O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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31 julho 2011

Sobre a detenção de Azagaia

Rapper, músico moçambicano de intervenção social, Azagaia (Edson da Luz, de seu real nome) foi ontem detido numa viatura pela polícia, cidade de Maputo, no mesmo dia em que devia lançar no cine Gil Vicente o seu mais recente trabalho, o vídeo clip intitulado "Minha Geração" e cantar o tema "Primeira carta para o Ministro da Cultura", da série AZA-LEAKS. O canal televisivo STV abriu ontem o seu noticiário das 20 horas com a detenção e a indicação de Azagaia ter sido supostamente encontrado na posse de soruma (cannabis sativa), acompanhado de um amigo. Hoje, à mesma hora, a STV fez novamente da detenção de Azagaia o tema noticioso inaugural, com um porta-voz da polícia afirmando que o detido dissera ser a droga para consumo pessoal e com Azagaia dizendo que não sabia por que estava detido e pedindo aos jornalistas que perguntassem à polícia. Na sua edição de hoje, p. 26, o semanário "domingo" reportou a actuação ontem de Azagaia no Gil Vicente, actuação que, afinal, não aconteceu. Enquanto isso, a notícia da detenção corre mundo.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier "Savana" (7) (Edição de 22/07/2011)
* Séries pessoais: Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (5); Uns pensam melhor do que outros? (6); Por que brilha o capitalismo? (5); Mudar sem mudar (12); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (21); Segregação urbana em Maputo (10); Ditos (12); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (57); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Minas e conflitos

Diário de um fotógrafo

Produção de poder

Creio que não seria má ideia estudar as gramáticas simbólicas que regem, aos mais variados níveis - doces e violentos, directos e indirectos - a produção diária do poder ostentatório, do poder intimidatório, do poder punitivo.

Estado pós-colonial

"A natureza do Estado saído da luta de libertação nacional era uma das questões teóricas que mais preocupava Amílcar Cabral, assassinado pelo colonialismo precisamente quando preparava a proclamação da República da Guiné-Bissau nas áreas libertadas – o que veio a acontecer meses depois do seu desaparecimento." Aqui.

Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (4)

Um pouco mais da série.
O primeiro ponto do sumário, a saber: duas maneiras de encarar fenómenos e pessoas: visão em si e visão de campo.
Quando entendemos que qualquer fenómeno e qualquer pessoa só podem ser explicados em função de propriedades essenciais a eles restritas, absolutamente neles compreendidas, estamos perante uma visão em si. Por outras palavras, a inteligibilidade de fenómenos e pessoas depende deles próprios, da chave analítica que abre uma fechadura privativa supostamente neles inscrita. Para usar um exemplo da física aristotélica: os corpos caem porque são pesados.
Prossigo mais tarde esse primeiro ponto do sumário proposto.
Sobre Clausewitz, confira aqui.
(continua)

Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (20)

Desinstalemos os mitos (Sebastião Alba)
O vigésimo número desta série, suscitada por textos aqui e aqui.
Prossigo ainda no quarto ponto do sumário que vos propus, intitulado Ritos de iniciação na Zambéza: nluga e muáli.
Prossigo na iniciação feminina, o Muáli (Mwali), cujos estrutura não é muito diferente da do Nluga masculino. O início do ritual é assinalado pela medicação destinada a evitar os riscos iniciáticos. Segue-se a instrução propriamente dita, logo a seguir à chegada da mestra (namugo). A aprendizagem comporta três momentos: tarefas caseiras, educação sexual e regras cívicas.
(continua)

O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56)

Mais um pouco desta longa série.
A ocupação militar e a economia de plantação foram acompanhados por dois outros fenómenos: (1) a domesticação e a reorientação das chefias locais e (2) a exportação de mão-de-obra para locais agora situados em África (reestruturação das rotas do comércio de escravos).
Prossigo mais tarde.
(continua)

Uns pensam melhor do que outros? (5)

"A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém" (Paulo Freire) O quinto número desta série.
Nas faculdades, nos congressos internacionais, nos seminários, o académico exercita-se na forma de pensar e de escrever iniciática que é sua, vinca bem quanto o seu estatuto nada tem a ver com todos aqueles cuja única função é viver e ver o mundo pelas lentes da vida. O estatuto do académico é o de pensar profundamente, é o de analisar profundamente a vida e seus fenómenos. Pensar de forma especial e profunda é a coluna vertebral da sua actividade.
Prossigo mais tarde.
(continua)

"À hora do fecho"/"Savana"/29-07-2011

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:
*
É interessante verificar o actual coro de críticas ao ministro Zucula. Até os colunistas conhecidos pelas suas posições bajuladoras do governo se atiram ao inditoso ministro, muito pouco feliz na gestão dos transportes públicos urbanos. Por que será?

