Em entrevista ao “Magazine Independente” de 09/11/2011, o ex-reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), padre Filipe Couto, afirmou que a decisão da UEM em abandonar o modelo curricular de Bolonha introduzido no seu reinado tem a ver com “certos desejos externos” (pp.4-5). Por outras palavras, a direcçcão da UEM não tem vida própria. Por outro lado, segundo o “Canal de Moçambique”, a vice-ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Ana Chichava, acusou as organizações da sociedade civil que se opuseram à emissão directa de fumos da Mozal de servirem “agendas externas”. Por outras palavras, as organizações acusadas não têm vida própria. A nossa história está cheia de casos deste tipo de imputação “causal” cómoda, do recurso à diabólica mão externa, como regularmente tenho mostrado neste diário.Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Outros elos pessoais
10 novembro 2011
A diabólica mão externa
Em entrevista ao “Magazine Independente” de 09/11/2011, o ex-reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), padre Filipe Couto, afirmou que a decisão da UEM em abandonar o modelo curricular de Bolonha introduzido no seu reinado tem a ver com “certos desejos externos” (pp.4-5). Por outras palavras, a direcçcão da UEM não tem vida própria. Por outro lado, segundo o “Canal de Moçambique”, a vice-ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Ana Chichava, acusou as organizações da sociedade civil que se opuseram à emissão directa de fumos da Mozal de servirem “agendas externas”. Por outras palavras, as organizações acusadas não têm vida própria. A nossa história está cheia de casos deste tipo de imputação “causal” cómoda, do recurso à diabólica mão externa, como regularmente tenho mostrado neste diário.5 comentários:
Seja bem-vinda (o) ao blogue "Diário de um sociólogo"! Por favor, sugira outras maneiras de analisar os fenómenos, corrija, dê pistas, indique portais, fontes, autores, etc. Não ofenda, não insulte, não ameace, não seja obsceno, não seja grosseiro, não seja arrogante, abdique dos ataques pessoais, de atentados ao bom nome, do diz-que-diz, de acusações não provadas e de generalizações abusivas, evite a propaganda, a frivolidade e a linguagem panfletária, não se desdobre em pseudónimos, no anonimato protector e provocador, não se apoie nos "perfis indisponíveis", nas perguntas mal-intencionadas, procure absolutamente identificar-se. Recuse o "ouvi dizer que..." ou "consta-me que..."Não serão tolerados comentários do tipo "A roubou o município", "B é corrupto", "O partido A está cheio de malandros", "Esta gente só sabe roubar". Serão rejeitados comentários e textos racistas, sexistas, xenófobos, etnicistas, homófobos e de intolerância religiosa. Será absolutamente recusado todo o tipo de apelos à violência. Quem quiser respostas a comentários ou quem quiser um esclarecimento, deve identificar-se plenamente, caso contrário não responderei nem esclarecerei. Fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser, eu sou livre de recusar a publicação; e se o comentário for publicado, não significa que estou de acordo com ele. Se estiver insatisfeito, boa ideia é você criar o seu blogue. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão.
Ora aqui está, o problema incomoda logo arranja-se um bode expiatório.
ResponderEliminarTambém se escreveu o mesmo dos desmobilizados de guerra.
ResponderEliminarSe nao fosse o habito que os nossos quadros tem de receber "ordens" do exterior, este tipo de comentario simplesmente nao existiria. Ha muito imitadores por ai. E verdade. Mas nem todas as imitacoes sao as mesmas imitacoes. E muito menos, externas imitacoes...
ResponderEliminarQuando os dirigentes não tem argumentos recorrem a mão externa.
ResponderEliminarAinda me admira o facto de estas medidas que têm implicações para muita gente, para os que estao a ser formados e para os que esperam por estes formados, que têm implicações financeiras importantes serem tomadas sem estudos prévios... Isto me parece mais grave quando as coisas são feitas em Universidades. Isso sim, nao dá para perceber... Mas aqui tudo é possivel...
ResponderEliminarManuel