O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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31 dezembro 2016

Cinco livros a lançar em 2017 [3]

A conferir aqui. Amplie a imagem em epígrafe clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Uma coluna semanal

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1199, de 30/12/2016, disponível na íntegra aqui:

30 dezembro 2016

Sobre o peso político na seleção das figuras do ano

Paz e guerra das trincheiras políticas em Moçambique

Novos vice-reitores para a UEM

Através de um despacho presidencial, foram nomeados vice-reitores da Universidade Eduardo Mondlane - a mais antiga instituição universitária do país - o médico Armindo Daniel Tiago e a química Amália Alexandre Uamusse, ambos doutorados. Confira aqui. Muitos parabéns a ambos.
Adenda às 06:33: recordo que o Reitor, Orlando Quilambo, recentemente reconduzido, é biólogo doutorado.
Adenda 2 às 06:44: a UEM possui 351 professores doutorados [de acordo com a mais recente lista em minha posse], dos quais 25 catedráticos, sendo quatro estrangeiros.
Adenda 3 às 06:54: a mais antiga tese moçambicana de doutoramento parece ser a de Eduardo Mondlane em 1960, seguindo-se-lhe a de Gordhanbhi Patel em 1964 e a de Filipe Couto em 1971. Confira aqui.
Adenda 4 às 07:12: em 2012 assinalou-se o 50.º aniversário do ensino superior no país [1962-2012], recorde várias facetas neste diário, aqui.

Cinco livros a lançar em 2017 [2]

A conferir aqui. Amplie a imagem em epígrafe clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Ensino e relações sociais

Tema permanente nas preocupações dos cidadãos, a qualidade do ensino no nosso país é regra geral avaliada no interior de um molde meramente técnico que evacua estudantes e professores do conjunto variado dos seus estatutos e das relações sociais nas quais vivem. Ora, uma real avaliação da qualidade do ensino no país passa por uma pesquisa de natureza estrutural e histórica com base em múltiplos factores que não deve abstrair dos estatutos e das relações sociais referidos.

29 dezembro 2016

Cinco livros a lançar em 2017 [1]

A conferir aqui. Amplie a imagem em epígrafe clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Sobre a violência social

Estudar a violência social na sua diversidade e nas suas consequências e dela ter consciência analítica e moral sistemática, é um dos caminhos, pequeno que seja, que podem ajudar a combatê-la.

28 dezembro 2016

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

Messianismo político

O messianismo político parece ser um fenómeno universal, independente de épocas e contextos históricos. É especialmente forte em meios sociais nos quais se conjugam três fenómenos: (1) grande peso das tradições e das regras costumeiras; (2) percepção da erosão dessas tradições e dessas regras; (3) níveis elevados de pobreza multidimensional.

Dependência e limitação

Lá onde dependemos de entes que consideramos dotados de misteriosos poderes incontroláveis, reduzida é a nossa capacidade de dizer não a certas decisões e a certas escolhas.

Cinco livros a lançar

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27 dezembro 2016

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das três mais recentes notícias do mundo dos negócios em Moçambique segundo o Africa Intelligence, a conferir aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Chapada na rotina

Uma festa é uma transgressão, um chapada na rotina. Comer, beber, subverter o perímetro dos hábitos, falar mais do que nos é normal, sonhar mais do que é habitual, dialogar mais do que é costume. Contra a disciplina das regras, o automatismo do bem-parecer, o polimento dos actos. Sem dúvida que as civilizações são vitórias - sempre carentes de actualização - sobre os instintos e sobre a febre das savanas sem grades.

Poder

Poder é a possibilidade relacional de induzir condutas, de crença em certos casos, de conduta obrigatória em outros.

26 dezembro 2016

No "Savana" 1198 de 23/12/2016, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.

