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19 julho 2015

A história repete-se duas vezes

O jornal "Notícias" exibe na sua edição digital de sexta-feira uma notícia com o título e a foto em epígrafe. Leia a notícia aqui.
Comentário: num dos seus livros, Karl Marx escreveu o seguinte: "Hegel fez algures a observação de que os grandes acontecimentos e as personagens históricas repetem-se por assim dizer duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: na primeira vez como tragédia, na segunda como farsa." (Le 18 de Brumaire de Louis Bonaparte. Paris: Éditions Sociales, 1969, p.15).

2 Comments:

Blogger nachingweya said...

Repete-se e como...
O progresso tecnológico do mundo, a baixíssima qualidade dos nossos sistemas de ensino com particular saliência nas universidades, a marginalização das poucas capacidades locais com base em critérios geralmente etno partidários , conduzem claramente à necessidade de reactivaçao da figura de "cooperante" seja qual for a nova designação.
O Zimbabwe, um dos poucos países da África subsaariana com um capital humano invejável , optou por deportar a massa crítica nacional na esperança de que bastaria substituir um cérebro crítico por uma bunda de estimação numa cadeira confortável para gerir o país. Falhou. E pela voz do mentor da reforma agrária o Zimbabwe confessa que deixa cair a toalha ao chão no campo da soberania econômica. A imagem acima deve ser invertida.
Vi o mesmo em Chimoio na década 90. O Sr Magalhães - que Deus o tenha em sua Paz-da Textafrica, expulso como explorador mor em 1975 foi recebido sobre um Tapete Vermelho pelo então Governador Sr Artur Canana - que Allah o tenha em sua infinita Bondade- para reactivar a fábrica que sempre foi centro vital de Chimoio a qual tínhamos paralisado (muitos invocarão a guerra como razao) pela mão de gestoras , alguns hoje ministros.
Na viagem presidencial moçambicana em curso, este recrutamento de cooperantes portugueses para a economia moçambicana é designada abertura de Moçambique para o investimento Português. O que era então e em termos econômicos o colonialismo? Precisamente o investimento de potências conquistadoras em territórios desestruturados e pejados de recursos naturais para benefício de pessoas e da Metrópole. No caso de Moçambique e as outras colônias portuguesas, para benefício de Portugal.
Quem é ingênuo a ponto de acreditar que depois das nacionalizações de 1976, as expulsões de famílias inteiras que não pertenciam a PIDE ou ao exército português em 24 horas e 20 Kilos de uma vida inteira de labuta, a cooperação entre Portugal e Moçambique pode acontecer sem mágoas e numa postura de win-win?
Sobretudo na área das engenharias cooperantes vão ser um facto porque as nossas universidades só estão a ensinar como se fazem diferentes nós de gravata. O "África surge et. ambula" de José ainda não foi percebido 50 anos depois. O nosso sono continua mais que terreno!
A história repete-se SIM.

19/7/15 12:32 da tarde  
Blogger ricardo said...

Nao sei se voltam. Muitos deles estao agora bem instalados na Zambia onde ate requereram e lhes foi concedida a nacionalidade. Por outro lado, o governo Zambiano agradece, pois para alem do emprego que dao, estao agora a exportar para o Zimbabwe! E esta hein?

24/7/15 2:35 da tarde  

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