O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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23 junho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [9]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aquiSeja qual for o nível de ensino que consideremos (primário, secundário, técnico-profissional ou universitário), a primeira preocupação de qualquer Estado (e, especialmente, dos Estados que se confundem com os partidos políticos hegemónicos) é de natureza eminentemente política. Em que sentido? [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

22 junho 2017

A síndrome do mylove [5]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior haver dois tipos de pessoas que acreditam na função social dos loves: as que não os usam e as que deles fazem uso diário. Função social em que sentido? No sentido de responder a uma necessidade, a do transporte público. Amplio, agora, o tema. Responder à necessidade de transporte público requer que certas condições estejam reunidas para o bem-estar e  a segurança dos passageiros. [foto reproduzida daqui]

21 junho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [8]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aquiEntão, se o ensino não é neutro, não é nada fácil definir qualidade. Se me permitirem, vou partir do princípio de que essa qualidade é poligonal e tem de ser aferida pelo menos a quatro níveis: politicamente, tecnicamente, socialmente e ludicamente. O que pretendo dizer com isso? [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

20 junho 2017

Comunicado do CPMO do BM

Leia o mais recente comunicado do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, com data de ontem, aqui.

Uma página de ironia no Faísca

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Ei-la, logo abaixo, reproduzida da edição 705 de 19/06/2017 consultável na íntegra aqui [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

19 junho 2017

A síndrome do mylove [4]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior haver dois tipos de pessoas que acreditam na função social dos loves: as que não os usam e as que deles fazem uso diário. Função social em que sentido? No sentido de responder a uma necessidade, a do transporte público. [foto reproduzida daqui]

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1223 de 16/06/2017, aqui.

18 junho 2017

Imagens de um lançamento

Foi na tarde de sexta-feira lançado no Instituto Superior de Ciências de Saúde, cidade de Maputo, o livro "Como se produz a cultura do medo'" da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora, com uma intervenção de Bóia Júnior, co-autor. Seguem-se imagens do evento.
Na foto em epígrafe, o Doutor Bóia Júnior do lado esquerdo, acompanhado pelo Dr. Inácio Mondlane, director do Instituto Superior de Ciências de Saúde.

Ensino: qualidade e assiduidade [7]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aquiEntão, definir qualidade é uma tarefa complexa. A propósito, vou permitir-me reproduzir uma passagem de um texto que li: "De acordo com o Banco Mundial são duas as tarefas relevantes ao capital que estão colocadas para a educação: a) ampliar o mercado consumidor, apostando na educação como geradora de trabalho, consumo e cidadania (incluir mais pessoas como consumidoras); b) gerar estabilidade política nos países com a subordinação dos processos educativos aos interesses da reprodução das relações sociais capitalistas (garantir governabilidade)[*].” [foto reproduzida com a devida vénia daqui]
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[*]http://www.espacoacademico.com.br/013/13andrioli.htm

17 junho 2017

Um lançamento

Foi ontem lançado o livro "Como se produz a cultura do medo?", da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora, com uma intervenção do co-autor Bóia Júnior. Aguarde a série fotográfica.

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1223, de 16/06/2017, disponível na íntegra aqui.

16 junho 2017

Lançamento hoje com Bóia Júnior

Sinopse: "O homem nasceu livre, escreveu um dia Jean-Jacques Rousseau. Muito certamente estava e está errado. Nascer é nascer para a sujeição. O homem não nasce livre, mas pode tornar-se livre. Em seus múltiplos sentidos, a liberdade não é um dado natural, mas social. Ter consciência disso é um primeiro indicador de liberdade e, talvez, a primeira porta aberta da democracia e de sociedades que se emancipam do medo.
A conquista da liberdade é, fundamentalmente, a conquista da vitória sobre o medo.
Três Colegas aceitaram o desafio de responder à pergunta deste número: Sergio F. C. Graziano Sobrinho do Brasil, Bóia Efraime Júnior de Moçambique e Ricardo Henrique Arruda de Paula do Brasil.
Com brilho e profundidade, os três dão-nos a conhecer as múltiplas, e quantas vezes trágicas (tenha-se em conta, por exemplo, o texto de Bóia Efraime Júnior), facetas do medo e da sua produção social.
Conhecer e disseminar as facetas do medo e da sua produção social é contribuir para termos sociedades mais livres, mais emancipadas, mais sadias, mais firmes, mais descolonizadas do medo. Quanto mais conscientes estivermos de como se produz o medo mais livres poderemos ser. O presente livro é uma contribuição admirável nesse sentido." Aqui. [Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

15 junho 2017

A síndrome do mylove [3]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Em múltiplos círculos é corrente a crença de que os ourloves e, claro, os chapas em geral, cumprem uma função social importante, que sem eles muitos Moçambicanos passariam dificuldades de ordem vária. Há dois tipos de pessoas portadoras dessa crença: as que não usam os loves e as que deles fazem uso diário. [foto reproduzida daqui]

14 junho 2017

Universidades e neoliberalismno

"Sob a educação neoliberal, as universidades estão a tornar-se escolas vocacionais baratas. O foco vocacional do ensino superior implica a expansão centralizada de programas comercializáveis e a eliminação ou redução radical de campos teóricos como clássicos, história da ciência e filosofia. As disciplinas não comercializáveis e as subdisciplinas impopulares que têm taxas mais baixas de graduação, principalmente as artes, as humanidades e as ciências sociais, estão sob pressão para serem eliminadas das universidades." - confira aqui. [o meu agradecimento ao LV pelo envio da referência]

Ensino: qualidade e assiduidade [6]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aquiNo meu entender, o ensino é bem mais do que a transmissão de conhecimento, visando instruir e educar pessoas nas escolas. Por outras palavras, o ensino é bem mais do que um conteúdo técnico tecnicamente analisável. O ensino é, em primeiro lugar, das escolas às universidades, um instrumento destinado a produzir e a reproduzir determinadas relações sociais. A este nível estamos confrontados com o problema de Platão[*].  [foto reproduzida com a devida vénia daqui]
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[*]De acordo com uma história dita fenícia citada por Platão, haveria que ensinar nas escolas a “nobre mentira” (sic) de que os seres humanos vieram ao mundo todos irmãos mas feitos de metais diferentes, a saber: o ouro para os que deviam comandar, uma mistura de ouro e de prata para os auxiliares e uma mistura de ferro e de bronze para os trabalhadores. Como a vida se poderia encarregar de misturar os metais, haveria, então, que vigiar todo o processo de montante a jusante e pôr rapidamente cobro a qualquer tipo de alteração da ordem social. - Platon, La République. Paris: GF-Flammarion, 1966, pp. 166-167.

13 junho 2017

Já disponíveis em Maputo

Três novos livros da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora já se encontram disponíveis na cidade de Maputo, sinopses aqui, aqui e aqui.