Depois de Oslo: Europa, Islão e a assimilação do racismo

Com o título em epígrafe, um trabalho de Miriyam Aouragh e Richard Seymour em inglês aqui, em espanhol aqui. Para traduzir, aqui.

Dossier (6) (Edição de 22/07/2011)

Queira conferir a sexta parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/07/2011, aqui.
(continua)

30 julho 2011

Dez

Entre a meia-noite e vinte e a uma da madrugada, hora local, entrarão dez postagens neste diário, com informação e análise a nível nacional e internacional. Neste sábado frio da cidade de Maputo, desejo-vos boa leitura e um feliz e mais quente domingo.

Elas

"Todos os dias, de segunda a domingo, mulheres de diferentes idades, oriundas da periferia da cidade de Nampula, ocupam algumas das principais artérias da urbe, sobretudo nas proximidades dos semáforos, para ganhar a vida através de venda de comida e outros produtos." Aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier "Savana" (6) (Edição de 22/07/2011); "À hora do fecho" no "Savana" (Edição de 29/07/2011)
* Séries pessoais: Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (4); Uns pensam melhor do que outros? (5); Por que brilha o capitalismo? (5); Mudar sem mudar (12); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (20); Segregação urbana em Maputo (10); Ditos (11); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Dhlakama e os títulos

509ª foto (Um movimento)

Estado legítimo

(...) um Estado pode ser considerado legítimo nas percepções populares quando os seus gestores, em troca da lealdade que exigem aos cidadãos, são capazes de assegurar pelo menos cinco coisas (...)". Aqui.

Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (3)

Um pouco mais da série.
Vou escrever um pouco sobre os seguintes sete pontos:
1. Duas maneiras de encarar fenómenos e pessoas: visão em si e visão de campo
2. Dhlakama e Renamo: a leitura tradicional na visão em si
3. Dhlakama e Renamo: visão de campo
4. O conflito enquanto campo estruturante da política
5. O campo como disputa de recursos políticos de poder
6. O conflito enquanto campo de socialização política
7. Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana
Sobre Clausewitz, confira aqui.
(continua)

Somália: fome e conflito

Novo livro de Moeletsi Mbeki

Referência aqui. Com o autor apresentando o livro, youtube aqui. Sobre o anterior livro Architects of Poverty, recorde neste diário aqui. Para traduzir, aqui.

Mitos fundamentais sobre a imigração

Com o título em epígrafe um trabalho de Jorge Majfud, aqui. Para traduzir, aqui.

Jornal "Faísca"

Aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Dossier (5) (Edição de 22/07/2011)

Queira conferir a quinta parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/07/2011, aqui.
(continua)

Pesadelo Mourinho

Anúncios fixos nas estradas da cidade de Maputo, anúncios nas televisões, tudo por conta da publicidade bancária do Millennium Bim, é uma verdadeira indigestão diária à conta de José Mourinho. Com ar melodramático, barba por fazer, olhar cenicamente duro e mafioso, o treinador do Real Madrid surge a dizer que paixão é o seu modo de vida.

29 julho 2011

Nove

Entre a meia-noite e quinze e a uma da madrugada, hora local, entrarão nove postagens neste diário, com informação e análise a nível nacional e internacional. A partir desta sexta-feira, com quinze graus Celsius na cidade de Maputo, desejo-vos uma boa leitura e um feliz sábado.