Princípios básicos

Em todo o grupo que luta para manter os seus privilégios - a gestão das fontes e dos recursos de poder, afastando e perseguindo quem os disputa -, existem os princípios básicos do racismo: a exclusão e a estigmatização. A cor da pele é, apenas, um acidente. As relações raciais mais não são do que relações estabelecidos/marginalizados de um tipo particular.

25 dezembro 2016

Futuro

O futuro exige fazer colectivamente face à desumanidade, às injustiças e às desigualdades sociais. O futuro exige o futuro.

Propaganda eleitoral

O fundamento da propaganda eleitoral não é o real, mas a imagem que as pessoas dele constroem.

24 dezembro 2016

43 graus neste momento

Neste momento a temperatura na cidade de Maputo é de 43 graus Celsius.

Violência social

De nada servirá mostrar continuadamente em inúmeras instâncias de debate e persuasão que a violência é desnecessária e nociva, se não forem desarmadas as condições sociais que armam as mentes (as margens que comprimem o rio) e que contêm, ainda, o aguilhão de épocas cuja memória permanece, seja porque ainda estão vivos os actores da violência, seja porque a memória passa como passam as tradições orais: de geração em geração, persistentemente. Aqui.

Uma coluna semanal

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1198, de 23/12/2016, disponível na íntegra aqui:

23 dezembro 2016

Racionalidade

A racionalidade não é una, mas diversa, consoante períodos históricos, povos, culturas e grupos sociais.

Quatro poderes

É possível considerar a existência de quatro tipos de poderes inseridos em relações sociais complexas, a saber: o poder político exerce-se sobre as mentes e os corpos dos cidadãos; o poder económico exerce-se pela acumulação e exposição de riqueza material; o poder repressivo exerce-se através de estruturas preventivas e punitivas (soldados, polícias e espiões); o poder simbólico exerce-se através de ideias expressas em palavras.

22 dezembro 2016

Singular apetência faraónica

Singular apetência faraónica têm certas instituições e pessoas de exibir aparato, força e poder - múltiplos, ruidosos e caros.

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das seis mais recentes notícias do mundo dos negócios em Moçambique segundo o Africa Intelligence, a conferir aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Racismo e raça

Uma hipótese a testar: não é o racismo que nasce da raça, mas a raça que nasce do racismo.

Trazer à superfície

O estudante do social deve ser profundamente freudiano e saber encontrar a profundidade, digamos que o inconsciente das lógicas sociais que configuram os fenómenos com os quais lida. Atrás dos actos, sejam eles quais forem, existe todo um espólio de arquétipos, de inconscientes colectivos e pessoais, toda a complexidade da anima (no sentido de Carl Jung ) que importa exumar, trazer à superfície.

21 dezembro 2016

Ataque da Renamo em Manica

Segundo um porta-voz da polícia citado pela "Agência de Informação de Moçambique", homens armados da Renamo atacaram na madrugada de segunda-feira a cadeia aberta de Inhazonia, situada no posto administrativo de Honde, distrito de Báruè, província central de Manica, tendo libertado 48 reclusos, vandalizado o centro de saúde, saqueado medicamentos e a farma da Companhia de Vanduzi. Nesta farma roubaram quatro motorizadas e vários instrumentos de trabalho. Finalmente, na cadeia levaram fardamento dos guardas prisionais, algemas e telemóveis. Aqui.
Adenda: na história castrense mais recente da Renamo - um partido à Jano que tem uma ala civil na Assembleia da República - constitui novidade atacar uma farma e libertar presos de uma cadeia.
Adenda 2 às 08:36: ataque a um comboio da Vale, leia aqui. Este é mais um ataque claramente visando paralisar o escoamento de carvão e, por esta via, ampliar as linhas de blocagem económica do país e forçar um acordo político imedato.

Sobre o social passado a ferro

Os militantes do igual gostariam de ver o social passado a ferro à sua maneira, sem questionamentos, sem dissabores cognitivos, especialmente sem novas latitudes políticas. Daí a desconfiança permanente ante a novidade da história.