O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
Myspace Layouts

26 março 2014

Teria saído mais barato pagar à Renamo

Com o título em epígrafe, um comentário de Joseph Hanlon no Mozambique 247, com data de hoje: "O recrutamento de três mil pessoas indicadas pelos partidos para a máquina eleitoral vai custar 35 milhões de dólares, afirmou o diretor de Orçamento, Rogério Nkomo, ao programa "O país económico" da STV ("O País" de 24 Março). O maior interesse da Renamo também tem sido garantir emprego aos seus membros e os seus líderes deixaram claro que querem uma parte do dinheiro do gás e do carvão. Se há um ano o governo tivesse oferecido 35 milhões de dólares à Renamo, isso provavelmente teria gerado negociações e Afonso Dhlakama e os seus generais poderiam acomodar-se por 100 milhões de dólares. Isso teria sido barato. A mini-guerra e o reassentamento posterior certamente custarão mais do que isso (tradução minha do inglês, CS)." Recorde o "O País" aqui e ainda Hanlon aqui.

3 Comments:

Blogger nachingweya said...

A redistribuição da riqueza é aquilo que fazemos todos os dias quando pagamos aos arrumadores de carros, os informais e os formalizados. A redistribuição de riqueza feita todos os dias é aparentemente mais barata do que ter de comprar um vidro novo para o carro ou pagar nova pintura da viatura. É sensata do ponto de vista imediatista mas tem um defeito: vicia, institucionaliza o ócio. Convém como esforço de recurso, enquanto se desenham políticas execuíveis de ocupação de pessoas.
Depois da ONUMOZ não houve qualquer esforço tangível a nível da economia para prosseguir e consolidar a reintegração social e socializante dos homens, mulheres e crianças da Renamo. Há ainda quem pense que a Renamo só são guerrilheiros.
PS: O chinês faz coisas pouco duráveis não por falta de capacidade para fazer melhor. É uma estratégia para manter todos os chineses ocupados todos os dias e garantir sempre a circulação de dinheiro. Ao mesmo tempo combatendo o ócio que é um bom combustível para a vagabundagem, um dos piores cancros da sociedade moçambicana.

26/3/14 7:45 da manhã  
Blogger Sir Baba Sharubu said...

Guebuza and his henchmen will cash in on coal and gas. Guebuza and his henchmen will make a small gift of money to Dhlakama. And what will Mozambique and its citizens get ?

26/3/14 4:57 da tarde  
Blogger ricardo said...

Eu nao sou cientista social, nem estou para ai virado. No entanto, como auto-didacta, faz-me especie esta tendencia de Hanlon qualificar tudo em termos "financeiros". Senao vejamos:

1- Havia um problema de pobreza no Campo - um dos motivos do enraizamento da RENAMO la - e Hanlon sugeriu: "give money to the poor". Estava lancada a ideia dos 7 milhoes, os quais oficializaram a exclusao social dos "estao connosco e dos que nao estao";

2- Agora, como forma de "domar" a lideranca da RENAMO, a quem Halon havia vaticinado extincao, eis que surge a ideia das financas novamente como placebo politico: "give money to the thugs". E espera-se entao, que como por milagre, entremos numa especie de "affirmative-action" semi-localizado no Buzi e Gorongosa...

Onde e que iremos parar com tanto materialismo no social?

Sinais dos tempos?

Paternalismo?

26/3/14 10:10 da tarde  

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home