Do editorial do "Savana" de 29/07/2011

"(...) depois do Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, ter vindo a público admitir que o SNS estava a sofrer de uma intensa hemorragia de pessoal médico devido às más condições de trabalho e de remuneração, eis que surge a revelação de que todo o sector da saúde em Moçambique poderá entrar em colapso caso não seja feita uma injecção financeira de emergência na ordem dos 25 milhões de dólares para a aquisição de medicamentos essenciais que se encontram numa situação de ruptura. (...) A crise que agora atinge o seu apogeu no sector da saúde é resultado da combinação de políticas populistas que vinham sendo implementadas na área desde 2005, por um lado, e por outro, de uma atitude geral do governo que resulta na não atribuição de recursos adequados para a saúde, em conformidade com compromissos internacionais assumidos pelo governo de Moçambique. (...) Este é um quadro que entra em contraste marcante com o discurso oficial de combate à pobreza, particularmente quando analizado à luz de despesas supérfluas que o Estado tem estado a fazer, tantas que não cabem neste espaço."

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier "Savana" (5) (Edição de 22/07/2011); "À hora do fecho" no "Savana" (Edição de 29/07/2011)
* Séries pessoais: Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (3); Uns pensam melhor do que outros? (5); Por que brilha o capitalismo? (5); Mudar sem mudar (12); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (20); Segregação urbana em Maputo (10); Ditos (11); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Capa do "Savana" de 29/07/2011

Logo que oportuno inicio aqui a publicação do habitual Dossier Savana, edição de 29/07/2011. Amanhã deverei inserir, destacado, o não menos habitual "À hora do fecho" do jornal. E prosseguirei o dossier de 22/07/2011. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Brevemente

Sobre causas

De um excelente editorial do "Notícias" digital de hoje: "O número de greves no país baixou nos últimos anos de uma média de doze para apenas dois episódios por mês, feito que é atribuído à boa prestação dos mecanismos de arbitragem, mediação e conciliação. (...) parece-nos razoável admitir que esta maneira de colocar este problema e as conclusões a que se chega é bastante reducionista. A questão que seria de levantar é saber em que medida é que a redução do número de greves resulta da solução dos problemas que geralmente lhes dão origem." Aqui.
Observação: a ausência de visibilidade de conflitos no prisma estatístico não só não significa que eles não existam, como pode ser o indicador da gestação de conflitos a outros níveis. Mas o mais importante a considerar reside na crença politizada de que os trabalhadores moçambicanos aceitam as condições de exploração desenfreada a que muitas vezes estão sujeitos ("povo pacífico" é um dos eufemismos). Não seria desinteressante estudar as causas dessa crença.

Diário de um fotógrafo

Independência social

"Eduardo Mondlane e Samora Machel, pais fundadores do nosso país, colocaram de frente o seguinte problema: não basta obter a independência nacional, é preciso também obter a independência social." Aqui.

Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (2)

Um pouco mais desta nova série.
As posições públicas de Dhlakama em particular e de porta-vozes da Renamo em geral dão quase sempre origem, em certos sectores, a um coro indignado e apreensivo de protestos face ao que parece assemelhar-se ao toque de um clarim ameaçador,  forte de simbolismo castrense. Talvez se possa até dizer que Dhlakama aparece num certo imaginário popular como uma espécie de AK-47 recorrente.
Tenho para mim que, num país como o nosso, com tão triste  e pesada memória da guerra, há forte razão para se temer o efeito retroactivo do fisiculturismo oratório.
Mas esse não é agora o tema central nesta série na qual vou tentar sair de certos clichés e explorar algumas hipóteses de pesquisa usando o provocador título em epígrafe. Sobre Clausewitz, confira aqui.
(continua)

Diário da Zambézia

Ideias

O problema não está na discussão de ideias, o problema está quando na discussão se exige a etnia das ideias, a raça das ideias, o sexo das ideias.

Índice de percepções sobre corrupção 2010

Consulte o Índice de Corrupção 2010 da Amnistia Internacional, aqui. Se quiser ampliar o mapa, clique sobre ele com o lado esquerdo do rato. Para traduzir, aqui.

Moeletsi Mbeki

O académico e empresário sul-africano Moeletsi Mbeki criticou severamente a direcção do ANC. Confira o que ele disse e qual a resposta do ANC, em inglês aqui e em português aqui. Sobre o seu livro Arquitectos da pobreza, aqui. Sobre postagens neste diário que a ele se referem, aqui.

Dossier (4) (Edição de 22/07/2011)

Queira conferir a quarta parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/07/2011, aqui.
(continua)

28 julho 2011

Oito

Entre a meia-noite e vinte e a uma da madrugada, hora local, entrarão oito postagens neste diário, com informação e análise a nível nacional e internacional. Desejo-vos uma boa leitura e uma feliz sexta-feira.

