O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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30 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (18); Dossier (7) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (8); A pobreza mora na cabeça? (5); O que é resolver problemas? (10); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (23); Poder de persuasão dos SMS (9); A hipótese do duplo poder (13); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (16); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

Uma viagem ao Chócuè (17)

O jurista e ambientalista Carlos Serra Jr esteve há dias no distrito de Chócuè, província de Gaza. Eis o décimo sétimo número do registo fotográfico que fez. A anterior série fotográfica do autor foi divulgada neste diário aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

A carne dos outros (7)

Sétimo número da série, com tema referido aqui, mantendo-me no ponto três do sumário sugerido aqui: 3. Os fumos de Figueira de Almeida. "(...) o tempo q lhe concedem, q não he mais senão emq.to tem que gastar (...)" - escrevendo para o rei português em 1648, o então capitão de Sena, Francisco Figueira de Almeida, afirmou que no antigo Império de Muenemutapua (ou Mwenemutapwa ou Munhumutapwa, como queiram, escolhei a grafia; expressão de uso popular: Império Monomotapa) - com sede no actual Zimbabwe e apanhando o centro do nosso país -, as povoações (muzindas) tinham chefes chamados fumos ou encosses, todos dependentes de um mambo.
(continua)
* Entretanto, recorde a minha série em 14 números intitulada Ionge: populares acusam autoridades de prender a chuva no céu, aqui. Para um excelente livro em francês que estabelece uma relação entre a percepções populares, feitiçaria, política e enriquecimento, consulte Geschere, Peter, Sorcellerie et politique, la viande des autres en Afrique. Paris: Karthala, 1995.

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (22)

Vigésimo segundo número da série, décima segunda questão:
Carlos Serra: Como analisais o país entre 1975 e 2012?
Régio Conrado: (término da resposta, CS). No Moçambique da Segunda República temos um sociedade extremamente individualista. Hoje, vive-se um época da desordem como arma política e económica. Não defendemos os excessos da Primeira República mas não aceitamos a segunda.
(continua)

29 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (17); Dossier (7) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (7); A pobreza mora na cabeça? (5); O que é resolver problemas? (10); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (22); Poder de persuasão dos SMS (9); A hipótese do duplo poder (13); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (16); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

Patologias de estruturas prediais existentes na cidade de Maputo

Com o título em epígrafe, projecto final de curso da Licenciatura em Engenharia Civil e de Transportes, da autoria de Teitinene Martins Misé Voabil, datado de 2009, conferível neste portal aqui.

Uma viagem ao Chócuè (16)

O jurista e ambientalista Carlos Serra Jr esteve há dias no distrito de Chócuè, província de Gaza. Eis o décimo sexto número do registo fotográfico que fez. Na imagem, a fuselagen de um helicóptero rodesiano abatido em 1979 por um roquete disparado por um soldado moçambicano na aldeia da barragem de Macarretane. A anterior série fotográfica do autor foi divulgada neste diário aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (21)

Vigésimo primeiro número da série, décima segunda questão:
Carlos Serra: Como analisais o país entre 1975 e 2012?
Régio Conrado: (continuidade da resposta, CS) Pensamos que o País passou por fases muitos complicadas, mas mesmo assim em muitos aspectos supera a segunda República. Repisamos, tivemos problemas graves no primeiro período, mas a segunda República com o seu neoliberalismo criou e cria Moçambicanos estrangulados pela miséra, ensanguentados pela fome enquanto outros vivem faustosamente como se de reis e faraós se tratassem. O Moçambique de 1990 para cá é um Moçambique em que reina a miserabilização funcional (a resposta à questão termina no próximo número, CS).
(continua)

A carne dos outros (6)

Sexto número da série, com tema referido aqui, iniciando o ponto três do sumário sugerido aqui: 3. Os fumos de Figueira de Almeida. Escrevi no número anterior que havia um outro fenómeno a considerar. Que fenómeno? O fenómeno da exigência aldeã  de um determinado padrão de chefes. Permitam-me continuar proximamente.
(continua)
* Entretanto, recorde a minha série em 14 números intitulada Ionge: populares acusam autoridades de prender a chuva no céu, aqui. Para um excelente livro em francês que estabelece uma relação entre a percepções populares, feitiçaria, política e enriquecimento, consulte Geschere, Peter, Sorcellerie et politique, la viande des autres en Afrique. Paris: Karthala, 1995.

