Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Outros elos pessoais
29 agosto 2010
Dossier (1)
2 comentários:
Seja bem-vinda (o) ao blogue "Diário de um sociólogo"! Por favor, sugira outras maneiras de analisar os fenómenos, corrija, dê pistas, indique portais, fontes, autores, etc. Não ofenda, não insulte, não ameace, não seja obsceno, não seja grosseiro, não seja arrogante, abdique dos ataques pessoais, de atentados ao bom nome, do diz-que-diz, de acusações não provadas e de generalizações abusivas, evite a propaganda, a frivolidade e a linguagem panfletária, não se desdobre em pseudónimos, no anonimato protector e provocador, não se apoie nos "perfis indisponíveis", nas perguntas mal-intencionadas, procure absolutamente identificar-se. Recuse o "ouvi dizer que..." ou "consta-me que..."Não serão tolerados comentários do tipo "A roubou o município", "B é corrupto", "O partido A está cheio de malandros", "Esta gente só sabe roubar". Serão rejeitados comentários e textos racistas, sexistas, xenófobos, etnicistas, homófobos e de intolerância religiosa. Será absolutamente recusado todo o tipo de apelos à violência. Quem quiser respostas a comentários ou quem quiser um esclarecimento, deve identificar-se plenamente, caso contrário não responderei nem esclarecerei. Fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser, eu sou livre de recusar a publicação; e se o comentário for publicado, não significa que estou de acordo com ele. Se estiver insatisfeito, boa ideia é você criar o seu blogue. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão.
I. Senhor Paúnde haja vergonha e respeito pelo povo. Referindo-se ao comportamento de alguns políticos, o professor J. H. Saraiva disse que "no mundo há gente a crescer para baixo".
ResponderEliminarO argumento de Paúnde é enfadonho, dão para rir se não chorar. Espero que os organismos internacionais da qual Moçambique é consigntário tomem medidas imediatas, porquanto as nossas instituições de justiça não funcionam. As medidas tem efeito de um embargo, retirada da organizaçÃo, etc. etc.
II. Agora vamos as igrejas. Mais uma vez Machel tinha razão ao mandar fechar algumas delas. Chamaram-lhe de louco, tolo, ditador, etc. Afinal o homem era mesmo iluminado. Onde é que chegamos! Meu pai não gostava nada da Frelimo nem a Frelimo dele, mas nunca escondeu a sua admiração por Samora. Samora se foi, a moral também. Povo para aquela gente é um saco de batata podre. Ninguém tem respeito pela coisa pública.
Karim, o que é que o islão diz sobre isso? Sobre a corrupção nas igrejas?
Zicomo
Para terminar:
ResponderEliminarTenho dificuldades em conseguir a Lei dos Museus Moçambicano (que tiver é favor de ma envier para (viriatodias@hotmail.com), o que tenho é a Lei Quadro Português que pode ser "baixado" na Internet ou comprado nas livrarias.
O Sr. Paúnde afirma nesta entrevista que as fardas, armas, carro e outros objectos são pertenças da Frelimo (?). Vamos admitir loucamente que sim. Que as leve para a sede do seu partido. Mas não levem consigo o Museu da Revolução porque este pertence ao Estado.
Voltamos a Lei Quadro.
Por exemplo, a Lei Quadro Português (que não deve ser muito diferente da nossa, até porque a maioria das lei é "copy paste" das Lei portuguesas) diz no Capítulo II, Secção III do artigo 13° da "Incorporação" que, a incorporação de bens num museu pode ser feita de várias formas, entre elas: compra, doaçao, legado, herança, recolha, achado, transferencia, permuta, afectação permanente, preferência, dação em pagamento", etc.
É provável que a entrada no Museu da Revolução desses objectos alegadamente pertecentes à Frelimo tenha sido efectuados por uma das vias acima apresentadas. Ora, se o Sr. Paúnde quer de volta o espólio do seu partido pode levar de volta (passa a repetição). Insisto: que leve tudo, mas não pode levar / usurpar um Museu que é propriedade do Estado. Não faz sentido.
Enfim, não compreendo como isso é possível. Estou há dois dias a recuperar materias, artigos, etc., caso algum é similar ao nosso. Mesmo no México, no Iraque onde os Governos transferem o espaço de um museu para o outro, não hé meória de um museu estatal ter sido comprado por um partido político. A QUEM A Frelimo VAI PAGAR ESSE DINHEIRO PELA COMPRA DO MUSEU? Estou chocado.
E nem vou terminar com o habitual "zicomo" para deixar expresso o meu descontentamento.