O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
Myspace Layouts

31 janeiro 2011

Cartun de Zapiro

Aqui. Sobre Zapiro, aqui

Mapeamento

Aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Adenda às 18:41: confira aqui.
Adenda 2 às 19:40: Reuters aqui. Para traduzir, aqui.

Sul do Sudão

O Afrol reconheceu o Sul do Sudão como 5país africano. Aqui. Para traduzir, aqui.
Adenda às 18:43: confira igualmente aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier (4)
* Séries pessoais: O princípio da história (4); À mão a comida tem melhor gosto (4); Da cólera nosológica à cólera social (6); Notas sobre eleições (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (42); África enquanto produção cognitiva (21); Política enquanto produção de ideologia (6); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (8); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (11); Já nos descolonizámos? (13); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

DZ+WF

"Diário da Zambézia" e "Wamphula fax"  aqui e aqui.

Quem escolheria para futuro presidente da República?


Ponto de situação no questionário com o título em epígrafe, situado no lado direito deste diário, criado a 21 do corrente mês e válido até 21 de Março, com três mulheres nos primeiros cinco lugares, designadamente Graça Machel, Alice Mabota e Benvinda Levi (Luisa Diogo está no sexto). Confira e participe aqui. Para ampliar a imagem, é só clicar sobre ela com o lado esquerdo do rato. Alguns de outros nomes propostos pelos participantes: Tomás Salomão, Manuel Tomé, Teodato Hunguana, Ivo Garrido, Eneas Comiche,  Marcelino dos Santos, Oldemiro Balói e José Óscar Monteiro.

WikiLeaks sobre o Egipto

Cinco telegramas escritos entre 2004 e 2008 sobre o Egipto colocados hoje no WikiLeaks. Aqui. Para traduzir, aqui. Recorde aqui.
Adenda às 7:13: posição musculada do exército, caças da força aérea em voos rasantes na Praça Tahir, epicentro da revolta no Cairo. Aqui.
Adenda 2 às 7:17: "A revolução que abalou o mundo árabe", título de um trabalho aqui.
Adenda 3 às 9:25: um texto em francês sobre o Egipto aqui.

Economia e confiança

De acordo com o barómetro da PricewaterhouseCoopers, a confiança regressou aos decisores da economia mundial. Aqui. Para traduzir, aqui.

Sul-coreanos também no carvão tetense

A corrida multinacional ao carvão de Tete prossegue. Assim, segundo últimosegundo, a siderúrgica sul-coreana Posco declarou ontem ter chegado a um acordo com a brasileira Vale para um trabalho conjunto numa mina de carvão naquela província. Aqui. Recorde aqui.

351.ª foto

Os riscos

O sismo social tunisino alastrou-se pelo Norte de África e pelo Médio Oriente, tal como aqui tenho procurado mostrar. Um dos  grandes desafios futuros é o de saber se, em meio a múltiplos interesses estratégicos que vão para além do petróleo e envolvem a luta pela hegemonia no Médio Oriente - tal como no passado, uma das chaves políticas do planeta -, a luta popular contra as gestões autoritárias auto-tradicionalizadas é capaz de se furtar não apenas aos sinuosos caminhos de outro tipo de gestões autoritárias - estas com um sinete religioso -, quanto aos sombrios jogos de chancelaria. Que os deuses dos zigurates protejam aqueles que, ontem como hoje, desejam uma vida melhor para além dos cesarismos, laicos ou religiosos.

O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (41)

Mais um pouco desta série
Sugeri, já, quatro grandes causas da derrota militar dos nossos antepassados, a saber: (1) contradições políticas; (2) inexistência de uma concepção de luta prolongada; (3) carência de espingardas modernas e de artilharia; (4) falta de um sistema de abastecimento e transporte. Com o estudo dessas quatro causas abranjo também o ponto 2 dos dois pontos indicados no número 15 desta série (designadamente no papel jogado pelos cipaios).
Ainda sobre o ponto 3. Alguns nobres locais puderam mesmo mandar fabricá-las. Por exemplo, Hanga, príncipe herdeiro da casa real do Báruè, possuía nos primórdios do século XX pequenas fábricas de espingardas e munições em Mungári e Missongue, onde igualmente se fabricavam mechas, fulminantes e balas de canhão. 
Voltarei mais tarde.
(continua)

