço foram os policiais. As esquinas e passeios onde os informais desenvolvem a sua actividade de vendedor ambulante estavam sem os seus habituais donos. A baixa da cidade de Maputo, particularmente na sua pontencial área comercial, ali onde se vende um pouco de tudo, havia acordado com uma forte presença policial, ambiente que se instalou e prevaleceu ao longo de todo o dia, desencorajando a acção dos informais que mesmo sabendo da medida anunciada para abandonarem a zona não perderam a oportunidade de ir ver “para crer”com os seus próprios olhos. Permaneceram horas a fio na vã tentativa de ver as autoridades largarem a baixa , o que até ao cair da tarde de ontem não chegou acontecer."Recorde aqui a guerra na Beira em 2001.
A policia nao tem que la ficar todo dia. Pega nos tipos e cadeia. Tenho muita simpatia pelos vendedores ambulantes, mas eh altura de acabar com esta deseordem em que se encontra nao so Maputo, como muitas outras cidades.
ResponderEliminarE ponto final.
Cá por mim, este é um braço de ferro que ganhará não aquele que tiver mais força mas o que for mais persistente. E sendo assim, não que goste de ver o circo pegar fogo, mas aposto que os vendedores das esquinas serão mais persistentes e tarde ou cedo retomarão as habituais esquinas e passeios.
ResponderEliminarPenso que o problema não se resolve substituindo os vendedores pela polícia municipal. Até quando os agentes da polícia farão piquete nestes locais? Não deve ter sido a primeira tentativa de “correr” com os vendedores das esquinas. Esles lá continuam. Estas campanhas funcionam apenas como tempestades que podem durar menos ou mais tempo e que podem ser menos ou mais destruidoras. Mas sempre depois da tempestade o sol espreitará.
Adaptando uma imagem de Gramsci, pode dizer-se que o comércio informal é como um sistema de trincheiras complexo: um ataque de artilharia destrói a "superestrutra externa", mas a linha defensiva mantém-se e acaba por surpreender os atacantes.
ResponderEliminarCreio que o Elton tem razão.