Um exercício pleno de cesarismo.
Talvez para essa e outras circunstâncias não seja má ideia retomar o que, um dia, escreveu Antonio Gramsci sobre o cesarismo. A minha ideia é a de aprofundar o conceito, tomando em conta o "homem colectivo" e o Estado.
O cesarismo tem sempre a ver com decisões imediatas, arbitrárias, digamos que instintivas. O seu meio é, regra geral, exterior às instituições, à normalidade legal.
Proponho três coisas:
1. O cesarismo não requer caudilhos militares. O césar da actualidade, o neo-césar pode habitar o corpo de um líder vestido de democrata.
2. O cesarismo é tão mais forte e recorrente quanto mais fraca for a estrutura institucional de um país e mais reverentes, acríticas e temerosas forem as pessoas ante poderes e chefes.
3. Todos os partidos políticos têm doses mais ou menos fortes de cesarismo.

Esse senhor deve pensar que está num quartel.
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