28 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (16); Dossier (7) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (6); A pobreza mora na cabeça? (5); O que é resolver problemas? (10); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (21); Poder de persuasão dos SMS (9); A hipótese do duplo poder (13); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (16); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

A carne dos outros (5)

Quinto número da série, com tema referido aqui, finalizando o ponto dois do sumário sugerido aqui: A crença mostrada no número anterior através de um documento do século XVI era (e continua a ser, aqui e acolá) invariavelmente expressa através de uma acusação de feitiçaria. Por outras palavras: era considerado ilícito todo o processo de acumulação realizado à margem das relações sociais existentes, especialmente parentais. Acreditava-se que enriquecer era ferir a comunidade, o igualitarismo aldeão. Esta é uma crença reactualizada em permanência em outras áreas do país e através de diferentes modalidades de imputação causal. Mas há ainda um outro fenómeno, a dar conta proximamente.
(continua)
* Recorde a minha série em 14 números intitulada Ionge: populares acusam autoridades de prender a chuva no céu, aqui. Para um excelente livro em francês que estabelece uma relação entre a percepções populares, feitiçaria, política e enriquecimento, consulte Geschere, Peter, Sorcellerie et politique, la viande des autres en Afrique. Paris: Karthala, 1995.

Dossier (6) (Edição de 22/06/2012)

Extracto de uma entrevista concedida pelo secretário-geral do partido Frelimo, Filipe Paúnde, a conferir na sexta e penúltima parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/06/2012, aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

As mulheres africanas também fizeram ciência

Um trabalho de Roberto Barbosa com o título em epígrafe: "Em resumo, na ciência ocidental particularmente, há uma hegemonia masculina que é sexista, racista e patriarcal. Somente o homem branco de origem greco-romana é que detém o modelo ou o padrão de homem inteligente e altivo." Aqui.

27 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (16); Dossier (6) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (5); A pobreza mora na cabeça? (5); O que é resolver problemas? (10); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (21); Poder de persuasão dos SMS (9); A hipótese do duplo poder (13); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (16); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

680ª foto (Dançando/2)

"Diário de um fotógrafo", aqui

A hipótese do duplo poder (12)

Décimo segundo número da série, baseada num trabalho do jornal "O País", versão digital, conferível aqui. Prossigo no ponto 2 do sumário proposto aqui.
2. A especificidade moçambicana. Deixem-me tentar melhorar uma imagem que ficou no número anterior. Envelhecidos os líderes da luta de libertação, o núcleo dos intelectuais orgânicos do partido trabalha em duas frentes: na interna e na externa. Quanto maior for a ameaça externa traduzida em partidos rivais dirigidos por líderes capazes de liderar trabalhos e redes políticas de base, mais imperioso se afigura aos intelectuais orgânicos encontrar líderes jovens (ou mais jovens que os libertadores dos anos 60) para a frente interna, designadamente para a frente estatal, líderes que não tenham passado pelo viveiro da luta armada, mas que sejam fiéis, que sejam herdeiros fiéis. Nessa frente, a presidência da República é fundamental. Se não se importam, prossigo mais tarde, procurando desenvolver algo que talvez venha a chamar presidência à Jano.
(continua)

A pobreza mora na cabeça? (4)

Quarto número da série. Escrevi no número anterior que o idealismo que reduz o social a uma multiplicidade de entidades psicologizadas é um método, afinal, vantajoso. Por quê? Porque permite admitir que o social, em toda a sua vastidão e complexidade, pode ser movido e direccionado consoante a vontade e a abnegação de cada um, consoante o seu desejo, consoante - digamos - a sua cabeça. Por outras palavras: os seres humanos podem fazer a sua própria história, nas condições e nas direções por eles escolhidas. A história é o que que eu quero que ela seja. Mas, vamos lá: as coisas são assim mesmo, produto de opções pessoais? (imagem reproduzida daqui).
(continua)
Sugestão: recorde a minha série em sete números intitulada Onde moram os pobres?, aqui.