África enquanto produção cognitiva (20)

Mais um pouco da série, dedicada a mostrar como, através das ideias de Hegel no seu livro oitocentista A razão na história, operou e continua a operar um certo tipo de produção ideologizada sobre África, encaixando os Africanos num molde comportamental generalizado, rígido, imutável e absolutamente desqualificante. Eis a continuidade das ideias do filósofo alemão:
Ainda sobre a poligamia, generalizada entre os Africanos - escreveu Hegel -, tem-se o exemplo do rei do Daomé que tem 3.333 mulheres (sic). Todo o homem rico tem várias. Mas deixemos a poligamia e entremos na constituição. Resulta da "natureza das coisas" (sic) que não pode haver verdadeira constituição em África. A forma de governo é patriarcal, mas não há Estado - argumentou o filósofo.
Prossigo mais tarde.
* Hegel, G.W.F, La razon en la historia. Madrid: Seminarios y Ediciones, S.A., 1972, pp. 283-284.
 (continua)

Dossier (3)

Queira conferir a terceira parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 28/01/2011, aqui.
(continua)

30 janeiro 2011

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier (3)
* Séries pessoais: O princípio da história (4); À mão a comida tem melhor gosto (4); Da cólera nosológica à cólera social (6); Notas sobre eleições (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (41); África enquanto produção cognitiva (20); Política enquanto produção de ideologia (6); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (8); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (11); Já nos descolonizámos? (13); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Humor


Humoristas britânicos criaram um jogo de futebol entre representantes influentes do pensamento filosófico alemão e grego. Equipa alemã: (1) Leibnitz na baliza, (2) Kant, (3) Hegel, (4) Schopenhauer, (5) Schelling, (6) Beckenbauer, (7) Jaspers, (8) Schlegel, (9) Wittgenstein, (10) Nietzsche y (12) Heiddeger (Karl Marx estava no banco de suplentes). Equipa grega: (1) Platão, (2) Epícteto, (3) Aristóteles, (4) Sófocles, (5) Empédocles Von Acraga, (6) Plotino, (7) Epicuro, (8) Heráclito, (9) Demócrito, (10) Sócrates y (11) Arquimedes. O árbitro é o filósofo chinês Confúcio, auxiliado por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.

Quem teme WikiLeaks?

Esse o título de um trabalho do sociólogo espanhol Manuel Castells (imagem à esquerda, o quarto cientista social mais citado no mundo no período 2000/2006 e o mais citado académico da área de comunicação no mesmo período), em espanhol aqui. Para traduzir, aqui. Sugiro, ainda, um texto meu intitulado "A caixa de Pandora do "Cablegate", publicado pelo semanário "Savana" de 31/12/2010 (páginas 14-15), conferível aqui.
Adenda às 7:29: Castells sobre WikiLeaks no youtubeaqui.
Adenda 2 às 7:32: "Antes, a imprensa esforçava-se por descobrir o que se tramava no segredo das embaixadas. Hoje, são as embaixadas que pedem informações à imprensa"- Humberto Eco sobre o fenómeno WikiLeaks, aqui.

Egipto: situação social agrava-se

Dezenas de mortos e milhares de feridos, saqueadores terão destruído múmias no Museu Egípcio. Aqui. Centenas de presos são dados como tendo fugido de uma prisão a 95 quilómetros do Cairo. Aqui. Milhares de passageiros acumulados no aeroporto do Cairo. AquiResumo: caos no Egipto, as manifestações prosseguem. Aqui (para traduzir este trabalho, aqui) e aqui.
Comentário: numa clara tentativa de prever a sua saída, o presidente Mubarak nomeou um vice-presidente, o que acontece pela primeira vez em 30 anos. Mas quem é o vice? Justamente o chefe dos serviços de inteligência, isso é um erro grave ante um povo que estuda cada acto governamental e deseja uma sociedade menos autoritária e mais justa.
Adenda às 9:27: confira aqui.
Adenda 2 às 10:49: "O mundo árabe desafia o muro do medo", em francês no Le Monde, aqui.
Adenda 3 às 14:39: de acordo com o Yahoo News, bandos armados libertaram milhares de prisioneiros em quatro prisões egípcias. Aqui.