Sismo discursivo de Dhlakama

A estação televisiva STV acabou de apresentar uma reportagem sobre a chegada ontem a Quelimane do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama. Com muita gente esperando-o numa zona onde se registou um corte de energia (recorde aqui), Dhlakama afirmou que estava à cabeça de uma "revolução popular" (sic) destinada a afastar a Frelimo do poder até Dezembro e a criar um governo de transição que despartidarizasse o Estado. Acrescentou que se a Frelimo enviasse forças para deter a revolução, ele daria ordens para "limpar" (sic). E terminou dizendo: "Não sou um belicista, sou um democrata".
Observação do cidadão que sou: um sismo discursivo deploravelmente castrense e despropositado.
Observação do estudante do social que procuro ser: sugiro siga a minha série intitulada Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana, aqui. E procure ler amanhã, aqui, a edição do Diário da Zambézia.

Carta aberta ao Presidente da República de Moçambique

Doze organizações escreveram uma carta aberta ao Presidente Armando Guebuza. Extractos: "O Senhor Presidente recebeu recentemente um prémio ambiental concedido pela organização internacional WWF (Fundo Mundial Para a Conservação da Natureza) (...)  Constitui, sem margem para dúvidas, um motivo de orgulho para todos os cidadãos moçambicanos e um incentivo para que muitas outras iniciativas sejam levadas a cabo (....) Porém, sem demérito dos bons exemplos que conduziram à atribuição do referido prémio, continuamos a assistir em Moçambique a cada vez mais casos de delapidação criminosa dos nossos recursos naturais, com destaque para a exploração e exportação ilegal de recursos florestais e faunísticos, minerais e hídricos." Na íntegra aqui.

Edição de amanhã

Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana (1)

Faz muito que porta-vozes da Renamo afirmam que o partido irá fazer manifestações nacionais em protesto contra os resultados eleitorais de 2009. Entretanto, há dias, o seu presidente, Afonso Dhlakama - em digressão pelas províncias nortenhas -, foi citado na imprensa a dizer que tinha "homens fortes" e armas, incluindo mísseis. Agora, Fernando Mazanga, porta-voz, foi citado a anunciar que o partido irá aquartelar os seus militares havidos como desmobilizados do exército e os ex-guerrilheiros (aqui, aquiaqui, aqui e aqui).
(continua)

Carta aberta ao Presidente da República

Doze organizações escreveram uma carta aberta ao Presidente da República a propósito de dois acontecimentos: o prémio que lhe foi atribuído pelo Fundo Mundial para a Conservação da Natureza e a delapidação dos nossos recursos naturais.
Aguarde que eu a divulgue.

Dhlakamismo: Clausewitz à moçambicana

508ª foto (Pés dançando)

Racionalidades diferentes

"Não há pessoas mais racionais do que outras, há apenas pessoas com racionalidades diferentes." Aqui.

Ditos (11)

Décimo primeiro dito.
Em lugar de ataque directo ao adversário, criam-se campos opostos de adversários, criam-se mesmo, ajudando-os, grupos e pessoas títeres, grupos e pessoas cavalos de tróia, levando-os a baterem-se entre si e a esquecerem o real adversário, aquele que os manipula. Essa é uma técnica sem história, tão antiga e permanente é, trabalhada a vários níveis, aí compreendida a imprensa. 
(continua)

Massacre da Noruega/espelho cristão da al-Qaida

"Imaginem se Anders Behring Breivik fosse um imigrante muçulmano, o pálido, loiro, 100% norueguês de olhos azuis, ultra direitista louco por armas, fundamentalista cristão, responsável pelo atentado à bomba em Oslo e pelos meticulosos assassinatos selectivos da ilha de Utoya que mataram 93 pessoas." - introdução (tradução minha, CS) de um trabalho de Pepe Escobar com o título e o subtítulo em epígrafeaqui. Para traduzir, aqui.
Adenda às 7:13: versão em português aqui.

Um drama na Etiópia

Segundo uma pesquisa da Survival, algumas das terras de cultivo mais produtivas da Etiópia estão a ser arrendadas a empresas estrangeiras para cultivo e exportação de comida, enquanto milhares de cidadãos passam fome devido à seca. Aqui e aqui.  Para traduzir, aqui.

Edição de hoje