O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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20 julho 2017

35.º livro: O que é mudança climática?

Entreguei ontem à Escolar Editora os textos do 35.º livro da colecção Cadernos de Ciências Sociais, intitulado "O que é mudança climática?", com autoria (pela ordem de entrada na foto abaixo) da geógrafa portuguesa Ana Monteiro, do médico moçambicano Mohsin Sidat, do cientista social brasileiro Thales de Andrade e do jurista e activista ambiental moçambicano Carlos Serra.

Ensino: qualidade e assiduidade [18]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Quais são os factores mais sistematicamente invocados para explicar o que se chama má qualidade do ensino? São especialmente os seguintes, tendo em conta o ensino primário e secundário das escolas públicas: ausência de vocação para o professorado, formação deficiente dos professores, excessiva carga horária docente, baixos salários, corrupção. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

19 julho 2017

A síndrome do mylove [11]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Observei no número anterior que quando interrogadas sobre por que viajam em condições tão incómodas e ofensivas, as e os utentes dos ourloves respondem com frases do seguinte tipo: que fazer? É o que há para chegarmos ao serviço. Pobre não reclama. Não vale a pena reclamar. Governo não dá carros melhores. Sem dúvida que esse tipo de respostas tem muito de realidade. Mas, fazendo também parte dessa realidade, habita a síndrome do mylove. Em que consiste? [foto reproduzida daqui].

18 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [17]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  O passado valorizado é extraído da história e congelado num postulado acrítico e primordial. Não importa colocar-se a hipótese de o ensino desse passado bom ter sido mau, regra geral mnemónico, técnico, executado num leque de poucos estabelecimentos de ensino, com turmas pequenas. O que importa é que, para certos círculos de opinião, ele era superior, bom porque o nosso actual é mau. No bula-bula, nas cartas dos leitores dos jornais, nos debates televisivos, alguns factores são sistematicamente invocados para explicar a má qualidade do ensino (sem que, regra geral, saibamos o que se entende por qualidade). Que factores são esses? [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

17 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique [3]

Número anterior aqui. Os três manuais colocados à disposição pública nesta série [gentilmente enviados por um leitor deste diário, o PC] mostram uma face pouco conhecida, a da paixão, do rigor e do conhecimento investidos para pôr em movimento a urbanização rural e, por essa via, melhorar grandemente a vida dos camponeses. Confira o terceiro e último manual aqui. [nota: o leitor que me enviou os três manuais não conseguiu localizar o quarto manual da coleção]
Sugestão: leia a tese de doutoramento do Professor Manuel de Araújo sobre aldeias comunais neste ficheiro pdf aqui. Para uma recensão dessa obra, baixe este outro ficheiro pdf aqui.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1227 de 14/07/2017, aqui.

16 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [16]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Os problemas apresentados concorrem de forma decisiva para que a opinião pública do nosso país, em particular ao nível da imprensa escrita, seja sistematicamente determinada por um coro de vozes que tem o passado como referência positiva, designadamente o passado colonial. De que maneira opera essa determinação? O que, basicamente, se escreve e se diz - não poucas vezes com mal camuflada nostalgia - é que no passado colonial aprendia-se, os alunos aprendiam verdadeiramente a ler e a escrever, os professores eram bem formados e competentes e as passagens de classe eram rigorosas. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

15 julho 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1227, de 14/07/2017, disponível na íntegra aqui.

14 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique [2]

Número inaugural aqui. Os três manuais colocados à disposição pública nesta série [gentilmente enviados por um leitor deste diário, o PC] mostram uma face pouco conhecida, a da paixão, do rigor e do conhecimento investidos para pôr em movimento a urbanização rural e, por essa via, melhorar grandemente a vida dos camponeses. Confira o segundo manual aqui.
Sugestão: leia a tese de doutoramento do Professor Manuel de Araújo sobre aldeias comunais neste ficheiro pdf aqui. Para uma recensão dessa obra, baixe este outro ficheiro pdf aqui.

13 julho 2017

A síndrome do mylove [10]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Observei no número anterior que temos de perguntar por que razão tantas pessoas usam diariamente o mylove. Quando interrogadas sobre por que viajam em condições tão incómodas e ofensivas, as e os utentes dos ourloves respondem com frases do seguinte tipo: que fazer? É o que há para chegarmos ao serviço. Pobre não reclama. Não vale a pena reclamar. Governo não dá carros melhores. [foto reproduzida daqui].

Áreas onde os animais estão em vias de extinção

Confira aqui. Especial agradecimento ao PC pelo envio da referência. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

12 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique [1]

Em alguns círculos, as aldeias comunais surgidas em Moçambique foram unicamente vistas como exercício autoritário socialista. Mas esta série nada tem a ver com esse prisma. Os três manuais que se seguem na série [gentilmente enviados por um leitor deste diário, o PC] mostram uma face pouco conhecida, a da paixão, do rigor e do conhecimento investidos para pôr em movimento a urbanização rural e, por essa via, melhorar grandemente a vida dos camponeses. Confira o primeiro manual aqui.
Sugestão: leia a tese de doutoramento do Professor Manuel de Araújo sobre aldeias comunais neste ficheiro pdf aqui. Para uma recensão dessa obra, baixe este outro ficheiro pdf aqui.

11 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [15]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Especialmente tendo em conta os níveis primário e secundário, as concepções apresentadas no número anterior são produzidas e reproduzidas a partir de pelo menos cinco fenómenos frequentemente referidos pela imprensa: (1) aulas ao relento debaixo de árvores, (2) edifícios em más condições de conservação, (3) professores mal pagos, (4) salários em atraso constante em certas províncias e (5) pequena corrupção.  [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

10 julho 2017

Urbanização rural: documentos sobre aldeias comunais em Moçambique

Amplie as imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato.

O que são ensino e educação de qualidade?

Está constituída a equipa que vai trabalhar em mais um tema-pergunta da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora intitulado "O que são ensino e educação de qualidade?", a saber: Valda Colares do Brasil, Jorge Ferrão de Moçambique e, de Portugal, Maria Helena Santos e Desidério Murcho.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1226 de 07/07/2017, aqui.

09 julho 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

Uma página de ironia no Faísca

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].