02 agosto 2014

Acordo, Estado e paz no Moçambique pré-Outubro (2)

*O que significam acordo, Estado e paz no Moçambique pré-Outubro, quer dizer, antes das eleições gerais marcadas para esse mês?
*Em 1919, numa conferência, o sociólogo alemão Max Weber disse o seguinte: "O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".
*"Os nossos homens têm armas em todo o país", disse Rahil Khan, acrescentando que o Acordo Geral de Paz (AGP), assinado pela Renamo e o Governo em 1992, permite aos antigos guerrilheiros manterem o armamento.
Segundo número da série. Vamos à primeira nota sobre o futuro Acordo de Maputo. A Renamo disputa ao Estado - e, portanto, à Frelimo, seu gestor - o monopólio do uso legítimo da força física, importante recurso de poder. De que maneira o faz, tal como fez entre 1976 e 1992? Pela guerra, mais concretamente pela guerrilha. É como se fosse o eco moçambicano de uma posição oitocentista do general prussiano Carl von Clausewitz: "(...) a guerra já não é meramente um acto político, mas um verdadeiro instrumento político, uma continuação das relações políticas realizada com outros meios".

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