16 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [16]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Os problemas apresentados concorrem de forma decisiva para que a opinião pública do nosso país, em particular ao nível da imprensa escrita, seja sistematicamente determinada por um coro de vozes que tem o passado como referência positiva, designadamente o passado colonial. De que maneira opera essa determinação? O que, basicamente, se escreve e se diz - não poucas vezes com mal camuflada nostalgia - é que no passado colonial aprendia-se, os alunos aprendiam verdadeiramente a ler e a escrever, os professores eram bem formados e competentes e as passagens de classe eram rigorosas. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

15 julho 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1227, de 14/07/2017, disponível na íntegra aqui.

14 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique [2]

Número inaugural aqui. Os três manuais colocados à disposição pública nesta série [gentilmente enviados por um leitor deste diário, o PC] mostram uma face pouco conhecida, a da paixão, do rigor e do conhecimento investidos para pôr em movimento a urbanização rural e, por essa via, melhorar grandemente a vida dos camponeses. Confira o segundo manual aqui.
Sugestão: leia a tese de doutoramento do Professor Manuel de Araújo sobre aldeias comunais neste ficheiro pdf aqui. Para uma recensão dessa obra, baixe este outro ficheiro pdf aqui.

13 julho 2017

A síndrome do mylove [10]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Observei no número anterior que temos de perguntar por que razão tantas pessoas usam diariamente o mylove. Quando interrogadas sobre por que viajam em condições tão incómodas e ofensivas, as e os utentes dos ourloves respondem com frases do seguinte tipo: que fazer? É o que há para chegarmos ao serviço. Pobre não reclama. Não vale a pena reclamar. Governo não dá carros melhores. [foto reproduzida daqui].

Áreas onde os animais estão em vias de extinção

Confira aqui. Especial agradecimento ao PC pelo envio da referência. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

12 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique [1]

Em alguns círculos, as aldeias comunais surgidas em Moçambique foram unicamente vistas como exercício autoritário socialista. Mas esta série nada tem a ver com esse prisma. Os três manuais que se seguem na série [gentilmente enviados por um leitor deste diário, o PC] mostram uma face pouco conhecida, a da paixão, do rigor e do conhecimento investidos para pôr em movimento a urbanização rural e, por essa via, melhorar grandemente a vida dos camponeses. Confira o primeiro manual aqui.
Sugestão: leia a tese de doutoramento do Professor Manuel de Araújo sobre aldeias comunais neste ficheiro pdf aqui. Para uma recensão dessa obra, baixe este outro ficheiro pdf aqui.

11 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [15]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Especialmente tendo em conta os níveis primário e secundário, as concepções apresentadas no número anterior são produzidas e reproduzidas a partir de pelo menos cinco fenómenos frequentemente referidos pela imprensa: (1) aulas ao relento debaixo de árvores, (2) edifícios em más condições de conservação, (3) professores mal pagos, (4) salários em atraso constante em certas províncias e (5) pequena corrupção.  [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

10 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique

Amplie as imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato.

O que são ensino e educação de qualidade?

Está constituída a equipa que vai trabalhar em mais um tema-pergunta da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora intitulado "O que são ensino e educação de qualidade?", a saber: Valda Colares do Brasil, Jorge Ferrão de Moçambique e, de Portugal, Maria Helena Santos e Desidério Murcho.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1226 de 07/07/2017, aqui.

09 julho 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

Uma página de ironia no Faísca

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

08 julho 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1226, de 07/07/2017, disponível na íntegra aqui.

07 julho 2017

Já disponíveis

Capas de três novos livros da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", já disponíveis em Maputo. Sinopses aqui, aqui e aqui. [Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

06 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [14]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Vejamos, agora, representações tradicionais sobre ensino e sua qualidade. Através dos jornais e do bula-bula de esquina, podemos aperceber-nos de algumas crenças fortes e recorrentes no comum de nós. Na verdade, a imprensa e o bula-bula de esquina estão cheios de imagens persistentes do género: a qualidade do ensino é má, as crianças não sabem ler, mesmo os estudantes universitários mal sabem ler, temos de tornar o ensino mais prático, os estudos universitários são muito teóricos, etc.  [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

05 julho 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

A síndrome do mylove [9]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Perguntei no número anterior se os ourloves - mera versão para pior dos chapas - cumprem uma função social, fornecendo bem-estar e segurança aos passageiros. A resposta é absolutamente negativa. Se não cumprem, temos de perguntar por que razão tantas pessoas os usam diariamente [foto reproduzida daqui].

04 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [13]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aquiMas não só, há ainda uma outra, subtil coisa. A subtil coisa diz respeito à concepção instrumental e técnica dos cursos. O que quero dizer com isso? Quero dizer que a ideia fundamental consiste em desteorizar os cursos, em torná-los menos cerebrais, mais práticos, mais primeiros-socorros, menos politizados. Isso, com dois níveis: o nível político imediato, destinado a transformar o ensino em mero conhecimento, em mera aquisição de conhecimento, nulamente problematizador; o nível dos interesses do Capital, destinado a reduzir a temporalidade dos cursos e, portanto, o tempo de presença nos estabelecimentos. A declaração de Bolonha é disso um exemplo perfeito ao nível do ensino superior e do que chamo cursos macdonald.  [foto reproduzida com a devida vénia daqui]