
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
Outros elos pessoais
14 janeiro 2009
Cuereneia: crise financeira vai afectar-nos fortemente

7 comentários:
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Professor,
ResponderEliminarA crise não só nos vai afectar como já nos afectou, eu trabalho numa multinacional, uma das maiores de moçambique. As politicas de racionalização de custos são desenhadas a nível central onde a crise é mais acentuada mas devem ser adoptadas por todas as empresas do grupo espalhadas pelo mundo inteiro, mesmo que a crise ainda não se faça sentir. Resultado: já iniciaram os despedimentos, o bonus de fim de ano foi reduzido, os custos operacionais idem...
E mais, isto vai afectar as empresas que gravitam em volta, e que dependiam das grandes empresas para sobreviver, e as outras mais pequenas que dependiam das que dependiam assim sucessivamente, sem esquecer que parte do OGE depende de impostos.
Parafraseando Edson Macuacua “temos que apertar o cinto”
Os grandes projectos raramente trazem desenvolvimento, baseiam-se exclusivamente em questões de natureza política, mão de obra barata e proximidade de matérias primas. Quando os factores que as levaram a instalar-se se alteram simplesmente vão embora. E não deixam mais valias pois na maioria dos casos a especialização dos técnicos locais não irá encontrar mercado de trabalo.
ResponderEliminarA aposta em Moçambique deveria ser a pequena e média industria agilizada e sem grandes estruturas accionistas que não permitam o mero lucro de dividendos. Mesmo que o mercado não seja dirigido à exportação este tipo de industria proporciona empregos mais estáveis e um maior rendimento das famílias com o consequente aumento do poder aquisitivo, E o efeito bola-de-neve positivo é visivel e gera desenvolveimento. A lesgislação moçambicana infelizmente é demasiado fechada ao investimento estrangeiro na pequena/média industria e mesmo no comércio. Muitos dos possiveis investidores desistem após uma prospecção do mercado devido à burocracia, à falta de mão de obra motivada e especializada e aos subornos que têm de pagar para agilizar o processo. Deviamos atrair quer com incentivos fiscais quer com maior facilidade na contratação de estrangeiros (mesmo que limitando temporalmente) técnicos que nos poderiam dar aquilo que o nosso ensino se esqueceu: formação.
E investir fortemente no turismo, abrindo os céus de Moçambique e tornando urgentemente os aeroportos do norte de Moçambique em aeroportos internacionais, que nos aproximassem mais dos países com maior número de turistas. Covenhamos que 11 horas no mínimo de viagem entre a Europa e Maputo é demasiado para turistas. Os voos directos a Pembra, por exemplo, sempre seriam mais atraentes.
O thinktank britanico ODI lançou um estudo dizendo que Moçambique -- tal como outros países africanos com setor financeiro é dominado por bancos estrangeiros e investimento direto do estrangeiro -- é capaz de ser abalado mais fortemente que alguns vizinhos.
ResponderEliminarCitando
"Ghana, Mali, Mozambique and Tanzania are more at risk than the other countries considered since they have a significant share of foreign owned banks and their economies strongly rely on foreign direct investment."
http://www.odi.org.uk/resources/details.asp?id=2612&title=global-financial-crisis-will-successful-african-countries-be-affected
Eu pessoalmente acho que os grandes projectos trazem desenvolvimento. Creio que eles trazem:
ResponderEliminarInvestimento externo e interno,
Confiança no mercado,
Conhecimento e formação,
Ajudam a desenvolver pequenas e médias empresas (quem vai para a Mozal por exemplo pode ver isso, pequenas empresas de aluminio e não só que crescem à volta. E com todas elas mais emprego e mais dinheiro a circular.
Não é um mau exemplo que estraga todo sistema ou um processo. Há exemplos maus de grandes investimentos.
Creio que isto não invalida o facto de ser necessário dar mais apoio (não apenas financeiro, muito mais apoio em legislação, combate à corrupção, facilitação de créditos, juros mais baratos, redução de impostos para pequenos investidores principiantes, etc...) ás medias e pequenas empresas e apoiar o investimento interno. Creio que tudo isto se complementa.
Não devemos ir apenas por um caminho. Creio que diversificando ficamos mais fortes (nem tanto ao mar, nem tanto à terra)... A razão creio que está no bom meio termo (o dificil é encontrá-lo).
E não nos esqueçamos que o mundo está, neste momento a passar por uma crise que nos vai exigir a todos muito mais... sobretudo inovação e espírito de luta.
Um abraço
Haja Deus que já se começa a reconhecer, a nível político, que a crise vai chegar a Moçambique, depois de uns meses de optimismo injustificado. Agora está na hora de definir a estratégia para sobreviver à crise. Talvez reforçando a integração económica regional e contando menos com o investimento europeu, americano ou mesmo chinês. E mais, contar com a provável redução da doação internacional. Sempre com o objectivo de não deixar os mais desfavorecidos ainda mais pobres.
ResponderEliminarPaula
Haja coerencia! A Primeira Ministra de Mocambique, afirmou de boca cheia, e nos registamos, que a crise nao afectaria Mocambique! Na altura ri-me de tristeza! Agora aparece o Primeiro-Ministro Sombra, Aiuba Cuaraneia, a dizer o oposto! Nao sei se agora me devo rir de alegria! O que e que o meu amigo Porta Voz do Governo diz?
ResponderEliminarAte breve,
Manuel de Araujo
O teu amigo vai dizer que o Estado da Nacao esta bom
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