
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Outros elos pessoais
07 julho 2010
3 comentários:
Seja bem-vinda (o) ao blogue "Diário de um sociólogo"! Por favor, sugira outras maneiras de analisar os fenómenos, corrija, dê pistas, indique portais, fontes, autores, etc. Não ofenda, não insulte, não ameace, não seja obsceno, não seja grosseiro, não seja arrogante, abdique dos ataques pessoais, de atentados ao bom nome, do diz-que-diz, de acusações não provadas e de generalizações abusivas, evite a propaganda, a frivolidade e a linguagem panfletária, não se desdobre em pseudónimos, no anonimato protector e provocador, não se apoie nos "perfis indisponíveis", nas perguntas mal-intencionadas, procure absolutamente identificar-se. Recuse o "ouvi dizer que..." ou "consta-me que..."Não serão tolerados comentários do tipo "A roubou o município", "B é corrupto", "O partido A está cheio de malandros", "Esta gente só sabe roubar". Serão rejeitados comentários e textos racistas, sexistas, xenófobos, etnicistas, homófobos e de intolerância religiosa. Será absolutamente recusado todo o tipo de apelos à violência. Quem quiser respostas a comentários ou quem quiser um esclarecimento, deve identificar-se plenamente, caso contrário não responderei nem esclarecerei. Fixe as regras do jogo: se você é livre de escrever o que quiser e quando quiser, eu sou livre de recusar a publicação; e se o comentário for publicado, não significa que estou de acordo com ele. Se estiver insatisfeito, boa ideia é você criar o seu blogue. Democraticamente: muito obrigado pela compreensão.
Essa riqueza é mal aproveitada.
ResponderEliminarAté hoje ainda não percebo porque é que Tete, com tanto gado bovino e caprino, não haja indústria que confecciona queijo, leite e outros derivados.
Que na Zambézia a poulaçao priva-se do consumo de oléo. Para quê serve tantos pomares? Para fazer estatistica?
Para o ingles ver? Para o portugues dançar, os sul-africanos bater palmas? E os moçambicanos morrer a fome? Nunca conseguimos conjugar os esforços para juntar o util ao agradave. Este é o problema maior de Moçambique e de Africa.
Claro, os “indomaveis” apercebendo-se dessa fragilidade, dessa desuniao, desse labirinto de consciencia, não se fazem rogar, aplicam a lei do mais forte.
Hoje tudo foi vendido ao capitalismo, até a alma das pessoas. Um pacato cidadao não moçambicano não tem onde ir queixar-se perante as injustiças. Se eu conhecesse o caminho onde jazz Samora e os homens bons, ia amanha mesmo queixar-me.
Uma vez perguntei a um amigo historiador se a Africa não tinha capacidade para liderar as tecnologias. A resposta desse amigo foi mais ou menos a seguinte: “Oh Muna, Africa pode sim liderar. Voces tem a vantagem de serem muitos como os asiaticos, o maior problema é que a maioria nunca se entende, os pobres nunca se entendem.”
Fiquei intrigado com a resposta.
Termino com o som de Samangwana...musica que dedico ao meu chamuale Karim.
Zicomo
Gostei da parte que diz:
ResponderEliminar"Mas douto uma esmola a um homem que é são,
Ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadao"
Manuel Lobo
Vozes da Seca – Luis Gonzaga
Composicao: Luiz Gonzaga e Zé Dantas
Seu doutô os nordestino tem muita gratidao
Pelo auxilio dos sulista nesta seca do sertão
Mas douto uma esmola a um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadao
É por isso que pidimo protecao a vosmice
Home pur nois escuido para as redeas do pudê
Pois douto dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
De servico a nosso povo, encha os rios de barrage
Dê cumida a preço bom, não se esqueça da açudage
Livre assim nois da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
Se o douto fizer assim, salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vir, que riqueza pra nação!
Nunca mais nois pensa em seca, vai dá tudo nesse chao
Como ve nosso distino merce tem nas vossa mãos.
Obrigado pela dedicatoria Mano Viriato,
ResponderEliminarAcredito que havemos de juntar o util ao agradavel,
Vamos conseguir com certeza, so um pouquinho mais de esforco, e chegamos la.
Estamos quase quase, os "empresarios de sucesso" e a "oposicao construtiva", assim como os "retumbadores" vao conceder espaco pra nos entendermos.
Estou muito esperancado.