350.ª foto

O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (40)

Mais um pouco desta série
Sugeri, já, quatro grandes causas da derrota militar dos nossos antepassados, a saber: (1) contradições políticas; (2) inexistência de uma concepção de luta prolongada; (3) carência de espingardas modernas e de artilharia; (4) falta de um sistema de abastecimento e transporte. Com o estudo dessas quatro causas abranjo também o ponto 2 dos dois pontos indicados no número 15 desta série (designadamente no papel jogado pelos cipaios).
Passo ao ponto 3. A vitória do colonizador foi ainda possível quer pelo tipo de espingardas localmente usadas, quer pela inexistência de artilharia. Havia, decerto, muitas espingardas, introduzidas especialmente a partir de meados do século XVIII quando a escravatura se tornou mais intensa, consistindo o método dos traficantes em fornecê-las para os chefes capturarem escravos.
Voltarei mais tarde.
(continua)

Dossier (2)

Queira conferir a segunda parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 28/01/2011, aqui.
(continua)

O princípio da história (3)

Avançando mais um pouco nesta série.
Os mais sistemáticos apologistas do modo capitalista de produção defendem-no como estado natural da sociedade, como estado que habita por geração espontânea as artérias sociais. A esse modo de produção, idealmente festejado por produzir e reproduzir indivíduos - sempre desejados consumidores de mercado - , fez-se e faz-se corresponder a democracia burguesa, a democracia em si, a proclamada verdadeira democracia. Atribuído ao indivíduo o papel central da vida (lá mais para a frente escreverei sobre o "regresso do sujeito"), todas as formas de organização, defesa, protesto e luta têm sido e são olhadas com suspeição, como atentados à liberdade individual e às sacrossantas leis do livre mercado. Até porque, como têm defendido alguns, a ideologia acabou e hoje não há mais nem direita nem esquerda (retomarei estes pontos em tempo devido).
Prossigo mais tarde.
(continua)

29 janeiro 2011

Graça atinge 100

Graça Machel, esposa de Nelson Mandela, atingiu 100 votos no questionário intitulado Quem escolheria para futuro presidente da República?, conferível e participável no lado direito deste diário, aqui. Nunca um questionário foi tão rapidamente participado e comentado como esse, criado a 21 do corrente mês e disponível até 21 de Março.

Últimas sobre o Egipto

A conferir aqui, aqui, aqui, aqui.
Adenda às 20:19: CNN aqui. Para traduzir, aqui.
Adenda 2 às 20:21: os reflexos da crise egípcia nos mercados mundiais, na CBSNews, aqui.
Adenda 3 às 20:25: Rádio França Internacional, aqui.
Adenda 4 às 21:16: o Afrol News foi actualizado, com especial ênfase no Egipto, aqui.
Adenda 5 às 21:30: últimosegundo, aqui.
Adenda 6 às 22:41: segundo autoridades egípcias citadas pelo Yahoo News, 62 pessoas foram mortas nos últimos dois dias. Aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier (2)
* Séries pessoais: O princípio da história (3); À mão a comida tem melhor gosto (4); Da cólera nosológica à cólera social (6); Notas sobre eleições (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (40); África enquanto produção cognitiva (20); Política enquanto produção de ideologia (6); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (8); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (11); Já nos descolonizámos? (13); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Quem escolheria para futuro presidente da República?

Ponto de situação no questionário com o título em epígrafe, situado no lado direito deste diário, com 32 comentários - e três mulheres nos primeiros cinco lugares -, criado a 21 do corrente mês e válido até 21 de Março. Confira e participe aqui. Para ampliar a imagem, é só clicar sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Adenda: alguns de outros nomes propostos pelos participantes: Tomás Salomão, Manuel Tomé, Teodato Hunguana, Ivo Garrido, Eneas Comiche, Oldemiro Balói e José Óscar Monteiro.

Mubarak, o compreensivo

De acordo com o Yahoo News, o presidente egípcio Hosni Mubarak - no poder desde 1981 - anunciou que pediu ao governo actual para renunciar hoje por forma a formar um outro e melhorar a vida do povo, de cujo sofrimento disse estar consciente. Aqui. Recorde a adenda 2 aqui.
Comentário: um cenário paliativo e defensivo quase tirado a papel químico daquele ao qual pertenceu Ben Ali na Tunísia.
Adenda às 8:10: telegramas sobre o Egipto ontem colocados no WikiLeaks e dados como tendo sido enviados pela embaixada americana no Cairo em 2009. Aqui. Para traduzir, aqui.
Adenda 2 às 8:23: a cada bomba de gás lacrimogéneo lançada contra manifestantes, mulheres cobertas com véu islâmico surgiam discretamente nas varandas e lançavam rolos de papel higiénico e garrafas de água.
Adenda 3 às 10:27: sobre os protestos no mundo árabe, aqui.

