O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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08 maio 2015

Este poder não tem poder

O poder gosta de se mostrar, é visceralmente cénico. Por isso achamos que há poder, obra e movimento quando o poder está permanentemente no tablado expondo o que faz, ritualizando o que faz, manipulando signos, produzindo espectáculo em permanência, oferecendo ao povo sensorial e ansioso o teatro da sua auto-representação, das promessas e das obras. Quando não faz isso, quando é demasiado sóbrio, quando trabalha na sombra, provoca descontentamento, desânimo, dúvida, tristeza, pânico. Habituámo-nos tanto ao poder-espectáculo que nos sentimos profundamente defraudados com o vazio representacional. Daí o veredicto, aqui e acolá: este poder não tem poder. No fundo, para usarmos uma linguagem de ressonância freudiana, é como se quiséssemos dizer: precisamos de poder e ruído, símbolo e emoção, impressionem-nos, sejai o nosso pai.

1 Comments:

Blogger Foquiço said...

Admitindo que as coisas sociais não são estáticas, tenho para mim a ideia de que é possível conduzir o nosso "chapa-Estado", sem a necessidade de o motorista abandonar o lugar de "chófer"... Evidentemente que é preciso buscar o automóvel (portanto, uma busca constante) com condições para circular na perspectiva do destino que se pretende. Ou seja, o chapa pode, por hipótese, fazer o curso anjo voador - Liberdade, e vice-versa, todos os dias, e das 4 horas da manhã até as tantas da noite... mas o mesmo chapa, nas mesmas condicões pode não aguentar um curso de apenas 8 horas de duração, por exemplo, de Maputo à Maxixe.

É preciso uma reflexão crítica sobre a nossa governação e desafiarmo-nos a transformar o conhecimento num instrumento indispensável na resolução dos nossos problemas como nação.

Mais não disse!

11/5/15 12:59 da tarde  

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