Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Outros elos pessoais
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22 março 2007
A síndrome do Barão de Münchhausen em Moçambique (1)
Nas próximas horas aqui escreverei um pouco sobre algo que tem o título provocante e misterioso que estais a ler.
Algo que terá como ponto de partida o problema surgido no Ministério da Saúde com a decisão do ministro da Saúde de obrigar os médicos a trabalhar das 7:30 às 15:30 horas nos hospitais públicos do país.
O problema, afinal, consistirá, para mim, em propor algumas hipóteses que permitam, de forma sensatamente breve, compreender um período histórico em curso no nosso país, um período de transição, o guebusismo, que parece mais não ser do que a memória do samorismo enxertada no chissanismo. Para a história das imagens, o velho Marx diria que os mortos ainda falam quando a voz dos vivos quer afirmar-se.
Aguardem.
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