349.ª foto

Dossier (1)

Queira conferir a primeira parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 28/01/2011, aqui.
(continua)

A "hora do fecho" no "Savana"

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "A hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:
 * A semana passada certo sector da comunicação social andou zangado com a proeminência de Nini Satar no Facebook. Não se sabe como vão ficar quando descobrirem que...

Como um simples fósforo pode iniciar uma revolução

Um tunisino desempregado que se imolou pelo fogo é hoje considerado o detonador de uma série de protestos sociais massivos no mundo árabe. Sobre isso e ampliando a história, um trabalho do The New York Times, aqui. Para traduzir, aqui.

28 janeiro 2011

Sismos sociais

No norte de África e no Médio Oriente multiplicam-se as manifestações de protesto social. Sismos sociais - para usar uma expressão por mim criada em 2008, ao procurar analisar a revolta popular de Fevereiro desse ano no nosso país. Há todo um imenso trabalho analítico a fazer para além da habitual diatribe moral e do não menos habitual dedo criminalizador. Imagem reproduzida daqui. Se e quando puder, procure seguir a minha série O princípio da história.
Adenda às 20:52: internet inacessível, celulares bloqueados no Egipto. Em português aqui.
Adenda 2 às 23: tensão no Egipto faz subir o preço do petróleo. Aqui.

Egipto

 Segundo o diáriodigital, aqui.

Egipto: ElBaradei sob residência vigiada

Segundo o Yahoo News, dezenas de milhares de pessoas continuam a manifestar-se no Egipto, um foi morto e  ElBaradei, prémio Nobel da Paz, regressado ao país, está sob residência vigiada. Aqui. Para traduzir, aqui. Recorde várias entradas desta manhã neste diário, aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier (1); A "hora do fecho" no "Savana"
* Séries pessoais: O princípio da história (3); À mão a comida tem melhor gosto (4); Da cólera nosológica à cólera social (6); Notas sobre eleições (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (40); África enquanto produção cognitiva (20); Política enquanto produção de ideologia (6); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (8); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (11); Já nos descolonizámos? (13); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Edição de hoje

A entrar

"Primeiro ano do II mandato do PR
O annus horriblis de Guebuza
Passa um ano que o Governo de iniciativa presidencial, que está a dirigir o país neste quinquénio (2010-2014), viu a luz do dia. Trata-se de um executivo onde, tal como no primeiro da era Guebuza, o factor de confiança política está claramente acima das competências técnicas dos elementos que o compõem. É um executivo onde se procurou, quase com régua e esquadro, garantir todos os possíveis equilíbrios regionais, procurando-se reflectir por esta fórmula o mosaico cultural e social que é Moçambique. Guebuza criou mais ministérios, apostando numa estrutura pesada e sacrificando a austeridade ao sofisma da unidade nacional. O SAVANA, num exercício que já se tornou tradição, traz em traços simples, o desempenho e os pontos fracos de titulares que constituem a aposta de Guebuza para o período 2010-2014. É uma avaliação própria do SAVANA, atribuindo a cada um uma nota que vai de 0 a 10. Avaliámos 25 ministros e ministérios. Deixámos de fora o Ministério na Presidência para os assuntos sociais, Ministério para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias, Provinciais, assim como o Ministério na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, por não possuírem uma componente executiva visível e com impacto directo no grande público."

Capa do "Savana" de 28/01/2011

A partir de amanhã inicio aqui a publicação do Dossier Savana datado de 28/01/2011. Hoje deverei inserir o habitual "A hora do fecho". Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Adenda às 11:53: entre 25 ministros avaliados pelo semanário numa escala de 0 a 10, a nota mais alta foi atribuída à ministra da Justiça, Benvinda Levi, com um 8. Aguarde o dossier.

