Outros elos pessoais

07 agosto 2011

Famílias da nomenklatura e as sociedades com empresas públicas

"As famílias, Guebuza e Machel, nas suas esferas empresariais, estão ligadas a três empresas públicas, nomeadamente aos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Electricidade de Moçambique (EDM) e a Petróleos de Moçambique (Petromoc). E têm negócios chorudos entre si, a partir de concessões do Estado." - cabeçalho de um trabalho com o título em epígrafe, da autoria do jornalista Luís Nhachote, publicado no "Canal de Moçambique", edição de 03/08/2011, pp. 4-5, com chamada na primeira página intitulada "Os negócios das famílias Guebuza e Machel". Aqui. Recorde trabalhos do autor neste diário aqui, aqui e aqui.

8 comentários:

  1. Ora aqui está para onde aponta a bússola.

    ResponderEliminar
  2. Agora compreendo várias coisas...

    ResponderEliminar
  3. Eu já previa que este texto de Luís Nhachote teria muitas lucubrações e revelações. Os meus parabéns.

    Agora me pergunto, perante tudo isto, é isto que fazem aos ideais de Samora Machel?

    Eu oiço todos os dias na RM trechos dos discursos de Samora Machel, parece-me que o paladino da independência nacional não compactuava, fosse por que motivo fosse, este tipo de negociatas, influência, compadrio. Eis a razão porque admiro Samora Machel.

    Não estarão, estes rebentos do viveiro das políticas de Samora Machel, a destruir um organismo que se pretendeu justo, social, igualitário, solidário?

    Certa vez perguntei ao Prof. Silvério Rocha (perdoe-me a referência pela segunda vez neste diário desta figura que para mim é dos maiores pensadores portugueses da nossa contemporaneidade)o por que de certos governos não preservarem as conquistas da independência, metendo-se, os herdeiros dos dirigentes em situações que comprometem os Estados, respondeu-me:

    "Todo o sistema é contra seu próprio organismo".

    Ficou tudo dito.

    Zicomo

    ResponderEliminar
  4. Estado é passaporte empresarial.

    ResponderEliminar
  5. Mas entao, Graca Machel, nao e a figura mais desejada para suceder a Guebuza (inclusive numa sondagem deste blogue) no proximo concilio de Cabo Delgado? Tal como na velha tradicao marxista, a renovacao da governacao em Mocambique, faz-se sempre pela continuidade. E nem percebo a "aparente" surpresa de alguns comentadores...

    ResponderEliminar
  6. Sobre a visita do PR á China, aprecie-se esta passagem do Notícias, de 08/08/2011, pag.2: Protogonismo na Cooperação já pertence aos privados:

    Embaixador da China em Moçambique: "...Como exemplo desta forte intervenção do nosso sector privado em Moçambique, a empresa StarTimes é de capital misto sino-moçambicano, e a sua área é de divulgação da televisão digital, uma área que é totalmente nova na nossa história de cooperação ..."

    Pois bem, quem é o parceiro Moçambicano no MONOPOLIO da TV digital ? Nada mais nada menos que Valentina Guebuza.

    Tal como aconteceu com na ida à India (com a Tata), também na ida à china Guebuza vai negociar coisas do seu DNA.

    ResponderEliminar
  7. Não se esqueçam da Sociedade Turística CFM, S.A., que surgiu logo após o Conselho de Ministros ter criado a reserva do Estado relacionada com o porto de Techobanine... haja ou não haja porto, todo o espaço, (inclusivé o que constitui área ambientalmente protegida), do nosso extremo sul está nas mãos da Família Real...

    ResponderEliminar
  8. Pois, e nos, para alem de reclamar, o que fazemos para mudar isso?

    Estamos a falar de menos de 100 pessoas. Mas nos somos 20 milhoes habitantes!

    Entao, qual e a MAKA?!

    ResponderEliminar

Seja bem-vinda (o) ao blogue "Diário de um sociólogo"! Por favor, sugira outras maneiras de analisar os fenómenos, corrija, dê pistas, indique portais, fontes, autores, etc. Não ofenda, não insulte, não ameace, não seja obsceno, não seja grosseiro, não seja arrogante, abdique dos ataques pessoais, de atentados ao bom nome, do diz-que-diz, de acusações não provadas e de generalizações abusivas, evite a propaganda, a frivolidade e a linguagem panfletária, não se desdobre em pseudónimos, no anonimato protector e provocador, não se apoie nos "perfis indisponíveis", nas perguntas mal-intencionadas, procure absolutamente identificar-se. Recuse o "ouvi dizer que..." ou "consta-me que..."Não serão tolerados comentários do tipo "A roubou o município", "B é corrupto", "O partido A está cheio de malandros", "Esta gente só sabe roubar". Serão rejeitados comentários e textos racistas, sexistas, xenófobos, etnicistas, homófobos e de intolerância religiosa. Será absolutamente recusado todo o tipo de apelos à violência. Quem quiser respostas a comentários ou quem quiser um esclarecimento, deve identificar-se plenamente, caso contrário não responderei nem esclarecerei. Fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser, eu sou livre de recusar a publicação; e se o comentário for publicado, não significa que estou de acordo com ele. Se estiver insatisfeito, boa ideia é você criar o seu blogue. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão.