O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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30 setembro 2012

Sinta

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (61)
Séries pessoais: Legitimidade política: o problema de Graça Machel (4); O que é um intelectual? (4); O que é ensino de qualidade? (7); Democracia formal e prescrição hipnótica (7); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (11); Morte dos blogues moçambicanos? (25); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (16); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (19); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

Maguengue e a mercantilização

Bispo da Diocese de Pemba, Dom Ernesto Maguengue, caracterizando o nosso país: "Tudo é transformado em objecto de compra e venda: os serviços, o trabalho, a terra, o corpo humano, os órgãos, o sangue, as pessoas, as crianças, as mulheres, o tempo, a educação, as notas escolares, o matrimónio, a saúde, o sexo, o divertimento, os votos, os próprios eleitores, a consciência dos cidadãos, até as religiões entram no circuito de compra e venda”. Aqui. Crédito da foto aqui.

Uthui sobre conhecimento

Rogério Uthui a propósito da Gala 2012: "Repare que em Moçambique há galas e prémios para os mais bonitos, os que cantam bem, os que jogam…tudo menos os que produzem conhecimento. Na edificação da sociedade de conhecimento a primeira premissa é o reconhecimento pela sociedade, de que o conhecimento é a força motriz do desenvolvimento. É um posicionamento algo iconoclástico, se tivermos em linha de conta algumas teses políticas sobre as perspectivas do desenvolvimento do país. Mas vale a pena tentar avançar, senão ficaremos mais atrás como país…" Aqui.

Uma viagem a Tete (60)

Sexagésimo número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

O casamento das famílias (18)


Décimo oitavo número da série e, agora, terceiro ponto do sumário que vos propus aqui e sempre trabalhando com hipóteses: 3. Ritualização no jardim. Um momento particularmente importante em qualquer tipo dos casamentos aqui em causa, em particular nos mais populares, é a ritualização que ocorre no Jardim dos Namorados, momento intensamento sagrado. Permitam-me prosseguir mais tarde. A foto em epígrafe é minha e encontra-se aqui.
(continua)

Morte dos blogues moçambicanos? (24)

Vigésimo quarto número da série, com sumário proposto aqui. 4. Tipologia. A pergunta: quantos tipos de blogues podemos considerar na blogosfera moçambicana? Por hipótese, defendo que sete. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)
Adenda: Virtualização do quotidiano: bloguismo em Moçambique - um pequeno texto pioneiro de Teles Huo divulgado neste diário em 2006, confira aqui.

Cristianismo em África

Segundo um estudo apresentado pelo sociólogo italiano Máximo Introvigne, o cristianismo tornou-se a religião dominante em África. Aqui.

Os críticos nem-nem

Abundam os críticos nem-nem, para dizer como Roland Barthes, aqueles que tudo fazem para mostrar que não tomam partido, que são portadores de uma neutralidade impoluta e extra-humana. Os neutraliteiros da Terceiça Força Nem-Nem estão sempre prontos a mostrar, com soberba e cardinalícia ênfase, quanto abominam termos e expressões como conflito, esquerda, luta de classes, marxismo, militantes, ideologia, etc. Auto-proclamados juízes e justiceiros, os críticos nem-nem defendem, afinal, que os anjos não têm sexo. "Pesam-se os métodos com uma balança, carregando os pratos à vontade, de forma a poder-se aparecer como um árbitro imponderável, dotado de uma espiritualidade ideal, e por isso mesmo justo, como o ponteiro que julga o peso" - escreveu Barthes num dos seus livros.

Coca-cola e tradições

Por hipótese, não são poucas as vezes em que, bebendo imperialmente a imperial coca-cola, os conservadores da terra fazem, sem rebuços, a habitual defesa do regresso às tradições.

29 setembro 2012

Sinta

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (60)
Séries pessoais: Legitimidade política: o problema de Graça Machel (4); O que é um intelectual? (4); O que é ensino de qualidade? (7); Democracia formal e prescrição hipnótica (7); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (11); Morte dos blogues moçambicanos? (24); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (16); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

A partir de hoje

A partir de hoje quem quiser comentar neste diário terá de ter pelo menos uma conta Google. Muito obrigado pela compreensão.

Medium

Nova rede social, ainda em construção, aqui.

Nomes dos prémios e premiados

Em tempo devido, o portal da Gala dará a conhecer os nomes dos prémios e os premiados. Confira-o aqui.

A seguir às chaves

Em preparação o sucessor das Chaves das portas do social, um livro numa nova editora. Entretanto, lembre aqui.

Legitimidade política: o problema de Graça Machel (3)

Terceiro número da série. Agora, a resposta à segunda questão. Sim, algo une as preocupações de Graça Machel e de Lourenço do Rosário: a do segundo é como que o eco implícito - mas, dialéctica da vida, também explícito - da preocupação de Graça. Por outras palavras: a pouca expressividade votal nas eleições é um exemplo do fosso referido por Graça Machel. Ambos estão preocupados com  o futuro. Podemos considerar um denominador comum? Se sim, tem nome? Prossigo mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)
Adenda: permitam-me recordar-vos a minha série em 18 números intitulada Graça, Marcelino e Rebelo: a frente crítica, aqui.
Adenda 2: a 19 de Novembro de 2009 publiquei neste diário uma postagem intitulada O Sheik Mohamad e a brecha ricos/pobres, recorde aqui.

Uma viagem a Tete (59)

Quinquagésimo nono número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

28 setembro 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (59)
Séries pessoais: Legitimidade política: o problema de Graça Machel (3); O que é um intelectual? (4); O que é ensino de qualidade? (7); Democracia formal e prescrição hipnótica (7); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (11); Morte dos blogues moçambicanos? (24); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (16); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

Uma viagem a Tete (58)

Quinquagésimo oitavo número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Aproxima-se o 12 de Outubro

Confira portal aqui

Legitimidade política: o problema de Graça Machel (2)

Segundo número da série. No número anterior deixei-vos duas perguntas, a saber: (1) qual as preocupações de Graça Machel e de Lourenço do Rosário?; (2) Algo une as duas? Partindo do princípio de que as ideias de ambos não foram traídas pelos órgãos de informação citados, tento responder à primeira pergunta: a preocupação de Graça Machel tem a ver com a distância social entre Frelimo e povo; a preocupação de Lourenço do Rosário tem a ver com a falta de apoio votal significativo à Frelimo. Prossigo mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)
Adenda: permitam-me recordar-vos a minha série em 18 números intitulada Graça, Marcelino e Rebelo: a frente crítica, aqui.
Adenda 2: a 19 de Novembro de 2009 publiquei neste diário uma postagem intitulada O Sheik Mohamad e a brecha ricos/pobres, recorde aqui.

Para reflexão

"Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual; de tal modo que o pensamento daqueles a quem é recusado os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes são apenas a expressão ideal das relações materiais dominantes concebidas sob a forma de idéias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; dizendo de outro modo, são as idéias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; dizendo de outro modo, são as idéias do seu domínio”. (Karl Marx, 1847).

27 setembro 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (58)
Séries pessoais: Legitimidade política: o problema de Graça Machel (2); O que é um intelectual? (4); O que é ensino de qualidade? (7); Democracia formal e prescrição hipnótica (7); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (11); Morte dos blogues moçambicanos? (24); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (16); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

698ª foto (Duas rolas)

"Diário de um fotógrafo", aqui

Uma viagem a Tete (57)

Quinquagésimo sétimo número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Legitimidade política: o problema de Graça Machel (1)

Segundo a "Rádio Moçambique" em seu portal, num despacho conjunto com a "Lusa", Graça Machel defendeu dever a Frelimo criar um plano quinquenal partidário por forma a "(...) aumentar a identificação do povo connosco, para que se reduza o fosso que hoje existe, do tipo 'esses da Frelimo e o povo do outro lado'. Aqui. Por sua vez, segundo o "Diário de Moçambique", Lourenço do Rosário defendeu a necessidade da Frelimo estudar as causas das "abstenções massivas que se registam nos pleitos eleitorais no país". Aqui. Duas perguntas: (1) qual a preocupação de cada um?; (2) Algo une as duas preocupações? Crédito da imagem aqui.
(continua)
Adenda: permitam-me recordar-vos a minha série em 18 números intitulada Graça, Marcelino e Rebelo: a frente crítica, aqui.