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (20)

Vigésimo número da série, décima segunda questão:
Carlos Serra: Como analisais o país entre 1975 e 2012?
Régio Conrado: Em 1975 alcançámos a independência. O país tinha herdado uma economia desfigurada, desarticulada, de serviços. Estávamos numa situação de precariedade económica, mas mesmo assim podemos dizer que apesar dos nossos problemas conseguíamos orgulhar-nos de ser Moçambicanos. Durante esta primeira República nós tínhamos um Estado em que os serviços sociais e educacionais eram dos melhores e dos mais abrangentes, tÍnhamos produtos que eram exportados e isso constituía o nosso orgulho e fonte de divisas para o país. Tínhamos problemas, mas todos sabiam por que passavam fome, por que não iam à escola. Era um período em que todos podiam ser capazes de compreender a sua dramaticidade.
(continua)

Modos de navegação social (15)

Décimo quinto número da série.
Finalizo a categoria dos frequentadores oportunistas de casamentos e cerimónias fúnebres. Tenho para mim que são cada vez mais aqueles que anseiam por casamentos e cerimónias fúnebres para poderem comer e beber sem perímetro. Uma simulação de alegria ou de dor, consoante o momento, é quanto basta para curar temporariamente a vida das suas agruras e das suas exigências fisiológicas. Os espíritos são, a esse respeito, complacentes. Com a vossa permissão, prossigo mais tarde, abordando a categoria dos comentadores anónimos de portais.
                                                              (continua)

"O Nacalense"

Dossier (5) (Edição de 22/06/2012)

Queira conferir a quinta parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/06/2012, aqui.
(continua)

26 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (16); Dossier (5) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (5); A pobreza mora na cabeça? (4); O que é resolver problemas? (10); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (20); Poder de persuasão dos SMS (9); A hipótese do duplo poder (12); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (15); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

Uma viagem ao Chócuè (15)

O jurista e ambientalista Carlos Serra Jr esteve há dias no distrito de Chócuè, província de Gaza. Eis o décimo quinto número do registo fotográfico que fez. A sua anterior série fotográfica foi divulgada neste diário aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (19)

Décimo nono número da sérietérmino da décima primeira questão:
Carlos Serra: Achais que Samora Machel era comunista?
Régio Conrado: Ademais, um comunista deve ser defensor dos mais altos princípios e ideais, aqueles ideais que podem levar a Humanidade para uma convivência mais humana. Mas o fundo de tudo isto deve assumir-se a aceitar a vida tipicamente comunista. Nestes termos, podemos afirmativamente dizer que Samora era Comunista, um comunista que  desenvolvia um sentido humano muito profundo. Um Homem que, não obstante os seus erros, estava convencido dos seus ideais, que eram ideais comunistas. Esta é a nossa opinião.
(continua)

Africanos na China

Um livro do ganense Adams Bodomo, professor associado de Linguística e Estudos Africanos na Universidade de Hong Kong, aqui e aqui. Confira um outro trabalho sobre tensões no distrito chinês de Guangzhou Sanyuanli, aqui. O meu obrigado ao JF por me ter chamado a atenção para este tema.

O que é resolver problemas? (9)

Nono número da série.
Na verdade, as ciências sociais têm uma foma diferente, específica, de resolver problemas, se quisermos afastar-nos do cientifismo ingénuo do qual vos dei conta há bocado. Não aceitar essa forma específica é acreditar que as sociedades podem ser analisadas com o rigor que colocamos a analisar quarks, átomos e células, é permitir equívocos desagradáveis. Imagem reproduzida daqui.
(continua)

Índice dos Estados falhados

Confira aqui.

Dossier (4) (Edição de 22/06/2012)

Queira conferir a quarta parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/06/2012, aqui.
(continua)

25 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (15); Dossier (4) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (5); A pobreza mora na cabeça? (4); O que é resolver problemas? (9); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (19); Poder de persuasão dos SMS (9); A hipótese do duplo poder (12); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (15); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

Neste dia de festa

Comemora-se hoje o 37. º aniversário da independência do nosso país, hoje é um dia de festa e devemos estar orgulhosos. Porém, julgo bom recordar que para Eduardo Mondlane, autor da obra "Lutar por Moçambique", a libertação nacional não significava a simples expulsão dos Portugueses, mas a reorganização da vida nacional em todas as frentes, reorganização que permitisse ao povo obter um nível de vida "tolerável" (sic), aí compreendida a possibilidade de participar no governo. Um dos pensamentos de Mondlane era o de que, para se obter o que chamou "progresso económico e social em largas bases", era indispensável "eliminar as forças económico-sociais que favorecem as minorias", que favorecem os "grupos africanos privilegiados", era necessário evitar "a concentração de riqueza de serviços em pequenas áreas do país e nas mãos de poucos" (Mondlane, Eduardo, Lutar por Moçambique. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1976, 2.ª ed.ª, pp. 181-219, 248-251; diálogos meus em 1978/1981 com Aquino de Bragança).

