“Não é possível um compromisso verdadeiro com a realidade, e com
os homens concretos que nela e com ela estão, se desta realidade e
destes homens se tem uma consciência ingênua. Não é possível um
compromisso autêntico se, àquele que se julga comprometido, a
realidade se apresenta como algo dado, estático e imutável. Se este
olha e percebe a realidade enclausurada em departamentos
estanques. Se não a vê e não a capta como uma totalidade, cujas
partes se encontram em permanente interação. Daí sua ação não
pode incidir sobre as partes isoladas, pensando que assim
transforma a realidade, mas sobre a totalidade. É transformando a
totalidade que se transforma as partes e não contrário” - Freire, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro, Paz e terra, 1979, 3ª ed., p. 21.Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Outros elos pessoais
17 novembro 2011
Totalidade e partes
“Não é possível um compromisso verdadeiro com a realidade, e com
os homens concretos que nela e com ela estão, se desta realidade e
destes homens se tem uma consciência ingênua. Não é possível um
compromisso autêntico se, àquele que se julga comprometido, a
realidade se apresenta como algo dado, estático e imutável. Se este
olha e percebe a realidade enclausurada em departamentos
estanques. Se não a vê e não a capta como uma totalidade, cujas
partes se encontram em permanente interação. Daí sua ação não
pode incidir sobre as partes isoladas, pensando que assim
transforma a realidade, mas sobre a totalidade. É transformando a
totalidade que se transforma as partes e não contrário” - Freire, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro, Paz e terra, 1979, 3ª ed., p. 21.1 comentário:
Seja bem-vinda (o) ao blogue "Diário de um sociólogo"! Por favor, sugira outras maneiras de analisar os fenómenos, corrija, dê pistas, indique portais, fontes, autores, etc. Não ofenda, não insulte, não ameace, não seja obsceno, não seja grosseiro, não seja arrogante, abdique dos ataques pessoais, de atentados ao bom nome, do diz-que-diz, de acusações não provadas e de generalizações abusivas, evite a propaganda, a frivolidade e a linguagem panfletária, não se desdobre em pseudónimos, no anonimato protector e provocador, não se apoie nos "perfis indisponíveis", nas perguntas mal-intencionadas, procure absolutamente identificar-se. Recuse o "ouvi dizer que..." ou "consta-me que..."Não serão tolerados comentários do tipo "A roubou o município", "B é corrupto", "O partido A está cheio de malandros", "Esta gente só sabe roubar". Serão rejeitados comentários e textos racistas, sexistas, xenófobos, etnicistas, homófobos e de intolerância religiosa. Será absolutamente recusado todo o tipo de apelos à violência. Quem quiser respostas a comentários ou quem quiser um esclarecimento, deve identificar-se plenamente, caso contrário não responderei nem esclarecerei. Fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser, eu sou livre de recusar a publicação; e se o comentário for publicado, não significa que estou de acordo com ele. Se estiver insatisfeito, boa ideia é você criar o seu blogue. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão.
Grande texto para reflexão.
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