O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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29 julho 2015

Fungulamaso perante mísseis ideológicos

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6)
Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso - regra geral de natureza política -, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores. Por exemplo, no que concerne à província de Tete, há quem tente passar a mensagem sistemática de que há uma guerra generalizada provocada pelos maus [do exército governamental] contra os bons [do exército da Renamo, ultimamente designado por "braço armado"], com dezenas de mortos do lado governamental [aqui e acolá só falta dizer que todos os soldados governamentais morreram]. Produz-se, assim, uma atmosfera porosa de intimidação, medo e discrédito, histericamente ampliada pelos blogues do copia/cola/mexerica e por certas páginas das redes sociais [pormenor: os comentários de autores anónimos são elucidativos]. Portanto, fungulamaso=abre o olho=está atento.

1 Comments:

Blogger nachingweya said...

O problema surge quando não há desmentidos quer noticiosos com imagens e entrevistas actuais do contexto geográfico do boato, quer oficiais de quem por dever defender e tranquilizar as pessoas, quer dos correspondentes de agências noticiosas dos países para se diz que as pessoa fogem , etc. Esta ausência da verdade torna qualquer notícia uma notícia. Quando há fumo é preciso algum conhecimento de química ou magia para explicar a ausência de fogo.

29/7/15 4:29 da tarde  

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