De acordo com um secular costume africano, os aldeãos pobres, incapazes de educar e de alimentar os seus filhos, confiavam-nos a famílias capazes de o fazer. Os pequenos vilamèbgo (=crianças confiadas a, em língua mina do Togo) executavam então tarefas caseiras. Mas hoje, sob o reino da miséria e das miragens da abundância, as tradições familiares de entre-ajuda sofreram uma profunda erosão. E, no Togo, muitos pais vendem literalmente os seus filhos. Em múltiplas redes de tráfico, sujeitas a todo o tipo de sevícias, milhares de crianças são enviadas de camião ou piroga do Togo para a Nigéria, o Gabão, o Bénin ou o Gana. Cerca de 400.000 crianças trabalham no Togo, 500.000 no Bénin.
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Luret, William, Vilamègbo, Enfants d´Afrique en esclavage. Paris: Éditions Allan Carrière, 2007.
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