Escrevi no número inaugural que as revoltas no norte de África e no Médio Oriente criaram quatro precedentes, que os governos do dia, especialmente os que dependem da ajuda externa, deverão doravante ter em conta. Os quatro precedentes são os seguintes: (1) Respeito pelas necessidades populares, (2) Cuidado no tratamento das manifestações populares, (3) Transparência na gestão do Estado e (4) Especial atenção aos processos de gestão win-win.
Sobre o primeiro precedente: a magnitude e a extensão das revoltas populares foram e continuam a ser tão grandes em sua unidade e em sua diversidade, que se tornaram um modelo, um êmbolo, um motivo para revoltas em vários países do mundo. O efeito de borboleta é possante e o bater de asas sociais em Tunes ou no Cairro está, já, a repercutir globalmente. Isso significa que os governos do dia deverão estar em permanência capazes de servir os seus povos, deverão saber em permanência ganhar legitimidade e aderência.
Sobre o primeiro precedente: a magnitude e a extensão das revoltas populares foram e continuam a ser tão grandes em sua unidade e em sua diversidade, que se tornaram um modelo, um êmbolo, um motivo para revoltas em vários países do mundo. O efeito de borboleta é possante e o bater de asas sociais em Tunes ou no Cairro está, já, a repercutir globalmente. Isso significa que os governos do dia deverão estar em permanência capazes de servir os seus povos, deverão saber em permanência ganhar legitimidade e aderência.
(continua)
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