Outros elos pessoais

07 julho 2010

O vendedor de garrafões de plástico




O atarefado e carregado jovem das imagens - por mim ontem fotografado na cidade de Maputo - é apenas um dos muitos que tem no comércio de garrafões de plástico de água mineral a base do seu sustento, no caso vertente garrafões vazios de cinco litros. O circuito inclui empregados domésticos e guardas privados, que podem vender os garrafões por três meticais cada um. A segunda fase consiste, por exemplo, na venda de cada garrafão por cinco meticais a uma mamana dos dumba nengues ou das barracas. Na terceira fase, a mamana vende-o com óleo ou petróleo. Acresce que o lixo da cidade de Maputo é cada vez mais sujeito a uma busca e a uma inspecção minuciosa por parte dos catadores, em busca do que comer e vender. Se quiser ampliar as imagens, é só clicar sobre elas com o lado esquerdo do rato.

2 comentários:

  1. Muito interessante Prof. De facto a necessidade e dificuldade, ensina-nos que tudo tem utilidade. Imagine, quanto o proprietário(a) de um restaurante, loja, barraca, gestores de instituições públicas, donas de casa, poderia ganhar com sobras, e não restos como se têm dito, dos produtos, utensílios de suas actividades, em vez de atirados ao lixo, fossem reciclados ou dericionados para outras actividades? A bola está do nosso lado enquanto sociedade, pois, temos de edcucar as crianças a fazerem a gestsão das sobras, pois assim param além do meio ambiente, também sairemos vencoderes enquanto humanidade.

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  2. Aqui temos mais um caso de empreendederismo nacional.

    Aqui temos um daqueles casos em que os 7 milhoes se aplicariam muito bem naqueles que estao disposto a fazer a diferença.

    Fazer a diferença deve ser o lema. Usar garrafas utilizadas para promover um negócio rentável ao país e ao vendedor em particular é o que muitos ocisos deveriam fazer.

    Isto é que se chama empreendedorismo nacional. Não é corrermos para construirmos coisas tao altas para durar meia dúzia de meses. Eu gostei da postagem.

    A ideia desse jovem alegrou-me. Aqui fica o meu reconhecimento. Fazer arte é isso mesmo, é materializar o olhar e colocar as ideias em prática. A vergonha não alimenta o estomago.

    Um parte.

    Ha dias perguntei a professor da Universidade de Evora qual era o papel de um cidadao? Ele respondeu-me mais ou menos o seguinte:

    "temos que procurar ser todos sociologos, sem deixar de lado as suas formaçoes iniciais." Perguntei-lhe porquê? Respondeu-me "Para fazermos comparaçoes e diagnosticarmos o social. Um sociologo é um excelente clinico." Rematou. E eu atorizo-me a acrescentar "Um sociologo é a lampada no escuro."

    ZICOMO

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