Costa do Marfim: a luta bancária

No país de Jano, Costa do Marfim, trava-se uma luta pelo comando da sede do Banco Central dos Estados da África Ocidental entre Gbagbo e Ouattara. Aqui.
Adenda às 10:10: num outro país candidato a país de Jano, Gabão, o opositor Obame também formou o seu governo. Aqui e aqui.

Davos

Egipto: manifestações prosseguem

Confira aquiaqui e aqui
Adenda às 7:55: confira também aqui e aqui.
Adenda 2 às 7:58: sobre a Tunísia, aqui.
Adenda 3 às 8:21: no Rebélion, em espanhol, aqui, aqui e aqui. Para traduzir, aqui.
Adenda 4 às 8:30: o que há e não há de comum nos manifestantes dos países árabes? Aqui.
Adenda 5 às 9:42: sobre o Iémen, aqui.
Adenda 6 às 10:23: sobre o Egipto - onde a internet foi bloqueada e o serviço de sms parece estar semi-paralizado -, aqui.
Adenda 7 às 10:52: "Protestos contra os regimes autoritários, o custo de vida e a falta de oportunidades de trabalho foram registrados no Catar, em Omã, nos Emirados Árabes, na Argélia, na Jordânia, no Sudão, na Mauritânia, no Marrocos e no Iêmem. Países onde até então manifestações do gênero praticamente não existiam. Essa semana esse movimento atingiu o Egito."
Adenda 8 às 11:59: Mubarak no WikiLeaks e relações com os Americanos. Aqui.

CM

"Correio da manhã" de hoje, aqui.

348.ª foto

Edição de hoje

Mozambique 177

Com data de hoje, confira o Mozambique 177 editado por Joseph Hanlon, aqui. Para traduzir, aqui.

O princípio da história (2)

Esta é, para mim, uma história muito interessante. Vamos então ao segundo número da série, salientando quatro pontos que considero fundamentais: (1) A naturalização do modo capitalista de produção, revestido da considerada excelência da democracia burguesa; (2) A concepção utilitarista do mercado, havido como única instância reguladora das relações sociais; (3) A transformação da sociedade numa coleção de indivíduos-mónadas, definitivamente estranhos aos grupos e às contradições sociais; (4) A proclamação do fim da ideologia, portanto (4.1) da razão de ser da crítica das desigualdades sociais e (4.2) da luta por um mundo mais solidário e justo.
(continua)

27 janeiro 2011

Quem escolheria para futuro presidente da República?

Ponto de situação no questionário com o título em epígrafe, situado no lado direito deste diário, com 31 comentários, criado a 21 do corrente mês e válido até 21 de Março. Confira e participe aqui. Para ampliar a imagem, é só clicar sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Adenda às 21:57: alguns de outros nomes propostos pelos participantes: Tomás Salomão, Manuel Tomé, Teodato Hunguana, Ivo Garrido, Eneas Comiche, Oldemiro Balói e José Óscar Monteiro.

A entrar

No Mozambique 177 com data de amanhã:
Cheias+economia (por exemplo, evidências do incremento da pobreza)+carvão+cólera+imigrantes ilegais+diversos

Manchete do "Savana"

Na primeira página: Antetítulo: Desempenho do Executivo um a um; título: Raio X do Governo de Guebuza. Nas páginas 2/5, com fotos de membro do governo, antetítulo : Primeiro ano do II mandato do PR; título: O annus horribilis de Guebuza.
Adenda às 17:41: entre 25 ministros avaliados pelo semanário numa escala de 0 a 10, a nota mais alta foi atribuída à ministra da Justiça, Benvinda Levi, com um 8.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: O princípio da história (2); À mão a comida tem melhor gosto (4); Da cólera nosológica à cólera social (6); Notas sobre eleições (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (40); África enquanto produção cognitiva (20); Política enquanto produção de ideologia (6); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (8); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (11); Já nos descolonizámos? (13); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Milhares nas ruas também no Iémen