A carne dos outros (4)

Quarto número da série, com tema referido aqui. Segundo ponto do sumário sugerido aqui2.Um documento quinhentista de Francisco Monclaro. Pode-se colocar como hipótese a existência de um estoque popular de aspiração homogeneizante, aspiração ao nivelamento da riqueza e do bem-estar, eventualmente de origem rural. Por exemplo, em documento referente ao século XVI (poderia arrolar muitos outros documentos do mesmo género e de períodos históricos distintos), o padre jesuíta Francisco Monclaro escreveu o seguinte a propósito das comunidades camponesas (muchas) do centro do país, mas, também, do Zimbabwe: "E se acontece que algum deles é mais diligente e granjeador e por isso colhe melhor novidade e cópia de mantimento, logo lhe armam couzas falsas por onde lho tomam e comem, dizendo: porque razão haverá aquele mais milho que outro, não atribuindo isto a maior indústria e deligência, e muitas vezes por esta culpa o matam para lhe comerem tudo (...)"*
(continua)
* Monclaro, Francisco, Relação da Viagem que fizeram os Padres da Companhia de Jesus com Francisco Barreto na conquista do Monomotapa no ano de 1569, in Documenta Índica, vol. VIII, p. 683 e segs.

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (18)

Décimo oitavo número da sériedécima primeira questão:
Carlos Serra: Achais que Samora Machel era comunista?
Régio Conrado: Temos de dizer que entendemos por comunista todo aquele indivíduo que apreende a realidade por via das categorias que nos foram legadas por Marx e Engels, não de uma forma mecânica, mas sempre dialéctica. Mais do que isso, compreendemos que um comunista deve ter como valores os que já citámos anteriormente, deve defender uma sociedade justa, igualitária, um sociedade em que a exploração do Homem pelo Homem seja extirpada, um reino da liberdade (a resposta a esta questão termina no próximo número, CS)
(continua)

Poder de persuasão dos SMS (8)

Oitavo número da série, baseada neste tema aqui. Termino o terceiro ponto do sumário proposto aqui. 3. Efeito retroactivo: Escrevi no número anterior que os criadores do sms aqui em causa procuraram agir sobre vivências do passado e criar nos destinatários um quadro de contaminação sensorial imediata, instintiva. Falo do efeito retroactivo. Retroactivo em relação a quê? Em relação aos levantes populares ocorridos na cidade de Maputo em Fevereiro de 2008 e Setembro de 2010. O projecto residia provavelmente em levar os destinatários do sms à crença imediata e irremediável de que "se antes aconteceu então de novo vai acontecer, nada a fazer". É como se estivessemos, afinal, diante de uma profecia autorealizável. Se não se importam, prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)

Paulo Granjo e Ungulani Ba Ka Khosa

Com 280 páginas, o livro está à venda nas livrarias da cidade de Maputo por 250 meticais. O prefácio do antropólogo Paulo Granjo é conferível aqui e a apresentação feita pelo escritor Ungulani Ba Ka Khosa no dia 13 está aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Uma viagem ao Chócuè (14)

O jurista e ambientalista Carlos Serra Jr esteve há dias no distrito de Chócuè, província de Gaza. Eis o décimo quarto número do registo fotográfico que fez. A sua anterior série fotográfica foi divulgada neste diário aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

A pobreza mora na cabeça? (3)

Terceiro número da série. Escrevi no número anterior que a forma idealista reduz o social a uma multiplicidade de entidades psicologizadas. Esse método é vantajoso. Por quê? Porque permite admitir que o social, em toda a sua vastidão e complexidade, pode ser movido e direccionado consoante a vontade e a abnegação de cada um, consoante o seu desejo, consoante - digamos - a sua cabeça (imagem reproduzida daqui).
(continua)
Sugestão: recorde a minha série em sete números intitulada Onde moram os pobres?, aqui.