Morte dos blogues moçambicanos? (23)

Vigésimo terceiro número da série, com sumário proposto aqui. 4. Tipologia. Chegou a altura de tentar dar conta dos principais tipos de blogues existentes no país, quando não são muitos os que continuam activos e que são actualizados regularmente. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)
Adenda: Virtualização do quotidiano: bloguismo em Moçambique - um pequeno texto pioneiro de Teles Huo divulgado neste diário em 2006, confira aqui.

26 setembro 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (57)
Séries pessoais: Legitimidade política: o problema de Graça Machel (1); O que é um intelectual? (4); O que é ensino de qualidade? (7); Democracia formal e prescrição hipnótica (7); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (11); Morte dos blogues moçambicanos? (23); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (16); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

Legitimidade política: o problema de Graça Machel

Uma viagem a Tete (56)

Quinquagésimo sexto número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Democracia formal e prescrição hipnótica (6)

Sexto número da série. Escrevi no número anterior que  a linguagem tornou-se serva da manipulação na sociedade do espectáculo e dos rituais de linguagem. Os órgãos de comunicação de massa do neoliberalismo administram diariamente o soporífero dos atributos feiticistas que são havidos por inerentes à democracia: liberdade de expressão e eleições livres. Mediante esses atributos, a democracia formal aparece então como única e definitiva. A sociedade do espectáculo é o seu molde. Se não se importam, prossigo mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)

O que é ensino de qualidade? (6)

Sexto número da série. Continuo a multiplicar as possibilidades nas questões de partida no tocante ao ensino de qualidade. Eis mais uma, aquela que mais me interessa nesta série: o objectivo central no ensino consiste em desenvolver a capacidade de crítica e em preparar cidadãos comprometidos com a transformação das relações sociais geradoras de desigualdades e injustiças sociais. Crédito da imagem aqui.
(continua)
Adenda: Sugiro recorde a minha série em 38 números intitulada Sobre a qualidade do ensino em Moçambique, aqui.

O que é um intelectual? (3)

Terceiro número da série. Da definição da Wikipédia que dei a conhecer no número anterior é possível salientar dois aspectos: primeiro, cria uma imagem topológica como que localizada na cabeça ("usa o seu intelecto para..."); segundo, atribui ao intelectual uma função social e colectiva. Ser mítico, o intelectual será aqui analisado em várias arestas por que popularmente é identificado. Prossigo mais tarde.
(continua)

Análise da análise (10)

Décimo número da série. Escrevi no número anterior que importava ir um pouco mais longe e procurar analisar o que chamei princípio do beldevere. Existem duas maneiras de analisar o que escrevemos em artigos de opinião na imprensa ou em trabalhos científicos: a análise técnica e a análise política. Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)

25 setembro 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (56)
Séries pessoais: O que é um intelectual? (3); O que é ensino de qualidade? (6); Democracia formal e prescrição hipnótica (6); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (10); Morte dos blogues moçambicanos? (23); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (16); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

Congresso da Frelimo

Adenda às 11:45: confira no O País digital aqui e aqui.

12 de Outubro

Confira portal aqui

A pobreza mora na cabeça? (15)

Décimo quinto número da série. No número anterior escrevi que nenhuma das pessoas que vemos na rua - a imaginária rua da cidade de Maputo - é uma "pessoa em si", uma "pessoa da natureza humana diversa". Na verdade, somos todos produtos de relações sociais e nacionais concretas. O Sr. A, por exemplo, é cidadão de um país, profissional de um determinado ofício (ou pertence aos desclassicados sociais), membro de um grupo ou de uma classe, eventual frequentador de uma igreja, portador de uma determinada visão da vida e do mundo, etc. Se excluirmos esse prisma, nada custa defender, numa topologia cómoda, que a pobreza habita a cabeça, que a pobreza é coisa de espírito ou de défice de espírito. Permitam-me prosseguir mais tarde (imagem reproduzida daqui).
(continua)
Sugestão: recorde a minha série em sete números intitulada Onde moram os pobres?, aqui.