Segundo o ÚltimoSegundo, em quatro manifestações convocadas pela oposição no Iémen, milhares de pessoas reunidas hoje em quatro pontos da capital, Sanna, exigiram que Ali Abdulhah Salleh, presidente desde 1990, desista da reeleição, ao mesmo tempo que pediram reforma económica e combate à corrupção. Aqui. Segundo o euronews, eram 16 mil pessoas exigindo a demissão do presidente e melhores condições de vida. Aqui.
Adenda: recorde Tunísia e Egipto aqui.
Adenda 2 às 15:49: "A resposta padronizada aos protestos de rua, no Oriente Médio e na África do Norte, onde entre metade e dois terços da população têm menos de 25 anos de idade, é oferecer empregos e alimentos baratos."
Adenda 3 às 15:51: "Para impedir que Ben Ali tenha sido apenas a primeira peça de um verdadeiro dominó de ditadores, a primeira providência já está sendo tomada: da Argélia ao Egito, passando pelo Marrocos, e Jordânia, os distúrbios ocorridos na Tunísia mal estão sendo divulgados, a fim de não levantar movimentações semelhantes."
Adenda 4 às 19:17: redes sociais, a nova arma da juventude egípcia, aqui. Para traduzir, aqui.

"Efeito Costa do Marfim": o esperançado Obame

No Gabão, questionando a presidência de Ali Bongo Ondimba desde as eleições de 2009, o opositor André Mba Obame (imagem em epígrafe), que se auto-proclamou presidente do país, é dado como estando numa agência da ONU em Libreville à espera de ser reconhecido. Recorde aqui.

O imbróglio do Estádio Nacional

O "Canal de Moçambique" online de hoje sobre o Estádio Nacional que, oficialmente entregue, parece não estar em condições técnicas para a realização de jogos. Aqui.

Manifestações prosseguem no Egipto e na Tunísia

Prosseguem as manifestações no Egipto e na Tunísia. No primeiro país, milhares de manifestantes continuam a exigir, especialmente nas cidades de Cairo e Alexandria, que o presidente Mubarak abandone o poder, vários edifícios governamentais foram atacados, dois mortos ontem, entre os quais um polícia, a polícia está a usar canhões de água e balas de borracha (Rádio França Internacional, noticiários das 9 e 10; também aqui). No tocante à Tunísia, os manifestantes não desarmam, quando a Interpol emitiu uma ordem internacional de detenção para o ex-presidente Ben Ali e membros da sua família que abandonaram o país (Rádio França Internacional, noticiário das 10).
Adenda às 10:40: recorde aqui e aqui.

Weber e ordem predominante

Parte integrante das funções dos "funcionários políticos" (sic) consiste em manter a ordem, "ou seja, as relações de domínio existentes" (sic). E o que é "razão de Estado"? São "os interesses vitais da ordem predominante" (sic) (Max Weber, O político e o cientista. Lisboa: Editorial Presença,  s/d, pp. 71-72, 79.

Desemprego em alta no mundo

O desemprego aumentou o ano passado no mundo, devendo a tendência manter-se este ano, tendo a crise económica reduzido a metade o crescimento mundial dos salários. Ao mesmo tempo, assiste-se a uma queda da qualidade do trabalho e à proliferação do emprego precário, o que afecta muito os jovens (cálculo de 78 milhões de jovens desempregados em todo o mundo o ano passado). Aqui, aqui, aqui e aqui.

O princípio da história (1)

Decretou-se o fim da história e da ideologia e a vitória definitiva da democracia burguesa e do capitalismo. Igualmente festejou-se o regresso do sujeito, cortado de vez o cordão umbilical que o unia aos grupos e aos movimentos de protesto. Mas a história parece estar a mostrar que, em lugar de terminar, começou. E começou de forma diferente da prevista pelos teorizadores do fim da história e do regresso do sujeito. Aqui tendes, então, uma nova e curta série.
(continua)

347.ª foto

O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (39)

Mais um pouco desta série
Sugeri, já, quatro grandes causas da derrota militar dos nossos antepassados, a saber: (1) contradições políticas; (2) inexistência de uma concepção de luta prolongada; (3) carência de espingardas modernas e de artilharia; (4) falta de um sistema de abastecimento e transporte. Com o estudo dessas quatro causas abranjo também o ponto 2 dos dois pontos indicados no número 15 desta série (designadamente no papel jogado pelos cipaios).
Termino o ponto 2. E quando as linhagens e as chefaturas se coligaram, também aí a resistência se quebrou quer pela prisão ou morte dos seus chefes (regra geral a morte de um chefe era a morte da resistência), quer porque o colonizador tivera êxito na cooptação (o que sucedeu amiúde). Como estratégia, a luta prolongada estava, portanto, historicamente bloqueada.
Voltarei mais tarde.
(continua)