
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.

Seja bem-vinda (o) ao blogue "Diário de um sociólogo"! Por favor, sugira outras maneiras de analisar os fenómenos, corrija, dê pistas, indique portais, fontes, autores, etc. Não ofenda, não insulte, não ameace, não seja obsceno, não seja grosseiro, não seja arrogante, abdique dos ataques pessoais, de atentados ao bom nome, do diz-que-diz, de acusações não provadas e de generalizações abusivas, evite a propaganda, a frivolidade e a linguagem panfletária, não se desdobre em pseudónimos, no anonimato protector e provocador, não se apoie nos "perfis indisponíveis", nas perguntas mal-intencionadas, procure absolutamente identificar-se. Recuse o "ouvi dizer que..." ou "consta-me que..."Não serão tolerados comentários do tipo "A roubou o município", "B é corrupto", "O partido A está cheio de malandros", "Esta gente só sabe roubar". Serão rejeitados comentários e textos racistas, sexistas, xenófobos, etnicistas, homófobos e de intolerância religiosa. Será absolutamente recusado todo o tipo de apelos à violência. Quem quiser respostas a comentários ou quem quiser um esclarecimento, deve identificar-se plenamente, caso contrário não responderei nem esclarecerei. Fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser, eu sou livre de recusar a publicação; e se o comentário for publicado, não significa que estou de acordo com ele. Se estiver insatisfeito, boa ideia é você criar o seu blogue. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão.
Já aqui me referi há meses, que o Estado não terá, num futuro muito breve, como absorver o exército de doutores que algumas das nossas universidades – “universidades cogumelos” anda por ai a formar.
ResponderEliminarSemestralmente houve-se dizer que mais uma universidade foi fecunda, para meia dúzia de meses ouvir dizer que a mesma universidade deu parto 600 a 1000 graduados (doutores). Nos meus tempos de primária e secundária, modesta à parte, tinha-se em grande conta à inclinação dos estudantes e as necessidades do país.
EraM princípios fundamentais, daí que Tete nunca esteve tão refém de quadros, com excepção da área da saúde em que era preciso ir a Maputo aprender a disparar (em Matalane) e só depois tirar o demorado curso de medicina.
O valor humano era algo a ter em conta. A universidade tínhamos em casa e na escola primária com os professores. Quem passou pela Marien Ngouabi nas décadas 80 e 90 que me ajuda a confirmar este débito. Actualmente o diploma é que faz o homem e não o contrário.
Hoje já não temos artesãos para ornamentar edifícios, para confeccionar objectos artesanais como o chapéu, o cesto, a peneira, panela, esteira, bilha, pote, etc.
Tudo o diploma levou. O diploma, ao invés de funcionar como passaporte para afirmação do talento, acaba por matar o artista. Onde andam os nossos artistas? É sinónimo de pobreza ser-se artista. Ninguém olha para este aspecto.
Mesmo as universidades que andam por ai, das áreas artes, não têm focalizado a sua atenção no aspecto humano, razão pela qual o sucesso delas se reduz nos números de diplomas e não nas obras. Resultado: está tudo a cair de pobre.
Penso que o nosso governo devia repensar seriamente na questão de fazer nascer prematuramente tantas universidades sem o mínimo de condições. ISTO DE ESCOLAS, DISSE O PROFESSOR JOSÉ HERMANO SARAIVA, NÃO BASTA OS EDIFÍCOS, O FUNDAMENTAL SÃO OS PROFESSORES.
Moçambique não tardará muito em atingir os problemas de Portugal. Onde é que o governo vai colocar os senhores doutores das “universidades cogumelos”? Será que estes asseguram o desenvolvimento do país? A verdade manda dizer que teremos um país dividido em quatro partes: uma parte ínfima de elites, a outra da classe média dependente do partido Frelimo; depois vamos encontrar uma geração da viragem que andará sempre a virar sem eira nem beira, e finalmente, o grosso modo de primatas que, sem ter o básico, querem chegar às universidades. ESTEVE BEM O GOVERNO DO CONGO.
Zicomo