Dossier (3) (Edição de 22/06/2012)

Queira conferir a terceira parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/06/2012, aqui.
(continua)

24 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (14); Dossier (3) ("Savana" de 22/06/2012)
Séries pessoais: A carne dos outros (4); A pobreza mora na cabeça? (3); O que é resolver problemas? (9); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (18); Poder de persuasão dos SMS (8); A hipótese do duplo poder (12); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (15); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

Quer conferir?

679 fotografias no "Diário de um fotógrafo", aqui

A carne dos outros (3)

Terceiro número desta série, com tema referido aqui. Primeiro ponto do sumário sugerido na postagem anterior:
1.Introdução. Estamos confrontados com um fenómeno que já foi várias vezes abordado neste diário: o do questionamento violento das origens da riqueza. Uma vez mais vou tentar mostrar as infra-estruturas sociais e mentais do fenómeno, fenómeno que diz respeito a uma crença que, se objectivamente falsa, é, porém, subjectivamente havida por verdadeira no imaginário popular.
(continua)

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (17)

Décimo sétimo número da sérietérmino da décima questão:
Carlos Serra: Como definis Karl Marx?
Régio Conrado: Marx é daqueles que pensamos como um génio que combateu a miséria defendendo aqueles que não tinham ninguém do seu lado nem outra coisa que não fosse o trabalho obsessivo. Em resumo, vemos Marx como um Homem que tinha ideais nobres, transcendentais, valores que nos orientam para uma sociedade eminentemente justa. Foi um dos maiores cientistas e pensadores que já tivemos na História da Humanidade. Esta é a nossa visão sobre Marx e por isso mesmo ele é nosso mestre e queremos divulgá-lo e devolvê-lo ao espaço público moçambicano.
(continua)

"À hora do fecho"/"Savana"/22-06-2012

Não há línguas moçambicanas em perigo

Aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato. Obrigado ao RC pelo envio da referência.

Saiba do Niassa

Dossier (2) (Edição de 22/06/2012)

Queira conferir a segunda parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/06/2012, aqui.
(continua)

23 junho 2012

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao Chócuè (14); Dossier (2) ("Savana" de 22/06/2012); "À hora do fecho"; "Faísca"
Séries pessoais: A carne dos outros (3); A pobreza mora na cabeça? (3); O que é resolver problemas? (9); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (17); Poder de persuasão dos SMS (8); A hipótese do duplo poder (12); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (16); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (15); Ditos (44); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (92)

679ª foto (Dançando/1)

"Diário de um fotógrafo", aqui

A carne dos outros (2)

Segundo número desta série, com tema apontado aqui. Creio ser bom criar um pequeno sumário como o que se segue: 1. Introdução; 2. Um documento quinhentista de Francisco Monclaro; 3. Os fumos de Figueira de Almeida; 4. O efeito Muhôa; 5. Casos da Matola e da Beira; 6. Morfologia genérica de um fenómeno; 7. Fenómenos aparentados; 8. Conclusão
(continua)

Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (16)

Décimo sexto número da sériedécima questão:
Carlos Serra: Como definis Karl Marx?
Régio Conrado: Ao "olharmos" para Marx (e também para Engels) vemos aquele intelectual engajado pela causa dos oprimidos, dos condenados da terra, daqueles que não têm nada a perder, daqueles que são vampiricamente explorados, espoliados, roubados, saqueados. Vemos um homem que gastou a sua energia intelectual e fisica a despertar as consciências daqueles que são tornados miseráveis, daqueles que sofrem a opressão do Capital todo poderoso, daqueles que sofrem a brutalidade da fome até aos miolos (a resposta à questão termina no próximo número, CS).
(continua)

O que é resolver problemas? (8)

Oitavo número da série.
Se o produto das ciências nomotéticas gera resultados práticos, tangíveis, ao nível das tecnologias – construir um avião ou uma ponte, por exemplo -, nas ciências sociais não há qualquer hipótese de gerar tecnologias produtoras de aviões ou de pontes ou de algo similar. Imagem reproduzida daqui.
(continua)