Morte dos blogues moçambicanos? (22)

Vigésimo segundo número da série, com sumário proposto aqui. Termino o terceiro ponto do sumário, sempre trabalhando com hipóteses. 3. Androcentrismo. Escrevi no número anterior que, tendo em conta apenas os blogues de pessoas identificadas, acreditava serem duas as moçambicanas que criaram blogues. Que blogues? Estes: aqui (sem actividade há cerca de um ano e agora apenas aberto a leitores convidados) e aqui (sem actividade desde Maio). Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)
Adenda: Virtualização do quotidiano: bloguismo em Moçambique - um pequeno texto pioneiro de Teles Huo divulgado neste diário em 2006, confira aqui.

Uma viagem a Tete (55)

Quinquagésimo quinto número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

24 setembro 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: À busca do ouro (15); Uma viagem a Tete (55)
Séries pessoais: O que é um intelectual? (3); O que é ensino de qualidade? (6); Democracia formal e prescrição hipnótica (6); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (11); Análise da análise (10); Morte dos blogues moçambicanos? (22); A carne dos outros (17); A pobreza mora na cabeça? (15); Poder de persuasão dos SMS (18); A difícil fórmula da distribuição de consensos (18); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (18); Ditos (50); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (96)

Uma viagem a Tete (54)

Quinquagésimo quarto número desta série sobre Tete da autoria de Carlos Serra Jr, agora com registos fotográficos recolhidos no reassentamento rural em curso (a cargo da Rio Tinto) de Mwaladzi, distrito de Moatize, província de Tete. Aqui vão continuar a desfilar os contrastes e a intensidade do microsocial. A última série do autor versou sobre Inhambane, aqui. A próxima série deverá ter Cabo Delgado e, em particular, Pemba, como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Democracia formal e prescrição hipnótica (5)

Quinto número da série. Escrevi no número anterior que expressões do género "Há liberdade de pensamento porque vivemos numa democracia", "eleições são expressão de democracia", dotam a locução de um pensamento unidimensional, escamoteando a realidade e suas contradições. O pensamento unidimensional assume a democracia formal como a única, como a real. Como escreveu Marcuse, "Elementos mágicos, autoritários e rituais invadem a palavra e a linguagem". Figuras políticas de todos os azimutes, da esquerda à direita, comungam ruidosamente do mesmo ideal: a defesa da democracia formal. A defesa da democracia formal, em toda a sua plenitude retórica e ideológica, assenta num princípio tornado sacrossanto: o de não mudar as relações sociais. A linguagem tornou-se serva da manipulação na sociedade do espectáculo e dos rituais de linguagem. Se não se importam, prossigo mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)

A mesma

É cada vez mais difícil saber quais as diferenças programáticas entre os partidos políticos. Todos afirmam defender uma coisa: a mesma. E a mesma não carece de especificação. É simplesmente a mesma.

Blogue do Lucas

Eis como o Lucas se apresenta: "Sou jornalista, tenho 23 anos e atualmente moro em Chókwé, uma vila no interior de Moçambique, sudeste africano. Vim para cá fazer trabalho voluntário, mas aproveito o tempo no país para escrever sobre o que vejo, e contar histórias das pessoas que por aqui conheço e também para falar sobre uma ou outra coisa curiosa que, acredito, nem todo mundo vá saber. e assim vamos…" Aqui.

O que é um intelectual? (2)

Segundo número da série. A Wikipédia tem a seguinte definição: "Um intelectual é uma pessoa que usa o seu "intelecto" para estudar, refletir ou especular acerca de ideias, de modo que este uso do seu intelecto possua uma relevância social e coletiva." AquiProssigo mais tarde.
(continua)